Tenho R$ X de verba: quantos pacientes e quanta receita esperar?
Diga a verba, o CPL e as taxas do funil. Veja quantos pacientes e quanta receita o mês deve gerar, com cenários de metade e dobro da verba.
Tenho a verba, o que posso esperar? A projeção que vem antes de investir
A maioria das ferramentas de funil vai de trás para frente: você define a meta de faturamento e descobre a verba necessária. Esta vai para a frente, no sentido em que o dono de clínica decide na vida real: a partir do caixa do mês. Você diz quanto pretende investir em tráfego, informa o seu CPL e as taxas do seu funil, e a calculadora projeta quantos leads, agendamentos, comparecimentos e pacientes esse dinheiro deve gerar, mais a receita projetada, o ROAS e o custo por paciente.
É a resposta para duas perguntas que o dono faz antes de aprovar a verba: "tenho R$ X, o que isso deve trazer?" e "se eu cortar a verba pela metade, perco quantos pacientes?". Em vez de decidir no escuro, você dimensiona a expectativa com número e defende o corte ou o aumento de verba na frente do sócio com a projeção na mão.
Como a projeção é montada
A conta percorre o funil na ordem natural. Os leads são a verba dividida pelo CPL. Os agendamentos são os leads multiplicados pela taxa de lead para agendamento. Os comparecimentos são os agendamentos multiplicados pela taxa de comparecimento. Os pacientes são os comparecimentos multiplicados pela taxa de fechamento. A receita é o número de pacientes vezes o ticket médio. O ROAS é a receita dividida pela verba, e o custo por paciente é a verba dividida pelos pacientes. Para não inflar a expectativa, a calculadora arredonda os pacientes para baixo: meio paciente não fecha tratamento.
Os três cenários lado a lado
A tabela mostra a mesma projeção em três níveis de verba: metade do que você digitou, a verba atual e o dobro. É aí que a pergunta do corte ganha resposta direta: a coluna de pacientes na linha da metade mostra exatamente quantos pacientes a menos um corte de verba custaria no mês, e a coluna do dobro mostra o teto otimista de quanto a clínica cresceria se nada mais mudasse. Ler as três linhas juntas tira a decisão de verba do achismo.
Por que o número é uma projeção, não uma promessa
Esta calculadora é honesta sobre os limites do que ela faz. Primeiro: é uma projeção linear, que assume CPL e taxas constantes. No mundo real o CPL sobe quando você escala a verba, porque você esgota o público mais barato e passa a comprar audiência mais cara (retornos decrescentes), então o cenário de dobro tende a ser otimista. Segundo: a receita projetada é potencial bruto, não caixa garantido. Ela depende de o comparecimento e o fechamento reais baterem com as taxas digitadas e de a agenda ter cadeira livre para absorver os pacientes. Terceiro, e mais importante: o resultado só vale se as taxas vierem do histórico real da clínica. Os valores que já vêm preenchidos (lead para agendamento, comparecimento e fechamento) são exemplos plausíveis para você começar, não verdades do seu caso. Troque cada um pelo número que o seu CRC mede. O CPL de referência de R$ 12,50 é a mediana agregada da base de clínicas da Odonto Results, editável, e a conta sai inteira dos seus inputs, sem nenhum número de mercado inventado.
Como usar
- Coloque a verba mensal de tráfego que você pretende investir e o CPL esperado (custo por lead). O campo de CPL já vem com a referência da base da Odonto Results, mas troque pelo seu se souber.
- Ajuste as três taxas do funil (lead vira agendamento, agendado comparece, quem comparece fecha) com os números reais do seu histórico. Os valores que aparecem são apenas exemplos para começar.
- Informe o ticket médio do paciente que fecha tratamento.
- Leia o funil e os quatro cards: pacientes no mês, receita projetada, ROAS e custo por paciente.
- Compare os três cenários da tabela (metade, atual e dobro) para ver quantos pacientes você ganha ou perde ao mexer na verba, e leve a projeção para defender a decisão.
Perguntas frequentes
Como calcular quantos pacientes uma verba de marketing deve gerar?
Percorra o funil para a frente: leads são a verba dividida pelo CPL; agendamentos são os leads vezes a taxa de agendamento; comparecimentos são os agendamentos vezes a taxa de comparecimento; pacientes são os comparecimentos vezes a taxa de fechamento. A receita é os pacientes vezes o ticket médio. A calculadora faz toda essa conta a cada número que você digita.
Se eu cortar a verba pela metade, perco quantos pacientes?
A tabela de cenários responde direto. A linha da metade da verba mostra os leads, os pacientes e a receita projetados com metade do investimento, e a diferença para a linha atual é exatamente o que o corte custaria por mês. Como o modelo é linear, cortar a verba pela metade tende a cortar os pacientes pela metade, mas na vida real o CPL costuma ficar um pouco melhor com menos verba, então a perda real pode ser um pouco menor.
Dobrar a verba dobra os pacientes de verdade?
Quase nunca. O cenário de dobro assume CPL e taxas constantes, mas quando você escala a verba o CPL sobe, porque o público mais barato se esgota e você passa a comprar audiência mais cara. Por isso a coluna do dobro é o teto otimista, não uma promessa. Trate o número como a referência máxima e desconte os retornos decrescentes.
Qual CPL devo usar se não sei o meu?
O campo já vem preenchido com cerca de R$ 12,50, que é a mediana agregada da base de clínicas da Odonto Results, como ponto de partida editável, não como garantia. O ideal é colocar o CPL real das suas campanhas. Se você ainda não mede, a Calculadora de CPL ajuda a chegar nesse número a partir do investimento e dos leads do mês.
A receita projetada é o que vai entrar no caixa?
Não. É potencial bruto, o quanto os pacientes projetados valeriam em tratamento fechado. O que entra no caixa depende do comparecimento e do fechamento reais baterem com as taxas digitadas, de a agenda ter espaço para absorver os pacientes e do prazo de recebimento (parcelamento). Use a projeção para dimensionar expectativa, não como previsão de caixa.
De onde tiro as taxas do funil?
Do histórico real da clínica, idealmente do seu CRC ou do controle comercial. Os valores que já vêm na ferramenta (lead para agendamento, comparecimento e fechamento) são exemplos plausíveis para você ter um ponto de partida, mas a projeção só é confiável quando você os substitui pelos números que a sua clínica de fato mede.