Como atrair pacientes de prótese dentária removível e fixa convencional para a clínica?
Prótese removível (PPR, total, dentadura) e fixa convencional (coroa, ponte sobre dente) têm público enorme, ticket médio e uma armadilha: o paciente confunde com implante e some no orçamento. Veja o sistema para captar, qualificar e fazer comparecer.
Você atrai paciente de prótese convencional falando com quem tem 45+, perdeu dentes e quer voltar a mastigar agora: combine busca local (Google e Maps), Meta para o público maduro, resposta em segundos e parcelamento. O gargalo não é gerar lead, é qualificar e fazer comparecer na avaliação.
- O público existe em escala e tem renda. Segundo o Censo da Odontologia do CFO, 68% dos brasileiros foram ao dentista no último ano, e quem ganha mais de 10 salários mínimos vai bem mais (80%) do que quem ganha até um (59%): seu paciente particular de prótese está na faixa que busca e pode pagar.
- A prótese é uma especialidade consolidada, não nichada. O CFO registra 14.285 especialistas em Prótese Dentária no Brasil, a 4ª maior entre as 24 especialidades, sinal de demanda madura e concorrência alta: ganha quem se posiciona e responde rápido, não quem só anuncia.
- Velocidade e qualificação decidem o caso. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results a IA responde o lead em mediana 4,4 segundos e 43,8% dos leads chegam fora do horário comercial, dados internos da Odonto Results: o paciente maduro pesquisa à noite e fecha com quem responde primeiro e explica sem empurrar.
Faz parte do guia: Como atrair pacientes para clínica odontológica?
Nesta página
- TL;DR
- Pontos-chave
- O que é prótese removível e prótese fixa convencional
- Quem é o paciente de prótese (e por que ele decide diferente)
- A confusão com implante: a maior fuga de caso da clínica
- O tamanho do mercado: por que a demanda não é o gargalo
- Ticket e qualificação: a prótese como variável de marketing
- Posicione a clínica como referência em reabilitação, não "mais uma que faz dente"
- SEO local e Google Meu Negócio: aparecer na busca de prótese da sua cidade
- Google Ads: capturar quem já decidiu buscar prótese
- Meta Ads: alcançar o público 45+ que ainda não procurou
- Conteúdo educativo: desmistificar a prótese gera confiança
- Prova social: avaliações, depoimentos e antes e depois (dentro do CFO)
- WhatsApp e velocidade de resposta: onde o lead de prótese fica ou some
- O funil completo do lead de prótese: do lead ao comparecimento
- Comparecimento e no-show: proteger a avaliação de prótese
- Parcelamento: a alavanca que destrava o sim da prótese
- Atendimento humanizado: acolher o paciente que tem vergonha
- Parcerias e indicação: a fonte mais barata de lead de prótese
- KPIs e mensuração: o que medir no funil de prótese
- Fidelização e manutenção: a receita recorrente da prótese
- Seu próximo passo
- Perguntas frequentes
"Como atrair pacientes de prótese dentária removível e fixa convencional para a minha clínica?"
Você não tem falta de demanda. Tem um problema de captura e de confusão.
O candidato à prótese está em toda esquina: gente que perdeu dentes, usa dentadura solta ou tem uma ponte velha para trocar. Mas ele não digita "PPR" no Google. Ele pesquisa "colocar dente", pede implante sem saber o que é, compara preço e some no orçamento.
Quem ganha esse caso não é quem gera o lead mais barato. É quem aparece na busca local, esclarece a diferença entre prótese e implante, responde em segundos e oferece parcelamento na hora certa.
A prótese convencional não é o procedimento de maior ticket da clínica. É o de maior volume com ticket médio. Bem captado, ele enche a agenda e ainda alimenta os casos de implante e protocolo.
Neste guia você vai ver:
- Quem é o paciente de prótese e por que ele decide do jeito dele
- A diferença entre removível e fixa convencional (e por que o paciente confunde com implante)
- Google, Meta, SEO local e conteúdo: o papel de cada canal
- Velocidade de resposta, WhatsApp e follow-up: onde o caso de fato fecha
- Parcelamento, comparecimento, KPIs e a receita recorrente da manutenção
O que é prótese removível e prótese fixa convencional
Antes de captar, alinhe o produto. Prótese é devolver os dentes perdidos, e ela se divide em famílias que o paciente quase sempre embaralha.
Prótese removível o paciente tira e coloca:
- Prótese parcial removível (PPR): repõe alguns dentes, apoiada nos dentes que sobraram com grampos ou encaixes.
- Prótese total (dentadura): repõe a arcada inteira quando não sobrou nenhum dente, apoiada na gengiva.
Prótese fixa convencional fica cimentada e o paciente não tira:
- Coroa unitária: capa que cobre um dente muito destruído ou tratado de canal.
- Ponte fixa: repõe um ou mais dentes ausentes apoiando-se nos dentes vizinhos, que viram pilar.
A palavra que falta nessa lista é implante. A prótese fixa convencional se apoia em dente natural; a prótese sobre implante se apoia em parafuso de titânio no osso. Para o caso de implante e protocolo, veja como atrair pacientes de prótese sobre implante e como atrair pacientes de protocolo.
Lembre: o paciente raramente sabe que prótese fixa convencional existe sem implante. Ele acha que "dente preso" é sempre implante (caro) e "dente que tira" é sempre dentadura (velho). A clínica que esclarece o leque captura o caso que o concorrente deixa escapar.
Quem é o paciente de prótese (e por que ele decide diferente)
Esse é o ponto que define a segmentação inteira. O paciente de prótese convencional tem um perfil reconhecível.
Faixa etária: concentra em 45 anos para cima, com peso forte acima dos 60. É quando a perda dentária acumula e a ponte ou a dentadura antiga começa a falhar.
Renda: o paciente particular de prótese tem capacidade de pagamento. O Censo da Odontologia do CFO mostra que 80% das pessoas que ganham mais de 10 salários mínimos vão ao dentista regularmente, contra 59% das que ganham até um salário mínimo. Quem você quer atrair está na ponta que busca e pode pagar.
Quem decide nem sempre é quem usa. Muitas vezes é o filho ou a filha que pesquisa pelo pai ou pela mãe, agenda e leva. Sua comunicação precisa falar com os dois: o paciente que sente a dor e o familiar que resolve.
A dor real não é só mastigar. É vergonha da dentadura que cai, do dente faltando na foto, do sorriso que ele esconde com a mão. Perda dentária mexe com autoestima e vida social.
Pensa assim: você não vende acrílico e metal. Vende o dia em que ele volta a rir sem cobrir a boca.
A confusão com implante: a maior fuga de caso da clínica
Aqui mora um vazamento silencioso de pacientes. "Colocar dente" virou sinônimo de implante na cabeça do público, empurrado por anos de anúncio de protocolo e all-on-4.
O resultado é previsível:
- O paciente que precisa de uma PPR pede implante porque acha que é a única opção moderna.
- O paciente que ouve o preço do implante some, sem saber que existe uma ponte fixa ou uma prótese removível que cabe no bolso dele.
- A clínica que só fala de implante perde o caso de prótese por não oferecer a alternativa.
A prótese convencional concorre com o implante na mente do paciente, não no consultório. E você não vence essa concorrência brigando por preço. Vence posicionando a oferta como opção, não como rebaixamento.
Como fazer isso na prática:
- No anúncio e no atendimento, ofereça o leque. "Recolocamos seus dentes com prótese ou implante, conforme o seu caso e o seu bolso." Isso captura quem fugiria do preço do implante.
- Trate prótese como solução completa, não como consolo. Uma PPR bem feita devolve mastigação e estética. Vendida como "o que dá para fazer" perde valor; vendida como "a solução certa para o seu caso" fecha.
- Use o orçamento de prótese como porta de entrada. Quem chegou querendo implante e não tem verba hoje fecha a prótese agora e vira candidato a implante depois.
Lembre: cada paciente que some ao ouvir "implante" é um caso de prótese que você poderia ter fechado. Oferecer a alternativa não baixa seu ticket: aproveita a demanda que ia embora.
O tamanho do mercado: por que a demanda não é o gargalo
Muita clínica acha que falta paciente de prótese. Falta captura e posicionamento, não demanda.
Comece pelo básico: o brasileiro vai ao dentista. Segundo o Censo da Odontologia do CFO, 68% dos brasileiros visitaram um cirurgião-dentista no último ano. E quanto mais escolaridade, mais procura: 75% das pessoas com ensino superior foram ao dentista, contra 54% das de escolaridade básica. O seu paciente particular está na faixa que mais busca.
A prótese, do lado da oferta, é uma especialidade consolidada. Segundo as Estatísticas da Odontologia do CFO, o Brasil registra 14.285 especialistas em Prótese Dentária, a 4ª maior entre as 24 especialidades reconhecidas, atrás de Ortodontia, Implantodontia e Endodontia. Demanda madura, concorrência alta.
Há ainda uma base de quase 35 milhões de pessoas com plano odontológico que pressiona o mercado de particular. Os planos exclusivamente odontológicos somavam 35.377.783 beneficiários em novembro de 2025, segundo a ANS, mais de um milhão acima do ano anterior.
| Indicador | Número | Fonte |
|---|---|---|
| Brasileiros que foram ao dentista no último ano | 68% | Censo da Odontologia (CFO) |
| Vão ao dentista, renda acima de 10 salários mínimos | 80% | Censo da Odontologia (CFO) |
| Vão ao dentista, renda até 1 salário mínimo | 59% | Censo da Odontologia (CFO) |
| Especialistas em Prótese Dentária no Brasil | 14.285 (4ª maior especialidade) | Estatísticas da Odontologia (CFO) |
| Beneficiários de planos odontológicos (nov/2025) | 35.377.783 | ANS |
O recado é direto: o paciente existe, em escala, com renda e com hábito de buscar. Seu trabalho é ser a clínica que ele encontra, confia e fecha, em vez de competir por preço com quem ainda nem se posicionou.
Ticket e qualificação: a prótese como variável de marketing
A prótese ocupa o meio da régua de valor da odontologia. Não é o caso mais caro, é o de maior volume com valor médio. E isso muda como você capta.
Em termos de investimento para o paciente, a régua sobe assim:
- Prótese removível (PPR, total): a porta de entrada da reabilitação, ticket mais acessível.
- Prótese fixa convencional (coroa, ponte): ticket médio, maior valor percebido por ser fixa.
- Prótese sobre implante e protocolo: o topo da régua, ticket de alto valor.
Por que isso importa no marketing: o paciente de prótese compara preço com mais frequência que o de protocolo, porque é menos dinheiro e parece mais "commodity". Então o jogo da prótese é qualificar bem e converter rápido, não disputar o CPL mais baixo.
A métrica certa nunca é "lead barato". É custo por paciente que compareceu e fechou. Lead barato de prótese costuma ser o curioso de convênio ou quem quer só preço. Veja como qualificar o lead antes de agendar e por que lead barato sai caro.
Posicione a clínica como referência em reabilitação, não "mais uma que faz dente"
Quase toda clínica diz que faz prótese. Pouquíssimas se posicionam. E quando você não é referência em nada específico, o paciente compara pelo único critério que sobra: preço.
Três movimentos tiram você dessa briga:
1. Nicho declarado. "Especialista em reabilitação oral e próteses" comunica autoridade. "Clínica que faz de tudo" comunica commodity. Veja como definir o posicionamento da clínica.
2. Leque completo como diferencial. Mostrar que você resolve do unitário à arcada inteira, com prótese ou implante conforme o caso, posiciona você como quem cuida do problema todo, não como quem vende um produto.
3. Método e acolhimento nomeados. O paciente de prótese tem medo e vergonha. Um processo claro (avaliação, planejamento, prova, entrega, manutenção) com acolhimento explícito vira marca e tira você da comparação por preço.
SEO local e Google Meu Negócio: aparecer na busca de prótese da sua cidade
A maior parte da busca por prótese é local. O paciente quer resolver perto de casa, então o jogo começa no mapa, antes do anúncio.
Quando alguém pesquisa "prótese dentária [cidade]", "onde colocar dentadura perto de mim" ou "dentista de ponte fixa", o Google mostra primeiro o pacote local: os perfis no Maps com avaliações. Estar lá, completo e bem avaliado, traz paciente sem custo de mídia.
O básico que decide:
- Perfil da empresa no Google completo: categoria certa, telefone, WhatsApp, horário, fotos da clínica e da equipe.
- Avaliações reais e respondidas: o paciente maduro confia em quem tem nota e resenha de gente parecida com ele. Veja como conseguir avaliações no Google.
- Site ou página que responde a dúvida de prótese: alimenta o Google e a IA que recomenda clínicas.
Aprofunde em SEO local para clínica odontológica e em como aparecer no Google Maps.
Google Ads: capturar quem já decidiu buscar prótese
Existem dois jogos no marketing de prótese: pegar quem já procura e criar desejo em quem ainda não procurou. O Google faz o primeiro.
Quem pesquisa "colocar prótese dentária", "preço de dentadura", "ponte fixa quanto custa" ou "prótese parcial removível" já passou da descoberta. Está comparando clínicas. É o lead mais quente que existe.
Por isso o Google Ads de alta intenção é o canal mais previsível para prótese:
- Busque a intenção certa, não a genérica. "Prótese" sozinho atrai curioso; "colocar dentadura" e "ponte fixa preço" atraem quem decidiu resolver.
- Separe a intenção de prótese da de implante. Quem busca "dentadura" e quem busca "implante" têm bolso e expectativa diferentes. Misturar os dois numa campanha só queima verba.
- Lance no termo local. "[cidade]" no fim da busca é sinal de paciente pronto e perto.
Veja como anunciar no Google para a clínica e Google Ads ou Meta Ads para dentista.
Meta Ads: alcançar o público 45+ que ainda não procurou
Nem todo candidato à prótese está pesquisando hoje. Muitos convivem com a dentadura solta ou o dente faltando há anos e nem sabem que existe solução melhor e que cabe no bolso. O Meta acende essa decisão.
O Facebook e o Instagram permitem segmentar exatamente o perfil:
- Geo: raio em torno da clínica, porque prótese exige presença física e várias sessões.
- Idade: 45+ concentra a demanda. Nos dados internos da Odonto Results, a faixa 45-54 lidera os leads e o público 45+ responde por 54,7% do volume nas campanhas geridas, coerente com o perfil de prótese.
- Criativo de transformação: mostre o resultado real (dentro das regras do CFO), depoimento e explicação simples da diferença entre prótese e implante.
E não subestime o público maduro na internet. Ele usa o WhatsApp o dia todo, e muitas vezes quem clica no anúncio e agenda é o filho que cuida do pai ou da mãe.
O Meta gera volume e desejo; o Google captura a intenção. Quem roda os dois junto pega o paciente nas duas pontas.
Conteúdo educativo: desmistificar a prótese gera confiança
O paciente de prótese pesquisa cheio de dúvida e de medo antes de decidir. Conteúdo que explica de forma simples é o que faz o anúncio converter melhor.
Responda as perguntas reais que ele faz:
- "Qual a diferença entre prótese e implante?"
- "Dentadura nova incomoda?"
- "Quanto tempo dura uma ponte fixa?"
- "Posso comer normal com PPR?"
Aparecer respondendo a dúvida certa, em vídeo, post ou artigo, constrói autoridade, desarma o medo e ainda alimenta o Google e a IA que recomenda clínicas. Não precisa de volume insano de post; precisa de regularidade e de prova. Veja se vale a pena Instagram orgânico e o que postar no Instagram da clínica.
O orgânico não substitui a mídia paga, mas é o que faz a pessoa confiar quando o anúncio aparece. Anúncio sem prova converte pouco; prova sem anúncio não escala. Os dois juntos é que funcionam.
Prova social: avaliações, depoimentos e antes e depois (dentro do CFO)
O paciente de prótese tem uma objeção central: medo de ficar com cara de dentadura falsa, de não conseguir comer, de jogar dinheiro fora. Antes de fechar, ele precisa de prova de que dá certo.
A prova que mais converte não é a sua palavra, é a de quem já passou por isso:
- Depoimentos de pacientes reais contando que voltaram a comer e sorrir valem mais que qualquer texto. Para o público maduro, ver alguém parecido com ele decidir é o gatilho.
- Casos antes e depois, dentro das regras do CFO e com consentimento. Veja o que o CFO permite em prova social e se pode usar antes e depois nos anúncios.
- Avaliações no Google respondidas, que sinalizam clínica ativa e confiável.
Lembre: o paciente de prótese não compra o orçamento mais barato. Ele compra de quem ele confia que vai resolver sem ele passar vergonha. Prova social não é vaidade, é redutor de medo, e é o que destrava o sim.
WhatsApp e velocidade de resposta: onde o lead de prótese fica ou some
Aqui está o critério que quase ninguém vende e que mais converte: a velocidade da primeira resposta no canal que o paciente usa.
O público maduro de prótese vive no WhatsApp. É lá que ele manda mensagem, manda áudio, manda foto do dente. E ele manda para mais de uma clínica. Quem responde primeiro, com qualidade e paciência, larga na frente.
E ele decide fora de hora. Nos dados internos da Odonto Results, 43,8% dos leads chegam fora do horário comercial e 19,8% no fim de semana. O paciente de 55 anos pesquisa prótese à noite, depois do trabalho ou quando o filho aparece para ajudar. Se ninguém responde, o caso evapora.
Por isso, nas clínicas atendidas pela Odonto Results a IA de atendimento responde em mediana 4,4 segundos, dados internos da Odonto Results. Responder em segundos, 24 horas por dia, é o que mantém o lead vivo até a equipe ligar e agendar.
Lembre: o paciente maduro não quer ser empurrado. Ele quer ser ouvido e ter a dúvida respondida na hora. Velocidade com paciência é o que decide com QUEM ele marca a avaliação.
O funil completo do lead de prótese: do lead ao comparecimento
O lead de prótese só vira faturamento quando atravessa quatro etapas. A maioria das clínicas mede a primeira e ignora as três que pagam a conta.
- Lead: o anúncio ou a busca gera o contato.
- Resposta: alguém atende rápido, com qualidade, no canal certo.
- Agendamento: o lead vira avaliação marcada.
- Comparecimento: o paciente chega na cadeira para a avaliação.
Cada degrau perde gente. E o caso de prótese, por envolver medo e família, esfria fácil entre o agendamento e o comparecimento.
Os números mostram onde o funil aperta. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, no recorte do WhatsApp, cerca de metade dos leads responde ao primeiro contato, e o lead que responde tem perto de um quarto de chance de virar agendamento, dados internos da Odonto Results. E as ligações da equipe somam de 10 a 15 pontos percentuais ao agendamento sobre o que a IA fecha sozinha.
Repare neste ponto: o lead que parece perdido muitas vezes só precisa de um retorno na hora certa. Veja o funil da clínica em números e por que o lead não agenda.
Comparecimento e no-show: proteger a avaliação de prótese
A avaliação presencial é o momento mais valioso do funil. É onde você examina, explica o leque e apresenta o orçamento. Um no-show aqui não é um lead a menos, é um caso a menos.
E o paciente maduro hesita mais que a média: tem insegurança, vergonha e às vezes depende do filho para levar. Para proteger o comparecimento:
- Responda rápido enquanto o interesse está quente. Avaliação marcada para daqui a duas semanas esfria; quanto mais cedo, melhor comparece.
- Confirme em mais de um canal (WhatsApp e ligação), com lembrete antes da data.
- Posicione a avaliação como diagnóstico, não como venda. O paciente comparece para entender o caso dele, não para ser pressionado.
A experiência de acolhimento também segura o comparecimento: quem é tratado bem desde a primeira mensagem se sente comprometido a aparecer. Veja como reduzir o no-show.
Parcelamento: a alavanca que destrava o sim da prótese
Prótese é ticket médio, mas raramente sai à vista para o público particular. Por isso a condição de pagamento costuma ser o que decide o caso, não o preço em si.
A objeção quase nunca é "é caro demais". É "como eu pago isso este mês". O paciente fecha quando consegue parcelar.
Por isso o parcelamento não é detalhe operacional, é ferramenta de conversão:
- Tenha parceria de crédito pronta (financeiras de tratamento, parcelamento próprio, cartão).
- Apoie a aprovação na hora da avaliação, enquanto o interesse está quente. Mandar o paciente "ver com o banco depois" é perder o caso.
- Apresente em parcela, não só em valor cheio. "Em X vezes" desarma o susto do total.
A clínica que trata pagamento como parte do atendimento fecha mais do que a que só entrega o orçamento e espera.
Atendimento humanizado: acolher o paciente que tem vergonha
O paciente de prótese carrega uma carga emocional que o de clareamento não tem. Ele perdeu dentes, muitas vezes esconde a boca, sente que envelheceu. Acolher essa fragilidade é vantagem competitiva, não cortesia.
Na prática:
- Linguagem sem julgamento. Nada de "você deixou estragar". O paciente já se cobra; ele precisa de solução, não de culpa.
- Paciência no ritmo dele. Idoso decide mais devagar e pergunta de novo. A clínica apressada perde; a que explica com calma fecha.
- Trate o familiar como aliado. Quando o filho participa, inclua-o na explicação. Ele costuma ser quem aprova o orçamento.
O acolhimento começa na primeira mensagem do WhatsApp e atravessa todo o atendimento. É o que transforma um curioso inseguro num paciente que confia e fecha.
Parcerias e indicação: a fonte mais barata de lead de prótese
Onde está o seu paciente de prótese antes de chegar na clínica? Em outros consultórios e na rede de quem já é seu paciente. Parcerias e indicação geram lead qualificado de baixo custo.
- Clínicos gerais e dentistas que não fazem prótese podem encaminhar o caso.
- Médicos e profissionais de saúde que atendem o mesmo público 45+ (geriatras, cardiologistas, endocrinologistas) são pontos de contato.
- Boca a boca dos seus pacientes: quem voltou a comer e sorrir indica para o vizinho e para o parente. É o canal mais quente que existe.
Indicação vem com confiança embutida, o que encurta a jornada de decisão. Veja como parar de depender só de indicação e como montar um programa de indicação.
KPIs e mensuração: o que medir no funil de prótese
Sem medir, você otimiza no escuro. Mas medir a coisa errada (lead solto) leva à decisão errada. Acompanhe o funil até a cadeira.
| Métrica | O que mostra | Por que importa na prótese |
|---|---|---|
| CPL por canal | Custo de captação | Compare canais, não persiga o menor |
| Taxa de resposta | Eficiência do atendimento | Lead de prótese vive no WhatsApp; responder rápido é metade do jogo |
| Conversão lead em agendamento | Saúde do funil | Onde o caso esfria ou avança |
| Comparecimento (no-show) | Saúde da agenda | Avaliação que não acontece é zero |
| Custo por paciente que fechou | ROI real | A única métrica que decide a verba |
A armadilha clássica é comemorar volume de lead e CPL baixo enquanto a agenda de avaliação está vazia. Em prótese, dez leads que viram três casos valem mais que cem leads que viram zero. Veja como medir se a agência traz paciente ou só lead.
Fidelização e manutenção: a receita recorrente da prótese
A captação não termina na entrega da prótese. Prótese exige manutenção, e isso vira retenção e receita recorrente, que valem muito.
O paciente bem cuidado no pós:
- Volta para manutenção: reembasamento da dentadura, ajuste da PPR, troca da prótese por desgaste com o tempo. Receita previsível.
- Indica família e amigos, o canal mais barato e mais quente.
- Vira depoimento e caso, que alimentam a próxima captação.
Tratar a manutenção como parte do produto, não como obrigação, transforma um caso fechado numa fonte contínua de novos casos. Veja como criar um sistema de recall e manutenção e como fidelizar pacientes.
Seu próximo passo
- Posicione e esclareça o leque. Escreva em uma frase por que você é referência em reabilitação, e padronize o atendimento para explicar a diferença entre prótese e implante, capturando quem fugiria do preço do implante.
- Monte o sistema de captura, não só o anúncio. Google e Maps para a intenção local, Meta para o público 45+, prova social, resposta em segundos no WhatsApp e follow-up que retoma orçamento em aberto.
- Meça até a cadeira e ofereça parcelamento. Acompanhe custo por paciente que fechou (não CPL) e tenha condição de pagamento pronta para destravar o sim.
Quer transformar a demanda de prótese da sua região em pacientes na cadeira de forma previsível? Agende uma apresentação.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre prótese removível e prótese fixa convencional?
A prótese removível (PPR, total ou dentadura) o paciente tira e coloca para limpar e dormir; a fixa convencional (coroa unitária ou ponte fixa) é cimentada sobre o dente natural e fica presa. Nenhuma das duas usa implante: a fixa convencional se apoia em dentes, a sobre implante se apoia em parafusos no osso. Explicar isso já na primeira conversa evita perder o paciente para a confusão.
Por que o paciente confunde prótese convencional com implante?
Porque "colocar dente" virou sinônimo de implante na cabeça do público, empurrado por anúncio de protocolo e all-on-4. Muitos pacientes que precisam de uma PPR ou de uma ponte fixa pedem implante, ou somem ao ouvir o preço do implante achando que é a única opção. A clínica que esclarece as alternativas captura o caso que o concorrente perde.
Qual canal traz mais paciente de prótese para a clínica?
Google Ads e o perfil no Google Maps capturam quem já busca ("colocar dentadura", "ponte fixa preço", "prótese dentária perto de mim"), o lead mais quente. O Meta Ads alcança o público 45+ que ainda não procurou e planta a decisão. O combo dos dois funciona melhor que um canal só.
Como anunciar prótese para público idoso que usa pouco a internet?
O público 45+ usa internet mais do que se imagina, e quem decide muitas vezes é o filho ou filha que pesquisa pelo pai ou pela mãe. Anuncie no Google e no Instagram com linguagem simples, sem termo técnico, e responda rápido pelo WhatsApp, que o público maduro usa o dia todo.
Parcelamento ajuda a fechar prótese?
Muito. Prótese é ticket médio que raramente sai à vista, então a condição de pagamento costuma ser o que destrava o sim. Apresentar o valor em parcela, ter parceria de crédito e apoiar a aprovação na hora da avaliação aumenta o fechamento de forma direta.
Como reduzir o no-show na avaliação de prótese?
Responda rápido enquanto o interesse está quente, confirme em mais de um canal (WhatsApp e ligação) e posicione a avaliação como diagnóstico, não como venda. O paciente maduro hesita por insegurança e vergonha, então o acolhimento desde a primeira mensagem é o que segura o comparecimento.