Calculadora de custo da hora clínica: quanto custa manter a cadeira aberta
Quanto custa cada hora de cadeira aberta. O piso que todo procedimento precisa cobrir antes de dar lucro.
Por que saber o custo da hora clínica muda a sua precificação
A maior parte do custo de uma clínica é fixo: aluguel, salários, software, contas. Ele corre independentemente de a cadeira estar ocupada ou vazia. O custo da hora clínica traduz esse custo fixo em um número por hora de atendimento, e é o piso que todo procedimento precisa cobrir antes de gerar lucro.
A conta divide o custo fixo mensal pelas horas-cadeira que você de fato fatura no mês. Não é o total de horas que a clínica abre: é esse total ajustado por uma taxa de ocupação realista, porque nenhuma agenda fica 100% cheia.
Como usar o número na prática
Se a sua hora clínica custa R$ 200, um procedimento de 45 minutos já carrega R$ 150 de estrutura antes de qualquer material ou laboratório. Precificar sem enxergar esse piso é como dar desconto no escuro. O custo da hora também responde a uma pergunta de gestão: quando a agenda enche, abrir mais um turno ou mais uma cadeira dilui esse custo fixo por mais horas, e a hora clínica cai.
Cadeira vazia é custo, não pausa
Toda hora de cadeira ociosa é custo fixo que não foi coberto. Por isso ocupação e custo da hora andam juntos: quanto melhor a taxa de ocupação, menor o custo por hora atendida. É a mesma estrutura rendendo mais.
Como usar
- Some todos os custos fixos do mês (aluguel, salários, contas, software, contador) e coloque no primeiro campo.
- Informe quantas cadeiras estão em uso, quantas horas a clínica atende por dia e quantos dias por mês.
- Ajuste a taxa de ocupação realista no controle: arraste ou digite o percentual médio de agenda cheia.
- Veja o custo da hora e do minuto clínico e use como piso ao precificar cada procedimento.
Perguntas frequentes
Como calcular o custo da hora clínica?
Divida o custo fixo mensal total pelas horas-cadeira faturáveis no mês. As horas faturáveis são o número de cadeiras vezes horas por dia vezes dias por mês, ajustado pela taxa de ocupação real (a agenda nunca fica 100% cheia).
O que entra no custo fixo?
Tudo que corre todo mês independente do movimento: aluguel, salários e encargos da equipe fixa, contas (luz, água, internet), software de gestão, contador, segurança. Material e laboratório são custos variáveis e entram na precificação do procedimento, não aqui.
Por que usar taxa de ocupação e não as horas totais?
Porque a agenda nunca fica totalmente cheia. Se você dividir o custo fixo pelas horas totais de funcionamento, subestima o custo real de cada hora atendida. A ocupação realista (em geral 60% a 80%) aproxima o número da verdade.
Para que serve esse número na precificação?
Ele é o piso. Um procedimento precisa cobrir o custo da hora clínica pelo tempo que ocupa a cadeira, mais o material e o laboratório, antes de gerar margem. Sem esse piso, dá para vender muito e ainda assim ter prejuízo.