Calculadora de mix de agenda: qual procedimento rende mais por hora de cadeira

O recurso escasso da clínica cheia não é o procedimento, é a hora de cadeira. Veja qual procedimento rende mais por hora e simule realocar a agenda.

Cada linha é um procedimento. Informe o ticket por caso, o tempo de cadeira por caso (em minutos) e o custo direto por caso (material, laboratório e comissão, sem ratear aluguel ou salário fixo). Os valores abaixo são exemplo, edite com os números da sua clínica. A métrica central é a margem de contribuição por HORA DE CADEIRA, não por caso.

Procedimento Ticket por caso (R$) Tempo de cadeira (min) Custo direto por caso (R$)

Por que o recurso escasso da clínica cheia é a hora de cadeira, não o procedimento

Quando a agenda está cheia e o horário nobre é disputado, a pergunta que decide o caixa muda. Não é mais "qual procedimento tem o maior ticket", é "qual procedimento rende mais por cada hora de cadeira que ocupa". O recurso que limita a clínica de 100k já não é a falta de paciente, é a quantidade de horas-cadeira disponíveis. E é nesse momento que a intuição costuma errar: o dono puxa para a agenda o caso de maior ticket, sem perceber que ele trava a cadeira por mais tempo e, por hora, pode render menos.

Esta calculadora mede a margem de contribuição por hora de cadeira de cada procedimento. Para cada linha, ela faz duas contas. Primeiro a margem por caso: ticket menos custo direto (material, laboratório e comissão do caso, sem ratear aluguel ou salário). Depois divide essa margem pelo tempo de cadeira que o caso consome, e chega ao número que importa quando a agenda está lotada: quantos reais de margem cada hora de cadeira gera. O ranking é montado por essa densidade, do procedimento que mais rende por hora ao que menos rende.

O implante de ticket alto que perde para o clareamento de 1 hora

O exemplo que vem preenchido mostra o efeito na prática. Um implante unitário de R$ 3.500 tem margem por caso muito maior que um clareamento de R$ 1.200. Mas o implante ocupa cerca de quatro horas de cadeira e o clareamento, uma. Quando você divide a margem pelo tempo, o clareamento pode render mais por hora de cadeira do que o implante, mesmo com ticket três vezes menor. Esse é exatamente o tipo de inversão que o ranking por caso esconde e que muda para onde você manda o horário de pico, a verba de marketing e o foco do time de pré-atendimento.

A simulação de realocar horas da agenda

Achar o ranking é metade do trabalho. A outra metade é decidir o que fazer com ele. Por isso a ferramenta simula uma realocação: você diz quantas horas por mês toparia mover do procedimento de menor densidade de margem para o de maior, e ela calcula quanto isso adiciona em reais por mês, sem aumentar um real de verba, só redirecionando agenda, marketing e horário nobre. É a diferença de margem por hora entre o melhor e o pior, multiplicada pelas horas realocadas.

Os limites honestos desta conta

Margem por hora de cadeira é potencial por hora, não volume disponível. De nada adianta o procedimento de maior densidade se não há pacientes procurando por ele, ou se a clínica não tem cadeira e profissional habilitado para absorver mais horas dele. O custo aqui é só o direto do caso, então o resultado é margem de contribuição, não lucro final (o fixo entra depois, no ponto de equilíbrio). E densidade por hora não é o único critério de priorização: um procedimento de ticket alto pode ser a porta de entrada do paciente mais valioso ou gerar recompra ao longo dos anos, o que pede cruzar este ranking com o valor do paciente no relacionamento. A calculadora não inventa benchmark de mercado: tudo sai dos números que você digita.

Como usar

  1. Liste os procedimentos da sua clínica nas linhas da tabela. Vêm seis preenchidos como exemplo (clareamento, implante, faceta, restauração, profilaxia e manutenção de ortodontia); edite, apague ou use o botão Zerar tabela para recomeçar do exemplo.
  2. Em cada linha informe o ticket por caso, o tempo de cadeira por caso em minutos e o custo direto por caso (material, laboratório e comissão, sem ratear aluguel ou salário fixo).
  3. Leia o ranking por margem de contribuição por hora de cadeira: a barra do topo é o procedimento que mais rende por hora, mesmo que não seja o de maior ticket.
  4. Na simulação, informe quantas horas por mês você toparia realocar do procedimento de menor densidade para o de maior, e veja o ganho de margem em reais por mês.
  5. Use o ranking para decidir onde mandar o horário nobre, a verba de marketing e o foco do pré-atendimento, sempre conferindo se há demanda real e capacidade clínica para aquele procedimento.

Perguntas frequentes

O que é margem de contribuição por hora de cadeira?

É quanto de margem cada hora de cadeira ocupada por um procedimento gera. A conta tem dois passos: primeiro a margem por caso, que é o ticket menos o custo direto (material, laboratório e comissão); depois essa margem dividida pelo tempo de cadeira que o caso consome. Um caso de margem R$ 1.000 que ocupa 1 hora rende R$ 1.000 por hora; o mesmo R$ 1.000 em 2 horas rende R$ 500 por hora.

Por que ranquear por hora de cadeira e não pelo maior ticket?

Porque na clínica de agenda cheia o recurso escasso é a hora de cadeira, não o procedimento. Um implante de ticket alto que trava quatro horas pode render menos por hora que um clareamento de ticket menor feito em uma hora. Quando você prioriza por margem por caso, ignora o tempo, e é o tempo que limita quantos casos cabem na agenda.

O custo direto inclui aluguel e salário?

Não. Aqui o custo direto é só o do caso: material, laboratório e comissão ou repasse do dentista. Aluguel, salário fixo e outros custos da estrutura não entram, porque eles não variam com cada caso. Por isso o resultado é margem de contribuição, não lucro final; o custo fixo entra depois, no cálculo de ponto de equilíbrio.

A calculadora diz para abandonar os procedimentos de menor densidade?

Não. Ela mostra o potencial por hora de cadeira, não a demanda disponível. De nada adianta priorizar o procedimento de maior densidade se não há pacientes procurando por ele ou capacidade clínica para absorver mais horas dele. Além disso, um procedimento de ticket alto pode ser porta de entrada ou gerar recompra, o que pede cruzar este ranking com o valor do paciente ao longo do relacionamento.

Como funciona a simulação de realocar horas?

Você informa quantas horas por mês toparia mover do procedimento de menor densidade de margem para o de maior. A ferramenta multiplica essas horas pela diferença de margem por hora entre os dois e mostra quanto isso adiciona em reais por mês, sem aumentar a verba, só redirecionando agenda, marketing e horário nobre. A realocação só vale se houver demanda real e capacidade para absorver as novas horas.

Os números que vêm preenchidos são referência de mercado?

Não. São apenas exemplos editáveis para você ver a ferramenta funcionando e enxergar a inversão entre ticket e margem por hora. Ticket, tempo de cadeira e custo direto variam muito por clínica, região e procedimento. Troque todos pelos números reais da sua clínica antes de tirar qualquer conclusão.

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