Custos e ROI

Onde o custo de marketing e o CAC entram no DRE da minha clínica odontológica?

Marketing e CAC não são custo de produção da sua clínica. São despesa operacional: entram no DRE na linha Despesas com Vendas, abaixo do Lucro Bruto, e por isso só a margem líquida revela o resultado real. Veja o DRE linha a linha, com fonte.

Vinícius Ragazzi
Por Vinícius RagazziAtualizado em 27 de junho de 2026 · 16 min de leitura
TL;DR

Marketing e CAC entram no DRE como Despesa com Vendas (despesa operacional), abaixo do Lucro Bruto, nunca no custo do serviço prestado. Por isso espremem a margem líquida, não a bruta: faturamento alto com marketing pesado pode dar lucro pequeno, e só o DRE mostra isso.

Pontos-chave
  • Marketing é despesa, não custo. Fiscalmente vai para o resultado quando incorrido, não entra no custo do serviço prestado nem vira ativo, segundo o portal Contábeis (https://www.contabeis.com.br/artigos/73502/cac-entenda-o-custo-de-aquisicao-de-cliente-de-verdade/).
  • No DRE, publicidade e marketing entram na linha Despesas com Vendas, dentro das Despesas Operacionais, depois do Lucro Bruto, conforme o blog de gestão eGestor (https://blog.egestor.com.br/dre/).
  • O CAC é (investimento em marketing + investimento em vendas) dividido pelo número de novos clientes, e só faz sentido lido contra o LTV, segundo o Sebrae (https://sebraeplay.com.br/content/custo-de-aquisicao-do-cliente-cac).

Faz parte do guia: Quanto custa e qual o retorno do marketing para clínica odontológica?

Nesta página
  1. TL;DR
  2. Pontos-chave
  3. O que é CAC (custo de aquisição de paciente) e como calcular
  4. Custo ou despesa: por que marketing não é custo de produção
  5. Onde marketing e CAC entram no DRE, linha a linha
  6. A estrutura do DRE com números: um exemplo
  7. Margem bruta x margem líquida: marketing aperta a líquida
  8. Por que faturamento alto não é lucro
  9. Custos fixos x variáveis: onde o marketing se encaixa
  10. Regime de competência x caixa: quando reconhecer o gasto
  11. Atribuição do CAC por coorte: o erro de dividir o mês pelo mês
  12. Rateio do marketing por paciente: o número que você usa no dia a dia
  13. CAC x ticket médio: a aquisição precisa caber na receita
  14. CAC x LTV: quando a clínica ganha e quando perde dinheiro
  15. CAC por canal: onde investir e onde cortar
  16. Como reduzir o CAC sem cortar a aquisição
  17. DRE, balanço e fluxo de caixa: três visões diferentes
  18. Seu próximo passo
  19. Perguntas frequentes

"Onde o custo de marketing e o CAC entram no DRE da minha clínica?"

Você investe em tráfego, vê paciente chegando, mas na hora de fechar o mês não sabe onde esse dinheiro caiu no resultado.

E aí mora a confusão. Muita clínica joga marketing no mesmo balde do material e do laboratório, ou pior, nem registra direito. O número vira fumaça.

A resposta é simples e tem regra contábil: marketing não é custo de produção, é despesa operacional. Ele entra abaixo do Lucro Bruto, na linha de Despesas com Vendas. É por isso que ele aperta a margem líquida, não a bruta.

Entender isso muda como você lê o próprio negócio.

Neste guia você vai ver:

  • O que é CAC e a fórmula correta para a sua clínica
  • A diferença entre custo e despesa (e por que marketing nunca é custo)
  • Onde marketing e CAC caem no DRE, linha a linha
  • Por que faturar alto não é lucrar, e como a margem líquida revela isso
  • Como ratear o marketing por paciente e comparar com o ticket

O que é CAC (custo de aquisição de paciente) e como calcular

Comece pelo conceito, porque o CAC é o número que conecta marketing ao DRE.

CAC é quanto custa, em média, trazer um paciente novo. Não o lead, o paciente.

A fórmula é direta. Segundo o Sebrae, o Custo de Aquisição do Cliente é:

CAC = (Custo de Marketing + Custo de Vendas) / número de clientes conquistados

Repare no que entra no numerador. Não é só a mídia paga. É todo o investimento ligado a captar e converter:

  • Marketing: verba de Meta e Google Ads, agência, ferramentas, produção de criativo.
  • Vendas: salário e comissão de quem atende e fecha (CRC, comercial), mais o sistema que dá suporte a isso.

Pensa assim: se você gastou R$ 30 mil entre marketing e comercial em um mês e fechou 50 pacientes novos, seu CAC foi R$ 600. Esse é o preço de cada paciente que entrou.

Lembre: o CAC certo divide pelo paciente que fechou, não pelo lead que entrou. Lead barato com CAC alto é a armadilha mais comum. Veja quanto vale um paciente para a sua clínica.

Custo ou despesa: por que marketing não é custo de produção

Aqui está o erro contábil que distorce o resultado de quase toda clínica. Marketing não é custo. É despesa. E a diferença não é firula de contador.

Custo é o que está diretamente ligado a produzir o serviço. Na sua clínica: material, pino, resina, prótese de laboratório, e a parte do trabalho clínico que entrega o tratamento. Sem isso, o procedimento não acontece.

Despesa é o que mantém a operação girando, mas não está dentro do tratamento em si: aluguel, administrativo, e marketing.

Marketing entra na segunda categoria. Ele atrai o paciente, mas não faz parte de tratar o dente. Por isso não pode contaminar o custo do serviço.

Segundo o portal Contábeis, fiscalmente o marketing é despesa: vai para o resultado quando é incorrido, não entra no custo do serviço prestado e não vira ativo. Gerencialmente, ele deve ser tratado como gasto de aquisição atribuído a grupos de clientes.

O que isso muda na prática? Tudo. Se você joga marketing no custo do tratamento, sua margem bruta fica artificialmente baixa e você pode achar que o procedimento é ruim quando o problema é só onde o número está lançado.

Onde marketing e CAC entram no DRE, linha a linha

Agora o ponto central. O DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) é a estrutura que mostra, de cima para baixo, como o faturamento vira lucro.

Marketing tem um endereço fixo nessa estrutura. Segundo o blog de gestão eGestor, publicidade e marketing entram na linha Despesas com Vendas, dentro das Despesas Operacionais, depois do Lucro Bruto.

O Empreende Aqui detalha: as Despesas Comerciais se referem aos custos de comercializar o serviço, como publicidade, marketing e distribuição. São uma subcategoria das Despesas Operacionais, registradas depois do Lucro Bruto.

Veja a estrutura completa, com o lugar do marketing destacado:

Linha do DRE O que é Marketing entra aqui?
Receita Bruta Tudo que a clínica faturou Não
(-) Deduções (ISS, PIS, COFINS) Impostos sobre a receita Não
= Receita Líquida Faturamento já sem impostos Não
(-) Custo do Serviço (CSV/CPV) Material, laboratório, custo direto do tratamento Não
= Lucro Bruto Quanto sobra do serviço puro Não
(-) Despesas com Vendas Comercial, comissão e marketing/CAC SIM, aqui
(-) Despesas Administrativas Aluguel, equipe de apoio, sistemas Não
= Resultado Operacional (EBIT) Lucro da operação Não
(-) Resultado Financeiro / IRPJ / CSLL Juros, taxas e impostos sobre o lucro Não
= Lucro Líquido O que sobra de verdade Não

O recado visual é claro. O marketing entra só uma vez, lá embaixo, depois que o Lucro Bruto já foi calculado. Ele não toca o custo do serviço.

Lembre: o CAC não é uma linha própria do DRE. O gasto que forma o CAC se dilui dentro das Despesas com Vendas. O CAC é a leitura gerencial desse gasto, não um item contábil separado.

A estrutura do DRE com números: um exemplo

Conceito sem número não cola. Veja como fica um DRE preenchido.

O eGestor traz um exemplo prático de DRE que ilustra bem as proporções:

Linha Valor % da Receita
Receita Bruta R$ 610.000 100%
Receita Líquida R$ 536.800 88%
Lucro Bruto R$ 353.800 58%
Despesas com Vendas R$ 48.800 8%
Despesas Administrativas R$ 36.600 6%
Resultado Operacional R$ 256.200 42%
Resultado Líquido R$ 235.000 38,5%

Repare na linha Despesas com Vendas: R$ 48.800, ou 8% da receita. É exatamente aí que o seu investimento de marketing e o seu time comercial moram.

Esse exemplo é de uma estrutura genérica, não de uma clínica odontológica. Use as proporções e a lógica, não os valores absolutos. A sua realidade tem CSV, impostos e despesas diferentes.

Margem bruta x margem líquida: marketing aperta a líquida

Esse é o motivo prático de tudo que veio antes. Onde o marketing está no DRE define qual margem ele afeta.

A margem bruta considera só o faturamento menos os custos diretos do tratamento (material, laboratório, comissão imediata). Marketing não está aqui, então ele não mexe na margem bruta.

A margem líquida desconta tudo: custos diretos, despesas administrativas, impostos, depreciação e também o marketing. Como esse é o número que sobra no fim, é nele que o marketing pesa.

Pensa assim: você pode ter uma margem bruta excelente em implante e ainda assim ter margem líquida apertada, porque está investindo pesado para captar esse paciente. Os dois números são verdadeiros e contam histórias diferentes.

É por isso que olhar só a margem bruta engana. Ela ignora o custo de trazer o paciente até a porta. Veja qual margem de lucro é saudável para a clínica.

Por que faturamento alto não é lucro

Aqui está a frase que todo dono de clínica precisa internalizar: faturamento não é lucro.

O faturamento é só a primeira linha do DRE. Tudo o que importa acontece abaixo dela.

Segundo a Simples Dental, o lucro real da clínica é o que sobra após quitar todas as contas, não o que entra no caixa. Faturamento e lucro são coisas distintas, e confundir os dois é o que faz clínica cheia quebrar.

O DRE existe justamente para expor isso. Ele pega o número grande lá em cima e vai descontando, camada por camada, até mostrar o que de fato ficou.

Duas clínicas podem faturar R$ 200 mil/mês e ter lucros completamente diferentes:

  • Uma com custo de serviço enxuto, marketing eficiente e CAC sob controle sobra com margem confortável.
  • Outra com CSV alto, marketing caro e desperdício some o lucro mesmo faturando o mesmo.

O faturamento é igual. O DRE é que separa as duas. Esse é o documento que mostra se o seu marketing está pagando ou afundando o resultado.

Custos fixos x variáveis: onde o marketing se encaixa

Para gerir bem, você precisa separar o que é fixo do que é variável. Marketing tem uma natureza própria aqui.

Segundo a Simples Dental, os indicadores financeiros da clínica incluem a separação entre custos fixos (como aluguel) e variáveis (como materiais e taxa de cartão).

Veja a lógica aplicada à clínica:

  • Custos fixos: não mudam com o volume de atendimento. Aluguel, salário fixo da equipe, software de gestão. Você paga igual atendendo 50 ou 150 pacientes.
  • Custos variáveis: sobem e descem com o atendimento. Material, prótese de laboratório, taxa da maquininha.

E o marketing? Ele é uma despesa operacional que você controla como um investimento. Não é fixo obrigatório como aluguel, nem puramente variável como material. Você decide a verba, e essa verba deveria responder ao retorno que ela gera.

Dica: trate a verba de marketing como uma alavanca, não como conta fixa. Ela existe para gerar paciente. Se não está gerando, o problema raramente é o valor, é onde o dinheiro está sendo aplicado e como o lead está sendo atendido.

Regime de competência x caixa: quando reconhecer o gasto

Esse detalhe separa o dono que enxerga o resultado real do que se ilude com o saldo do banco.

Existem duas formas de registrar um gasto:

  • Regime de caixa: registra quando o dinheiro sai da conta.
  • Regime de competência: registra no período em que o gasto acontece, mesmo que o pagamento caia depois.

O DRE trabalha por competência. E o CAC também deveria.

Segundo o Contábeis, o CAC por competência registra o gasto no período em que ele acontece, mesmo que o pagamento ocorra depois.

Por que isso importa para você? Porque marketing pago no cartão, com fatura em 30 dias, pertence ao mês em que rodou o anúncio, não ao mês em que a fatura venceu. Misturar os dois embaralha o resultado e você não sabe qual mês foi lucrativo de verdade.

Atribuição do CAC por coorte: o erro de dividir o mês pelo mês

Aqui está o erro de cálculo mais sutil e mais caro. A maioria divide a despesa de marketing do mês pelas vendas do mesmo mês. Parece certo. Quase nunca é.

O problema: o paciente que fechou em junho muitas vezes foi captado em maio. A jornada do paciente de alto ticket é longa. Ele pesquisa, hesita, volta. O gasto e o fechamento vivem em meses diferentes.

A forma correta é por coorte. Segundo o Contábeis, o marketing deve ser tratado gerencialmente como gasto de aquisição atribuído a coortes de clientes, não simplesmente a despesa de um mês dividida pelas vendas do mesmo mês.

O que isso significa na prática:

  • Errado: verba de marketing de junho / pacientes fechados em junho.
  • Mais certo: acompanhar o grupo (coorte) de leads que entrou num período e medir quantos viraram paciente ao longo do tempo, atribuindo o gasto àquele grupo.

Em clínicas com ciclo curto a diferença é pequena. Em alto ticket (implante, protocolo, lente), ela é enorme. Dividir mês por mês infla ou desinfla o CAC conforme a sazonalidade e te leva a decisão errada.

Rateio do marketing por paciente: o número que você usa no dia a dia

Coorte é o ideal técnico. Mas para o controle diário, você precisa de um número simples: quanto de marketing cabe em cada paciente.

O rateio resolve isso. A conta é direta:

Custo de marketing por paciente = investimento total de marketing / número de pacientes atendidos no período

Por exemplo, nos dados internos da Odonto Results, um rateio simples seria: R$ 1.500 de marketing num mês com 120 atendimentos resulta em R$ 12,50 de marketing por paciente. Esse valor entra na conta da margem real de cada atendimento.

Esse número tem duas funções:

  • Calcular a margem real por procedimento (o quanto de marketing cada paciente carrega).
  • Comparar com o ticket para saber se a aquisição se paga.

É um número grosseiro, não substitui o CAC por coorte para decisão estratégica. Mas para o dia a dia da gestão, ele dá a noção certa de peso. Veja a margem de contribuição por procedimento.

CAC x ticket médio: a aquisição precisa caber na receita

Regra de ouro, simples e implacável: o que você gasta para trazer um paciente precisa ser menor do que o que esse paciente gera.

Se o seu CAC é R$ 600 e o ticket médio do paciente é R$ 400, você perde R$ 200 a cada paciente novo. Faturar mais, nesse cenário, é cavar o buraco mais fundo.

Mas tem uma nuance que salva muita clínica: o ticket de uma visita não é o valor do paciente na vida toda.

Pensa assim: o paciente que entrou por uma limpeza pode fechar um clareamento, depois uma prótese, e ainda indicar a família. O CAC se compara ao valor total que o paciente gera ao longo do relacionamento, não só ao primeiro procedimento.

Por isso o CAC isolado engana. Ele só ganha sentido contra o LTV.

CAC x LTV: quando a clínica ganha e quando perde dinheiro

Esse é o par de números que decide se o seu marketing é investimento ou prejuízo.

LTV (lifetime value) é o valor total que um paciente gera ao longo de todo o relacionamento com a clínica. CAC é o que custou trazê-lo.

Segundo o Sebrae, o CAC deve ser analisado em relação ao LTV: se o CAC for significativamente menor que o LTV, o negócio está no bom caminho.

A leitura é direta:

  • CAC bem menor que LTV: a clínica investe com eficiência. Cada paciente paga sua aquisição com folga e ainda gera lucro.
  • CAC perto do LTV: você empata. Trabalha de graça para o anúncio.
  • CAC maior que o LTV: prejuízo. Quanto mais paciente entra, mais a clínica perde.

Não basta o CAC ser "baixo". Ele precisa ser baixo em relação ao LTV. Um CAC de R$ 2 mil é ótimo para um paciente de implante e péssimo para um de profilaxia. Veja qual a razão LTV/CAC ideal para a clínica.

CAC por canal: onde investir e onde cortar

Você não tem "um" CAC. Tem um CAC por canal. E essa quebra é o que te diz onde colocar dinheiro.

A conta se repete por canal:

CAC por canal = custo total do canal / novos pacientes vindos daquele canal

Cada origem tem uma economia diferente:

  • Google Ads: captura quem já busca tratamento. Lead mais quente, costuma sair mais caro por clique, mas com intenção alta.
  • Meta Ads: gera desejo em quem ainda não procurou. Volume maior, custo por lead menor, intenção menor.
  • Indicação: CAC quase zero de mídia, mas depende de você ter estrutura para gerar indicação.
  • Orgânico (SEO, redes, perfil no Google): investimento de tempo, CAC de mídia baixo, retorno mais lento.

O ponto não é qual canal tem o CAC mais baixo isolado. É qual canal traz o paciente que mais vale, ao custo que cabe no LTV.

Lembre: o canal mais barato por lead nem sempre é o mais barato por paciente. Indicação e orgânico têm CAC de mídia baixo, mas escalam devagar. Mídia paga escala rápido, com CAC maior. A mistura certa depende do seu objetivo.

Como reduzir o CAC sem cortar a aquisição

A reação instintiva ao CAC alto é cortar verba. Quase sempre é o movimento errado. Cortar aquisição encolhe a entrada e não conserta a eficiência.

O CAC alto raramente é problema de anúncio caro. É problema de vazamento no caminho do lead até a cadeira.

Onde o CAC de fato cai:

  1. Qualificação do lead. Atrair o paciente certo, não o curioso. Lead desqualificado entope o funil e infla o CAC. Quem fecha mais com o mesmo gasto baixa o CAC.
  2. Velocidade de resposta. O lead que decide à noite e não recebe resposta esfria. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, a IA de atendimento responde em mediana 4,4 segundos, e 43,8% dos leads chegam fora do horário comercial, dados internos da Odonto Results. Responder na hora aproveita o gasto que já foi feito.
  3. Conversão na cadeira. Melhorar o fechamento da avaliação multiplica os pacientes pelo mesmo CAC. O denominador da fórmula sobe.
  4. LTV maior. Pós-tratamento, manutenção e indicação aumentam o valor do paciente, o que torna o mesmo CAC mais saudável.

Repare: nenhuma dessas alavancas pede para gastar menos com anúncio. Elas pedem para aproveitar melhor o que você já gasta. Veja como saber se o seu CAC está saudável ou alto.

DRE, balanço e fluxo de caixa: três visões diferentes

Para fechar, alinhe os três relatórios que todo dono confunde. Eles não competem, se complementam.

Relatório O que mostra Pergunta que responde
DRE Resultado (lucro/prejuízo) de um período, por competência A clínica deu lucro no mês?
Balanço Patrimonial Foto do que a clínica tem e deve numa data Qual o patrimônio da clínica hoje?
Fluxo de Caixa Entradas e saídas reais de dinheiro Tem dinheiro em caixa para pagar as contas?

A diferença prática: o DRE pode mostrar lucro enquanto o caixa está apertado (porque você faturou parcelado e o dinheiro ainda não entrou). E o caixa pode estar cheio num mês de prejuízo (porque caiu o pagamento de tratamentos antigos).

Marketing e CAC vivem no DRE, por competência. Mas o pagamento da verba aparece no fluxo de caixa, na data em que sai. Por isso você precisa dos três para gerir de verdade, não de um só.

Seu próximo passo

  1. Reclassifique o marketing no seu DRE. Confirme que ele está em Despesas com Vendas, abaixo do Lucro Bruto, e não misturado no custo do serviço. Esse ajuste sozinho já corrige a leitura da sua margem.
  2. Calcule o CAC e o rateio por paciente. Some marketing mais comercial, divida pelos pacientes novos do período, e compare com o LTV, não só com o ticket da primeira visita. Veja o guia de custo e retorno de marketing.
  3. Ataque o CAC pela conversão, não pelo corte. Antes de baixar verba, audite qualificação, velocidade de resposta e fechamento na cadeira. É aí que o CAC cai sem perder paciente.

Quer enxergar o CAC real da sua clínica e transformar verba em paciente previsível na agenda? Agende uma apresentação.

Perguntas frequentes

O custo de marketing é custo ou despesa no DRE?

É despesa. Marketing não entra no custo do serviço prestado (CSV/CPV) porque não é insumo do tratamento. Fiscalmente vai para o resultado quando ocorre, como despesa operacional, na linha Despesas com Vendas, abaixo do Lucro Bruto.

Onde exatamente o CAC aparece no DRE?

O CAC não é uma linha própria do DRE. O gasto que forma o CAC (mídia, equipe comercial, ferramentas) aparece diluído nas Despesas com Vendas, dentro das Despesas Operacionais. O CAC é a leitura gerencial desse gasto dividido pelos novos pacientes.

Por que faturar muito não significa lucrar muito?

Porque o faturamento é só a primeira linha do DRE. Abaixo dele saem impostos, custo do serviço, despesas administrativas e marketing. O que sobra no fim é o lucro líquido. Faturamento alto com despesas altas pode dar lucro pequeno.

Marketing entra na margem bruta ou na margem líquida?

Na líquida. A margem bruta desconta só os custos diretos do tratamento. A margem líquida desconta tudo, inclusive marketing, administrativo e impostos. Por isso marketing aperta a margem líquida, não a bruta.

Como saber o custo de marketing por paciente?

Divida o investimento total de marketing do período pelo número de pacientes atendidos ou adquiridos no mesmo período. É um rateio simples que transforma a despesa agregada em custo por paciente, base para comparar com o ticket.

Qual a diferença entre DRE, balanço e fluxo de caixa?

O DRE mostra o resultado (lucro ou prejuízo) de um período por competência. O balanço patrimonial é a foto do que a clínica tem e deve numa data. O fluxo de caixa mostra a entrada e saída de dinheiro de fato. São três visões diferentes do mesmo negócio.