Escolher Agência

Como comparar propostas de agências de marketing que cobram e prometem de formas diferentes?

Comparar propostas de duas ou três agências que cobram e prometem de formas diferentes fica objetivo quando você reduz tudo a um denominador só: custo total mensal e custo por paciente que comparece. Veja o método em passos, o teste de plausibilidade da promessa e o filtro ético.

Vinícius Ragazzi
Por Vinícius RagazziAtualizado em 1 de julho de 2026 · 18 min de leitura
TL;DR

Para comparar propostas de forma objetiva, normalize as três num denominador comum: some fee mais percentual de gestão mais verba de mídia pra achar o custo total mensal, traduza cada promessa pra mesma etapa do funil e decida pelo custo por paciente na cadeira, não pelo preço do pacote nem pelo custo por lead.

Pontos-chave
  • Compare num denominador só. Some fee mais percentual de gestão mais verba de mídia pra achar o custo total mensal de cada proposta, depois divida pelo que importa: o custo por paciente que comparece, não o preço do pacote nem o custo por lead. Régua de mercado pra checar a mão da agência sobre a mídia: o desconto-padrão de agência do CENP é de no mínimo 20% sobre o valor da mídia.
  • Teste se a promessa é plausível com números reais de funil. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, o funil completo converte de 20% a 40% de lead em agendamento e de 20% a 50% de agendamento em comparecimento, ponta a ponta perto de 10%, dados internos da Odonto Results. Uma proposta que promete "90% dos leads viram paciente" é matematicamente implausível.
  • Passe toda proposta pelo filtro ético antes do preço. O Art. 44 do Código de Ética Odontológica trata como infração a publicidade que garante resultado clínico ou usa imagens de antes e depois, então uma agência que promete "X pacientes garantidos" ou vende criativo de antes e depois coloca você em infração, segundo o Conselho Federal de Odontologia.

Faz parte do guia: Como escolher uma agência de marketing odontológico?

Nesta página
  1. TL;DR
  2. Pontos-chave
  3. Por que comparar propostas parece comparar maçã com laranja
  4. Os modelos de cobrança de agência, explicados
  5. Passo 1: Reduza tudo ao custo total mensal
  6. Passo 2: Troque o preço do pacote pelo custo por paciente na cadeira
  7. Passo 3: Normalize a promessa por etapa do funil
  8. Passo 4: Teste se a promessa é plausível
  9. Garantia real vs garantia de fachada
  10. O filtro ético que elimina proposta bonita: o Art. 44 do CFO
  11. Especialização em odonto e conformidade como critério
  12. Red flags: sinais de que a proposta é vendedor, não método
  13. Cláusulas de contrato pra comparar lado a lado
  14. Compare o escopo inteiro, não só o preço
  15. As perguntas que você faz em cada proposta antes de assinar
  16. A tabela mestra de comparação (o template lado a lado)
  17. Portfólio, cases e referências: a prova além da proposta
  18. Quanto investir e o que está incluso em cada faixa
  19. Onboarding e primeiros 90 dias: o papel do cliente na parceria
  20. Seu próximo passo
  21. Perguntas frequentes

"Como comparar propostas de agências de marketing que cobram e prometem de formas diferentes?"

Você tem duas ou três propostas na mesa. Uma cobra fee fixo. Outra pega um percentual da mídia. A terceira jura "pagamento por resultado". E todas prometem encher a sua agenda.

Comparar parece impossível. É maçã, laranja e abacaxi na mesma mesa.

O erro é decidir pela mais barata ou pela que promete mais. As duas coisas enganam: a mensalidade menor pode custar mais no fim, e a promessa maior costuma ser a menos honesta.

A saída é objetiva: reduza tudo a um denominador só e teste cada promessa contra a matemática do funil.

Neste guia você vai ver:

  • Os modelos de cobrança traduzidos pra uma régua comum
  • Como achar o custo por paciente na cadeira (não o preço do pacote)
  • Como saber, na conta, se a promessa é plausível ou balela
  • O filtro ético que elimina proposta bonita antes do preço
  • A tabela lado a lado pra decidir por critério, não por simpatia

Por que comparar propostas parece comparar maçã com laranja

Duas dificuldades se somam. Primeiro, os modelos de cobrança são diferentes. Segundo, as promessas usam as mesmas palavras pra dizer coisas diferentes.

Uma agência cobra R$3.000 de fee e você põe a verba por fora. Outra cobra "15% da mídia" e dilui o número no meio do contrato. A terceira diz "só paga se der certo" e esconde o gatilho do "certo".

Do lado da promessa, o problema é pior. "30 leads por mês", "20 avaliações", "agenda cheia" e "R$50 mil em tratamentos fechados" parecem a mesma coisa. Não são. Cada um mede uma etapa diferente do funil.

Enquanto você compara preço com preço e promessa com promessa, está comparando coisas que não são equivalentes. O trabalho é torná-las equivalentes primeiro e decidir depois.

Lembre: você não decide entre propostas, decide entre propostas normalizadas. Normalizar é 80% do trabalho. A escolha é o passo fácil no fim.

Os modelos de cobrança de agência, explicados

Antes de comparar, você precisa reconhecer o que está na mesa. Existem seis formas comuns de uma agência cobrar, e cada uma cria um incentivo diferente.

  • Fee fixo mensal (retainer): valor fechado por mês pela gestão. Previsível, mas não se mexe com o resultado (a agência ganha igual vendendo muito ou pouco).
  • Percentual sobre a mídia (comissão): a agência fica com uma fatia do que você gasta em anúncio. A referência histórica é o desconto-padrão de agência das Normas-Padrão da Atividade Publicitária do CENP, de no mínimo 20% sobre o valor da mídia. O risco: incentiva gastar mais verba, não vender mais.
  • Por projeto/produção: paga por entrega pontual (um site, uma leva de criativos, uma campanha). Bom pra escopo fechado, ruim pra gestão contínua.
  • Performance/por resultado: paga por lead, por agendamento ou por meta batida. Alinha incentivo, mas o diabo está na definição do "resultado" (lead conta? comparecimento conta?).
  • Híbrido: fee menor mais variável por performance. O formato mais comum em gestão séria: cobre o custo do time e premia o resultado.
  • Por hora ou participação (percentual sobre vendas): hora é raro em odonto; participação (a agência leva um percentual do faturamento gerado) aparece em proposta agressiva e exige um rastreio de vendas confiável pra não virar briga.

Repare no incentivo embutido em cada linha. Ele te diz o que a agência vai otimizar quando ninguém estiver olhando.

Modelo Como funciona O que a agência otimiza Onde mora o risco
Fee fixo (retainer) Mensalidade fechada pela gestão Entregar o combinado Ganha igual vendendo muito ou pouco
Percentual sobre mídia Fatia do investimento (referência CENP: mín. 20%) Aumentar a verba Verba alta não é mais paciente
Por projeto/produção Paga por entrega pontual Concluir a entrega Não cobre gestão contínua
Performance/resultado Paga por lead, agendamento ou meta Bater a métrica combinada Depende de como "resultado" é definido
Híbrido Fee menor mais variável Custo coberto e resultado premiado Precisa de metas claras e rastreio
Participação (% vendas) Percentual do faturamento gerado Faturamento atribuível Exige rastreio de vendas confiável

Cada modelo tem seu lugar. O que importa é enxergar o incentivo antes de assinar. Veja em detalhe se a agência deve cobrar por lead, resultado ou fixo.

Passo 1: Reduza tudo ao custo total mensal

Aqui começa a normalização de verdade. Toda proposta, não importa o modelo, cabe numa conta só:

Custo total mensal = fee da agência + percentual de gestão sobre a mídia + verba de mídia.

Some as três parcelas de cada proposta. Só assim o fee de R$3.000 "sem mídia" e a comissão de "15% da mídia" ficam na mesma régua.

Um exemplo pra fixar. Proposta A: R$3.000 de fee mais R$5.000 de verba, total R$8.000/mês. Proposta B: 20% de gestão sobre R$8.000 de verba, ou seja R$1.600 mais R$8.000, total R$9.600/mês. Tamanho parecido, custo real diferente.

E cuidado com o que não está no fee. Pergunte, item por item, o que vira cobrança extra: criativo, landing page, CRM, relatório, reunião. A mensalidade baixa que cobra tudo à parte costuma sair mais cara que a alta que já inclui.

Dica: projete 12 meses, não 1. Taxa de setup, produção pontual e reajuste mudam o total do ano. A proposta mais barata no mês 1 nem sempre é a mais barata no mês 12.

Passo 2: Troque o preço do pacote pelo custo por paciente na cadeira

O custo total mensal empata a régua, mas ainda não decide. Porque a proposta mais barata que não traz paciente é a mais cara de todas.

O denominador que importa não é quanto você paga. É quanto custa cada paciente que comparece e fecha.

Pensa assim: uma proposta a R$8.000 que gera 10 pacientes custa R$800 por paciente. Uma a R$6.000 que gera 4 custa R$1.500. A "cara" é a barata.

Por isso, fuja de dois denominadores enganosos:

  • Preço do pacote: mede o que você paga, não o que você recebe.
  • Custo por lead (CPL): mede volume de contato, não paciente. Lead barato costuma ser lead frio. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, o custo por lead no Meta gira em torno de R$12 a R$13 na mediana entre clínicas, dados internos da Odonto Results, mas o CPL sozinho não diz quantos viram paciente.

Peça que cada proposta projete o funil até a cadeira, não até o lead. Se a agência só fala em lead, ela está te vendendo o topo do funil e terceirizando o resto pra você. Veja como medir se a agência traz paciente ou só lead.

Passo 3: Normalize a promessa por etapa do funil

Agora a parte que quase ninguém faz. Duas promessas só são comparáveis se medem a MESMA etapa do funil.

Um lead não é um lead qualificado. Um lead qualificado não é um agendamento. Um agendamento não é um comparecimento. E nada disso é faturamento fechado.

Antes de comparar "30 leads" com "10 pacientes", traduza cada promessa pra etapa dela:

Etapa O que é O quanto a agência controla
Lead Contato que deixou os dados Muito (anúncio e oferta)
Lead qualificado Contato com perfil e intenção reais Bastante (qualificação e CRC)
Agendamento Marcou a avaliação Parcial (depende do atendimento)
Comparecimento Apareceu na avaliação Parcial (confirmação e lembrete)
Tratamento fechado Pagou e iniciou Pouco (fecha na sua cadeira)

Quando uma proposta promete "leads" e a outra promete "pacientes", elas não estão competindo, estão medindo etapas distintas. Coloque as duas na mesma linha da tabela antes de escolher.

E desconfie de quem promete o fundo do funil (paciente fechado) como se controlasse sozinho. A agência não fecha o tratamento na sua cadeira. Prometer isso é ingenuidade ou marketing.

Passo 4: Teste se a promessa é plausível

Promessa normalizada ainda pode ser mentira. O teste final é a matemática do funil: back-calcule.

Pegue a verba proposta, aplique um CPL realista e as taxas de conversão de cada etapa. Se o número da promessa não fecha, a promessa é inflada.

Use esta régua de sanidade. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results:

  • CPL: gira em torno de R$12 a R$13 na mediana entre clínicas, dados internos da Odonto Results. Com R$2.000 de verba, isso dá perto de 150 leads no mês, não 300.
  • Lead até agendamento: o funil completo fica entre 20% e 40%, dados internos da Odonto Results.
  • Agendamento até comparecimento: entre 20% e 50%, dados internos da Odonto Results.
  • Ponta a ponta (lead até comparecimento): perto de 10% (cerca de um terço vezes um terço).

Faça a conta com a promessa na mão. Se a proposta diz "R$2.000 de verba viram 300 leads e 90% viram paciente", os dois números quebram a régua: o volume de leads está dobrado e a conversão está muito acima do teto real.

Lembre: promessa que não sobrevive à conta do funil não é ambição, é isca. A agência séria mostra a conta. A desonesta mostra só o número final.

Garantia real vs garantia de fachada

Toda proposta que promete demais costuma vir com uma "garantia". A pergunta é se ela tem lastro ou é retórica.

Garantia real é reembolso sob condição: você paga, e a agência devolve o valor combinado se um critério objetivo e medido não bater. É verificável e tem consequência pra quem promete.

Garantia de fachada é outra coisa:

  • "Você não paga se não der certo": soa bom, mas raramente define "certo" de forma medível.
  • "Agenda cheia garantida": promete um desfecho que depende da sua cadeira, não só do anúncio.
  • "X pacientes garantidos": além de implausível, esbarra na ética (próxima seção).

Também separe garantia de processo de garantia de resultado. Ninguém honesto garante o resultado clínico ou o número de pacientes. Dá pra garantir o processo: o que é entregue, o prazo, a transparência e a devolução sob condição objetiva. Entenda se garantia de resultado em marketing odontológico existe.

Lembre: garantia é reembolso sob condição, com número claro e consequência real. "Você não paga" e "agenda cheia" são frases de vendedor, não cláusulas de contrato.

O filtro ético que elimina proposta bonita: o Art. 44 do CFO

Esse é o critério de eliminação que passa despercebido e vale antes do preço. A proposta pode ser barata, plausível e bem-apresentada e ainda assim te colocar em infração.

O Art. 44 do Código de Ética Odontológica trata como infração ética a publicidade enganosa ou abusiva. Entre outros pontos, ele veda usar imagens ou expressões de "antes e depois" de procedimentos (inciso XII), veda divulgar resultados clínicos por veículo de comunicação de massa (inciso V) e veda publicidade com preços ou formas que impliquem comercialização da Odontologia (inciso I).

A conta de infração é sua, não da agência. Se a proposta:

  • Promete ou "garante" um número de pacientes ou um resultado clínico, ela empurra você pra publicidade que o CFO veda.
  • Vende criativo de antes e depois como diferencial, ela te expõe a autuação.

Uma agência que entende odontologia sabe disso e nunca coloca isso na proposta. Uma que não entende vende exatamente o que vai te dar dor de cabeça no Conselho. Veja em detalhe se pode usar antes e depois nos anúncios.

Nota: isto é orientação de marketing, não parecer jurídico. Na dúvida sobre um caso específico, valide a peça com o seu CRO regional antes de veicular.

Especialização em odonto e conformidade como critério

Junte os dois pontos anteriores e você tem um critério que separa a proposta de quem conhece o nicho da proposta de quem só vende tráfego.

Uma agência generalista aplica o mesmo playbook de e-commerce ou infoproduto na sua clínica. Funciona até esbarrar em duas realidades do setor: as regras do CFO e o funil de saúde (o paciente pesquisa, hesita e decide com valor alto e medo).

Compare, lado a lado:

  • Conhece o CFO? A proposta respeita as regras de publicidade ou promete o que vai te autuar?
  • Fala a língua da clínica? Usa "paciente na cadeira", "comparecimento", "ticket", "CRC", ou só "leads" e "conversão"?
  • Entende o funil de saúde? Sabe que o gargalo costuma ser o atendimento e o comparecimento, não só o anúncio?

Especialização não é etiqueta, é o que evita erro caro.

Red flags: sinais de que a proposta é vendedor, não método

Alguns sinais reprovam uma proposta na hora, independentemente do preço. Rode esta lista nas três antes de qualquer conta.

  • Promete resultado clínico ou número de pacientes garantido. Implausível e antiético.
  • Mostra métrica de vaidade (seguidores, alcance, impressões, "engajamento") como resultado principal.
  • Cobra taxa secreta pra liberar seu domínio, conta de anúncios ou pixel. Ativo seu que vira refém.
  • Não tem dashboard nem transparência de dado. Você fica dependente do relatório que a agência escolhe mostrar.
  • Só tem vendedor, não tem time técnico. Quem apresenta é bom de palco, mas ninguém sabe dizer quem vai tocar a conta.
  • Traz contrato rígido com multa abusiva e sem cláusula de saída por desempenho.
  • É proposta de copiar e colar, sem diagnóstico da sua clínica, da sua cidade e do seu ticket.

Uma ou duas dessas já pede cautela. Três ou mais, elimine.

Cláusulas de contrato pra comparar lado a lado

Preço e promessa você compara na proposta. O contrato é onde mora o risco de médio prazo. Compare estas cláusulas nas três, na mesma tabela.

Cláusula O que perguntar O sinal bom
Prazo e flexibilidade Fidelidade de quantos meses? Saída prevista, não prisão cega de 12 meses
Multa rescisória Quanto custa sair? Proporcional, com saída por desempenho
Propriedade dos ativos Conta, pixel, domínio e CRM ficam comigo? Tudo no seu nome, você é o dono
Dados e relatório Tenho dashboard em tempo real? Acesso direto, não só PDF no fim do mês
SLA Em quanto tempo respondem urgência ou erro? Prazo escrito, não "quando der"
Base de leads Levo minha base se sair? Base é sua, exportável

O item que mais gente ignora e mais dói: propriedade dos ativos. Se a conta de anúncios, o pixel e o domínio estão no nome da agência, você não trocou de fornecedor, você virou refém. Veja tudo que deve constar no contrato com a agência de marketing.

Lembre: o contrato é o que sobra quando a lua de mel acaba. Compare a cláusula de saída com o mesmo rigor que compara o preço de entrada.

Compare o escopo inteiro, não só o preço

Duas propostas com o mesmo preço podem entregar coisas completamente diferentes. Antes de comparar valor, alinhe escopo.

Uma proposta pode ser "só tráfego" (roda anúncio e te entrega o lead). Outra pode cobrir do anúncio ao comparecimento. Comparar as duas pelo preço é injusto com a segunda.

Liste o que cada uma cobre:

  • Captação (Google, Meta, criativo, landing page).
  • CRM e organização do lead (pra nada se perder).
  • CRC / central de relacionamento (quem responde e agenda).
  • IA de atendimento 24h (resposta em segundos, inclusive fora do horário).
  • Google Meu Negócio (a busca local que traz paciente sem custo de mídia).
  • Conteúdo e orgânico (a prova que faz o anúncio converter).

Aqui um dado que muda a régua do escopo. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, 43,8% dos leads chegam fora do horário comercial e 19,4% no fim de semana (base de 4.951 leads), dados internos da Odonto Results. Uma proposta sem atendimento fora do horário perde quase metade dos contatos, por mais barata que seja.

E a velocidade importa tanto quanto a cobertura. Nessas clínicas, a IA responde em mediana 4,4 segundos, e quem responde tem cerca de 26% de chance de virar agendamento, dados internos da Odonto Results. Escopo que ignora o tempo de resposta deixa paciente na mesa.

As perguntas que você faz em cada proposta antes de assinar

Uma boa pergunta expõe mais que dez slides. Faça as mesmas em todas as propostas e compare as respostas lado a lado.

  1. Qual o custo total mensal (fee mais gestão mais mídia) e o que vira cobrança extra?
  2. Como você define e mede resultado? Lead, agendamento ou paciente que compareceu?
  3. Quem toca a minha conta no dia a dia e qual a composição do time técnico?
  4. Eu tenho acesso direto aos dados (dashboard, conta, pixel) ou dependo do seu relatório?
  5. Como você respeita as regras do CFO na comunicação da minha clínica?
  6. O que acontece se eu quiser sair? Prazo, multa e o que levo comigo.

A resposta que você quer não é a mais bonita, é a mais específica e a mais numérica. Vago é bandeira vermelha.

A tabela mestra de comparação (o template lado a lado)

Junte tudo numa folha só. Coluna por proposta, linha por critério, e decida por critério, não por simpatia do vendedor.

Critério Agência A Agência B Agência C
Modelo de cobrança
Custo total mensal (fee + gestão + mídia)
Custo projetado por paciente
Promessa (na etapa do funil)
Passa no teste de plausibilidade?
Escopo (captação até comparecimento)
Atendimento 24h e velocidade
Conformidade com o CFO
Propriedade dos ativos
Prazo e multa de saída
Dashboard e transparência
Especialização em odonto
Referências de pares checadas

Preencha com fato, não com impressão. A proposta que ganha é a que tem mais "sim" nas linhas que importam pro seu negócio, não a mais barata na primeira linha.

Portfólio, cases e referências: a prova além da proposta

A proposta é o que a agência promete. O portfólio e as referências são o que ela já entregou. Compare os dois.

Case bonito não é prova. Um "antes e depois" de campanha mostra o momento bom de outra clínica, não o que vai acontecer na sua. Peça o número por trás do case: de quantos leads, quantos agendaram e quantos compareceram?

E vá além do que a agência escolheu mostrar. Peça referências diretas:

  • Clínicas parecidas com a sua (mesmo porte, mesmo ticket, mesma cidade ou perfil).
  • Contato de cliente atual pra conversar direto, não só o depoimento editado.
  • Um caso que não deu certo e o que aprenderam. Quem só tem sucesso na ponta da língua está editando a realidade.

Referência de par vale mais que qualquer slide. É o dono de clínica que já esteve na sua posição te contando como foi.

Quanto investir e o que está incluso em cada faixa

Fica a pergunta prática: quanto isso tudo custa? A resposta honesta é que depende, e desconfie de quem crava um número sem olhar a sua clínica.

Não existe uma tabela pública confiável de "quanto custa agência de odonto" que sirva de âncora, então cuidado com número solto de mercado. O que dá pra fixar é a lógica:

  • Quanto maior o escopo, maior o investimento. Só tráfego custa menos que captação mais CRC mais IA mais conteúdo. Você paga pela estrutura, não só pelo anúncio.
  • Verba de mídia é parte separada do fee. Confundir os dois é o erro que faz proposta parecer barata.
  • A régua não é o preço, é o retorno. Poucos casos de alto ticket pagam meses de campanha. O número que importa é o custo por paciente, não a mensalidade.

Se uma proposta é muito mais barata que as outras, pergunte o que ela não faz. Barato costuma significar escopo menor, não mais eficiência.

Onboarding e primeiros 90 dias: o papel do cliente na parceria

A comparação não termina na assinatura. A melhor proposta com um onboarding ruim entrega menos que uma proposta média bem implantada.

Pergunte a cada agência como são os primeiros 90 dias:

  • Mês 1: setup (contas, tracking, criativos, integração do CRM e da CRC). O resultado ainda é ajuste, não pico.
  • Mês 2: as campanhas começam a estabilizar e os primeiros aprendizados aparecem.
  • Mês 3: dá pra ler tendência real de custo por paciente, não só de lead.

E entenda o seu papel. A parceria não é você entregar a verba e sumir. A agência traz o lead. A sua equipe responde, agenda, confirma e fecha na cadeira. Proposta que promete resultado sem exigir nada de você está te enganando ou vai te frustrar.

Lembre: você contrata um sistema de aquisição, não um milagre. A agência opera o topo e o meio do funil. O comparecimento e o fechamento passam pela sua estrutura. A melhor proposta é a que deixa isso claro desde o começo.

Seu próximo passo

  1. Normalize as três propostas. Some fee mais gestão mais mídia pra achar o custo total mensal de cada uma e traduza cada promessa pra etapa do funil. Sem isso, você compara maçã com laranja.
  2. Rode o teste de plausibilidade e o filtro do CFO. Back-calcule cada promessa com CPL e taxas reais, e elimine na hora qualquer proposta que garanta resultado ou venda antes e depois.
  3. Decida pela tabela, não pelo vendedor. Preencha a matriz de comparação com fato, e escolha pelo custo por paciente na cadeira e pela propriedade dos seus ativos, não pela mensalidade mais baixa.

Quer comparar a sua proposta atual com um método que mede paciente na cadeira, não lead solto? Agende uma apresentação.

Perguntas frequentes

Qual o jeito mais objetivo de comparar propostas de agências?

Reduza todas ao mesmo denominador. Some fee mais percentual de gestão mais verba de mídia pra achar o custo total mensal, traduza cada promessa pra mesma etapa do funil (lead, agendamento, comparecimento) e decida pelo custo por paciente que comparece, não pelo preço do pacote.

Devo escolher a agência mais barata?

Não pelo preço isolado. A proposta mais barata que não traz paciente é a mais cara no fim. Compare pelo custo por paciente na cadeira: uma mensalidade maior que gera mais pacientes pode custar menos por paciente do que uma barata que gera poucos.

Como sei se a promessa de uma agência é realista?

Back-calcule com a matemática do funil. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, o funil completo converte de 20% a 40% de lead em agendamento e de 20% a 50% de agendamento em comparecimento, dados internos da Odonto Results. Promessa muito acima disso, como "90% dos leads viram paciente", é implausível.

Agência pode garantir número de pacientes?

Não de forma ética. O Art. 44 do Código de Ética Odontológica trata como infração a publicidade que garante resultado clínico, segundo o Conselho Federal de Odontologia. Garantia séria é reembolso sob condição objetiva e medida, não "X pacientes garantidos" nem "você não paga".

O que é mais importante no contrato: preço ou cláusulas?

As duas coisas, mas as cláusulas decidem o risco. Confira propriedade dos ativos (conta, pixel, domínio, CRM no seu nome), prazo e multa de saída, SLA e transparência de dados. Se a agência retém seus ativos, você vira refém, por melhor que seja o preço.

Comparar só o preço do pacote é suficiente?

Não, porque duas propostas com o mesmo preço podem ter escopos diferentes. Uma pode ser só tráfego e outra cobrir do anúncio ao comparecimento, com CRC e atendimento 24h. Alinhe o escopo antes de comparar valor, senão você compara coisas diferentes.