Captação e Tráfego

Como atrair pacientes de DTM e dor orofacial crônica via encaminhamento médico para a clínica?

O paciente de DTM e dor orofacial crônica existe em volume enorme, mas peregrina por neurologistas, otorrinos e ortopedistas antes de chegar ao dentista certo. Para atrair esse paciente via encaminhamento médico, você precisa de um sistema de relacionamento com referenciadores, contrarreferência que fecha o ciclo de confiança e resposta imediata quando o encaminhamento chega pelo WhatsApp.

Vinícius Ragazzi
Por Vinícius RagazziAtualizado em 5 de julho de 2026 · 16 min de leitura
TL;DR

Você atrai o paciente de DTM via encaminhamento médico construindo um sistema de relacionamento com neurologistas, otorrinos e fisioterapeutas, devolvendo contrarreferência a cada caso e respondendo em segundos quando o lead chega, porque 43,8% dos contatos acontecem fora do horário comercial (dados internos da Odonto Results).

Pontos-chave
  • A demanda é massiva e subdiagnosticada. Em estudo com 575 universitários voluntários no Rio de Janeiro, a prevalência de DTM suspeita foi de 60,87% da amostra, segundo pesquisa publicada na Revista Dor (SciELO Brazil).
  • O encaminhamento médico é o canal mais qualificado para DTM, mas depende de relacionamento ativo: a Sociedade Brasileira de Dor Orofacial recomenda que o paciente com sinais de DTM procure primeiro um cirurgião-dentista especialista na área e, quando necessário, seja encaminhado a neurologista ou otorrino para diagnóstico diferencial (SBDOF).
  • Velocidade decide se o encaminhamento vira paciente na cadeira. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, 43,8% dos leads chegam fora do horário comercial e a IA responde em mediana 4,4 segundos, dados internos da Odonto Results (base de 4.951 leads, WhatsApp/IA in-channel).

Faz parte do guia: Como atrair pacientes para clínica odontológica?

Nesta página
  1. TL;DR
  2. Pontos-chave
  3. O que é DTM e dor orofacial crônica (e por que a maioria dos pacientes não sabe que existe especialista)
  4. Por que o paciente de DTM peregrina anos por outros médicos antes de chegar ao dentista certo
  5. Onde nasce o gargalo do encaminhamento (a falta de clareza entre medicina e odontologia)
  6. As especialidades médicas que mais encaminham DTM (e por que encaminham pouco hoje)
  7. Quem realmente decide o encaminhamento na clínica médica (nem sempre é o médico)
  8. Como construir a relação de referenciamento na prática
  9. O protocolo de contrarreferência (o que fecha o ciclo e garante recorrência)
  10. Posicionamento de especialista: por que "eu também trato DTM" não gera encaminhamento
  11. Conteúdo educacional como ponte com médicos (não como canal direto de captação)
  12. Diagnóstico diferencial como ponto de contato natural com o médico
  13. A rede interdisciplinar como fonte adicional de encaminhamento
  14. SEO e busca direta por sintomas: o canal complementar ao encaminhamento
  15. Depoimentos e prova social de dor crônica: o reforço para paciente e médico
  16. Quando o encaminhamento chega pelo WhatsApp: por que a velocidade decide se ele vira paciente
  17. O sistema completo: como encaminhamento, busca direta e resposta rápida se integram
  18. Seu próximo passo
  19. Perguntas frequentes

"Como atrair pacientes de DTM e dor orofacial crônica via encaminhamento médico para a minha clínica?"

O paciente de DTM existe aos milhões. Mas ele não chega até você por conta própria.

Ele peregrina por neurologistas, otorrinos, ortopedistas e clínicos gerais durante meses (às vezes anos) antes de alguém dizer: "isso é caso de dentista especialista". E quando esse alguém finalmente encaminha, o destino do encaminhamento depende de quem construiu relacionamento antes, não de quem tem o currículo mais longo.

Segundo pesquisa publicada na Revista Dor (SciELO Brazil), a prevalência de DTM suspeita em uma amostra de 575 universitários voluntários no Rio de Janeiro foi de 60,87%. A demanda não é o problema. O gargalo é o caminho até a sua cadeira.

Neste guia você vai ver:

  • Por que o paciente de DTM peregrina anos sem diagnóstico (e como isso cria uma oportunidade para quem resolve o gargalo)
  • Quais especialidades médicas mais geram encaminhamento e por que encaminham pouco hoje
  • Como construir o relacionamento de referenciamento na prática (visita, material, contrarreferência)
  • Por que "eu também trato DTM" não gera encaminhamento (e o que gera)
  • Como a velocidade de resposta decide se o encaminhamento médico vira paciente na cadeira

O que é DTM e dor orofacial crônica (e por que a maioria dos pacientes não sabe que existe especialista)

DTM (disfunção temporomandibular) é o nome dado às alterações que afetam a articulação temporomandibular (ATM) e os músculos da mastigação. Os sintomas incluem dor ao mastigar, estalido na mandíbula, travamento da boca, dor de cabeça e zumbido.

Dor orofacial é o campo mais amplo. Abrange neuralgias (como a do trigêmeo), dores vasculares, dores referidas de coluna cervical e, dentro dela, a DTM. Para o médico que vai encaminhar, a distinção é crucial: ele precisa saber que existe um especialista para aquele quadro específico.

O problema: a maioria da população (e dos próprios médicos generalistas) não associa esses sintomas a um cirurgião-dentista. O paciente acha que dor na face é caso de neurologista. Dor no ouvido, otorrino. Dor na cabeça, clínico geral.

A Sociedade Brasileira de Dor Orofacial (SBDOF) recomenda que o paciente com sinais de DTM/dor orofacial procure primeiro um cirurgião-dentista especialista na área e, quando necessário, seja encaminhado a neurologista (cefaleia primária/neuralgia) ou otorrino (sintomas auditivos) para diagnóstico diferencial preciso. Ou seja: o fluxo ideal começa no dentista especialista. Mas na prática, o fluxo real começa no médico.

Essa inversão é a sua oportunidade.

Por que o paciente de DTM peregrina anos por outros médicos antes de chegar ao dentista certo

A peregrinação acontece por três razões estruturais:

1. Os sintomas mimetizam outras condições.

Dor de cabeça tensional, zumbido, dor cervical, dor de ouvido: cada um desses sintomas tem um "dono" mais óbvio na cabeça do paciente. Ele vai ao neurologista pela cefaleia, ao otorrino pelo zumbido, ao ortopedista pela cervical. Cada um trata o que encontra no seu escopo e, quando não resolve, encaminha para o colega da medicina.

2. Falta de clareza de escopo entre medicina e odontologia.

A maioria dos médicos não aprendeu, na graduação, que DTM é território do cirurgião-dentista especializado. Sabe que existe a articulação, mas não sabe quem trata. Resultado: o paciente circula dentro da medicina por meses sem que ninguém mencione a odontologia.

3. Ausência de um especialista visível na rede do médico.

Mesmo quando o médico suspeita de DTM, ele não encaminha se não conhece pessoalmente um especialista confiável. Encaminhamento médico é relação de confiança, não busca no Google. Sem um nome de referência, o médico prefere pedir mais um exame ou tentar mais uma medicação.

Lembre: cada mês que o paciente peregrina é um mês de dor crônica, frustração e disposição crescente para pagar por uma solução definitiva. Quando ele finalmente chega, é o lead mais qualificado que existe: já tentou tudo, já tem diagnóstico de exclusão feito por outros profissionais e quer resolver.

Onde nasce o gargalo do encaminhamento (a falta de clareza entre medicina e odontologia)

O encaminhamento médico não é um ato isolado. É uma decisão que passa por três filtros:

  1. O médico reconhece que o caso não é dele. (Precisa de conhecimento sobre DTM.)
  2. O médico sabe para quem encaminhar. (Precisa conhecer você pessoalmente.)
  3. A logística do encaminhamento funciona. (Precisa ser fácil para o paciente chegar até você.)

Na prática, o gargalo está distribuído nos três. Mas o filtro 2 é o que você controla diretamente.

Filtro Onde trava O que resolver
1. Reconhecimento Médico não associa o sintoma a DTM Educação: material técnico sobre sinais de encaminhamento
2. Referência Médico não conhece especialista de confiança Relacionamento: visita, apresentação, retorno de caso
3. Logística Paciente não sabe como chegar, demora pra agendar Resposta rápida: WhatsApp disponível, agendamento imediato

Quando os três filtros estão resolvidos, o encaminhamento flui naturalmente. Quando qualquer um falha, o paciente fica rodando no sistema sem destino.

As especialidades médicas que mais encaminham DTM (e por que encaminham pouco hoje)

Quatro especialidades concentram a maioria dos encaminhamentos potenciais:

Otorrinolaringologia. O paciente chega com zumbido, plenitude auricular ou dor de ouvido. O otorrino investiga, não acha causa auditiva e suspeita de DTM. É o caminho mais curto quando o médico conhece o quadro.

Neurologia. Cefaleia crônica resistente a tratamento é o principal gatilho. O neurologista já descartou enxaqueca, tensional refratária e outras causas neurológicas. DTM entra como diagnóstico diferencial.

Ortopedia e fisioterapia. Dor cervical crônica, bruxismo e postura alterada. O fisioterapeuta frequentemente identifica o componente mandibular antes do médico.

Medicina da dor. Centros de dor crônica recebem o paciente que já rodou por todos os outros. Se existe um especialista em DTM no radar, o encaminhamento acontece naturalmente.

Por que encaminham pouco hoje:

  • Não conhecem um especialista pessoalmente
  • Não recebem retorno do caso (não sabem se o encaminhamento deu certo)
  • Não têm material de referência rápida para identificar os sinais

Cada um desses pontos é resolvível com ação sua. A demanda está represada nas agendas desses profissionais.

Quem realmente decide o encaminhamento na clínica médica (nem sempre é o médico)

Atenção a um detalhe operacional que quase todo mundo ignora: em muitas clínicas e hospitais, quem escolhe o destino do encaminhamento não é o médico. É a secretária, a coordenadora de referências ou o próprio paciente com um papel na mão escrito "procure um especialista em ATM".

O médico diz "precisa ir num dentista de DTM". Quem resolve o "qual dentista" é o administrativo. E o administrativo escolhe:

  • Quem deixou material na recepção
  • Quem tem WhatsApp fácil de achar
  • Quem a secretária já ouviu falar

Isso significa que seu relacionamento não termina no médico. Precisa alcançar a equipe dele. Cartão na recepção, número de WhatsApp claro, facilidade para o paciente entrar em contato sem fricção.

Como construir a relação de referenciamento na prática

Encaminhamento médico não é marketing de massa. É relacionamento de confiança construído um profissional por vez. Funciona assim:

Passo 1: mapeie os referenciadores potenciais da sua região.

Liste neurologistas, otorrinos, fisioterapeutas e médicos da dor num raio de atuação da sua clínica. Priorize quem atende perfil semelhante ao seu paciente (particular, alto padrão, dor crônica).

Passo 2: visite presencialmente.

Não mande e-mail. Vá até o consultório, se apresente como especialista em DTM e dor orofacial, deixe material impresso (um folder técnico de uma página com os sinais de encaminhamento, não propaganda). A visita presencial vale mais que 50 e-mails.

Passo 3: entregue material de apoio clínico.

O médico precisa de um checklist rápido: "quando encaminhar para DTM". Sintomas-chave, perguntas de triagem, contato direto. Um material de uma página que ele cola no prontuário eletrônico ou deixa na gaveta.

Passo 4: feche o ciclo com contrarreferência.

Esse é o passo que separa quem recebe um encaminhamento de quem recebe muitos. Detalhado na seção seguinte.

Passo 5: agradeça a indicação.

Uma mensagem breve ao médico ("recebi o paciente, obrigado pela confiança, vou cuidar") mantém o relacionamento ativo. Parece simples. Quase ninguém faz.

O protocolo de contrarreferência (o que fecha o ciclo e garante recorrência)

Contrarreferência é devolver ao médico que encaminhou um relatório breve do caso: diagnóstico, conduta adotada e evolução esperada.

Por que funciona:

  • O médico sabe que o paciente foi atendido (não ficou "no limbo")
  • Aprende o que era (educa para os próximos encaminhamentos)
  • Sente que a parceria é bidirecional (não só "mande pacientes pra mim")
  • Confia mais para encaminhar o próximo

Formato sugerido (uma página, timbrado):

Campo Conteúdo
Paciente Nome, data de nascimento
Encaminhado por Dr./Dra. [nome do médico]
Queixa principal Dor orofacial crônica há X meses
Diagnóstico DTM muscular / articular / mista
Conduta Placa oclusal + farmacoterapia + fisioterapia
Evolução esperada Reavaliação em 30 dias, previsão de melhora em 60-90 dias
Observação para o colega Caso precise ajustar medicação analgésica, manter contato

Envie por e-mail ou WhatsApp (com autorização do paciente). O tempo investido: 5 minutos. O retorno: recorrência de encaminhamentos por meses.

Lembre: sem contrarreferência, o médico não sabe se deu certo. Sem saber se deu certo, ele para de encaminhar. O ciclo morre no segundo caso.

Posicionamento de especialista: por que "eu também trato DTM" não gera encaminhamento

Aqui está a diferença entre captar via encaminhamento e não captar nada: o médico encaminha para o especialista, não para o "dentista que também faz".

"Eu também trato DTM" é a frase mais comum nos sites de clínicas gerais. Para o médico, essa frase significa: generalista que tem DTM como um item na lista. Ele não confia o paciente complexo (dor crônica há 3 anos, já tentou de tudo) a alguém que "também faz".

O que gera encaminhamento:

  • Comunicação 100% focada: seu material para médicos fala SÓ de DTM e dor orofacial, não lista 15 especialidades
  • Título de especialista visível: pós-graduação, sociedade científica (SBDOF), produção de conteúdo técnico na área
  • Linguagem técnica adequada: o material que você entrega ao médico precisa falar a língua dele (diagnóstico diferencial, classificação da dor, protocolos baseados em evidência)
  • Casos resolvidos como prova: depoimentos de pacientes que melhoraram (alívio de dor, retorno à mastigação, melhora do sono) validam sua competência

O médico precisa pensar "esse é O cara de DTM na minha cidade". Não "mais um dentista".

Conteúdo educacional como ponte com médicos (não como canal direto de captação)

O conteúdo técnico dirigido a médicos cumpre uma função diferente do conteúdo para pacientes. Não é para captar diretamente: é para educar o referenciador e manter sua clínica na memória dele.

Formatos que funcionam nesse contexto:

  • Artigo técnico curto (1 página) sobre diagnóstico diferencial de dor orofacial, enviado por e-mail a lista segmentada de médicos
  • Apresentação presencial em hospitais ou eventos médicos locais (10-15 minutos sobre "quando encaminhar para DTM")
  • Caso clínico resolvido (com permissão do paciente) compartilhado com o médico que encaminhou, mostrando o antes e depois funcional

Esses materiais não são marketing. São educação médica continuada. O médico valoriza porque resolve uma lacuna real do conhecimento dele.

O que NÃO funciona: enviar propaganda da clínica, folder com lista de preços, post de Instagram. Isso é ruído. O médico quer saber quando encaminhar e para quem; não quer ser abordado como "lead".

Diagnóstico diferencial como ponto de contato natural com o médico

O diagnóstico diferencial é onde medicina e odontologia se encontram. E é o pretexto mais natural para iniciar (e manter) o relacionamento com o referenciador.

Na prática, funciona assim:

  1. Paciente chega ao neurologista com cefaleia crônica
  2. Neurologista suspeita de componente muscular/ATM
  3. Neurologista precisa de alguém para confirmar ou descartar DTM
  4. Você é esse alguém (se ele te conhece)

A parceria de diagnóstico diferencial é mais forte que o encaminhamento avulso porque:

  • Você vira parte do protocolo do médico (não uma indicação eventual)
  • O médico te consulta antes de encaminhar (reduz a fricção)
  • Funciona nos dois sentidos: você também encaminha para ele quando o caso tem componente neurológico

Formalize isso. Diga ao neurologista: "quando você tiver dúvida se a cefaleia tem componente de DTM, pode mandar pra mim avaliar. Se não for DTM, devolvo com laudo". Essa oferta elimina o risco do encaminhamento para o médico (ele não vai "perder o paciente" se não for DTM).

A rede interdisciplinar como fonte adicional de encaminhamento

Médicos não são os únicos profissionais que recebem o paciente de DTM antes de você. Fisioterapeutas, fonoaudiólogos e nutricionistas também detectam sinais precoces.

Profissional Como detecta DTM/dor orofacial Oportunidade de encaminhamento
Fisioterapeuta Dor cervical crônica, limitação de abertura bucal, bruxismo Paciente em tratamento de coluna/cervical que não responde
Fonoaudiólogo Disfunção de deglutição, voz alterada, mastigação unilateral Paciente de reabilitação oral/vocal com componente articular
Nutricionista Paciente que relata dificuldade de mastigar, mudança de dieta por dor Restrição alimentar sem causa gastrointestinal
Psicólogo Bruxismo associado a estresse, dor crônica que afeta qualidade de vida Paciente de manejo de estresse com queixa de apertar os dentes

A lógica é a mesma: mapeie, visite, deixe material, devolva retorno do caso. A diferença é que esses profissionais costumam ter menos burocracia e mais abertura para a conversa inicial.

Monte a rede por círculos concêntricos: primeiro os que estão no mesmo prédio/bairro, depois os da mesma região, depois os que atendem o mesmo perfil de paciente (particular, alto padrão).

SEO e busca direta por sintomas: o canal complementar ao encaminhamento

O encaminhamento médico é o canal mais qualificado. Mas não é o único. Existe um volume significativo de pacientes que busca direto no Google por sintomas:

  • "dor na mandíbula ao mastigar"
  • "estalido na ATM"
  • "dor no ouvido que não é infecção"
  • "bruxismo tratamento"
  • "dor facial crônica"

Esses pacientes estão na fase em que já desistiram de esperar o médico resolver. Buscam diretamente o especialista. Para captá-los, você precisa:

  • Anúncio de busca segmentado por sintomas (Google Ads com palavras-chave de dor, não de procedimento)
  • Perfil no Google Maps otimizado para "DTM" e "dor orofacial"
  • Conteúdo de blog respondendo as perguntas que o paciente faz antes de ligar

Esse canal complementa o encaminhamento. Um não substitui o outro. O encaminhamento traz o paciente mais qualificado (validado por outro profissional); a busca direta traz volume e pacientes que não passaram por médico ainda.

Leia também: Como atrair pacientes de DTM e dor orofacial para a clínica odontológica?

Depoimentos e prova social de dor crônica: o reforço para paciente e médico

O paciente de dor crônica decide diferente do paciente de estética. Ele não compara preço. Compara credibilidade. Já tentou de tudo e precisa confiar que dessa vez vai funcionar.

Depoimentos que convertem nesse perfil:

  • Alívio concreto: "há 2 anos eu acordava com dor de cabeça todos os dias. Em 60 dias de tratamento, a dor sumiu."
  • Funcionalidade recuperada: "voltei a mastigar dos dois lados. Parece bobagem, mas mudou minha vida."
  • Qualidade do sono: "parei de apertar os dentes de noite, durmo sem protetor e acordo sem dor."

Esses depoimentos servem para dois públicos ao mesmo tempo:

  1. O paciente que busca diretamente (prova de que funciona)
  2. O médico que está avaliando se encaminha (prova de que o colega resolve)

Peça depoimentos em vídeo. Coloque no site, no material que entrega aos médicos e no perfil do Google. A prova social específica de dor crônica é rara (a maioria das clínicas mostra sorriso, não alívio de dor), e por isso se destaca.

Quando o encaminhamento chega pelo WhatsApp: por que a velocidade decide se ele vira paciente

O médico diz ao paciente: "procure o Dr. Fulano, especialista em DTM". O paciente anota, sai do consultório e manda uma mensagem no WhatsApp da sua clínica.

Esse momento define tudo.

Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, 43,8% dos leads chegam fora do horário comercial e 19,4% chegam no fim de semana (dados internos da Odonto Results, base de 4.951 leads, WhatsApp/IA in-channel, mar-jun/2026). A mediana de primeira resposta da IA é de 4,4 segundos.

Por que isso importa especificamente para DTM:

  • O médico geralmente encaminha no fim da consulta (frequentemente no fim da tarde)
  • O paciente anota o contato e manda mensagem quando chega em casa (noite)
  • Se ninguém responde até o dia seguinte, o paciente esfria, busca outro especialista ou simplesmente desiste ("mais um que não vai resolver")

O paciente de dor crônica já está cético. Demora para responder confirma o ceticismo.

A clínica que responde em segundos (mesmo fora do horário) captura o encaminhamento no momento de maior disposição do paciente: logo depois que o médico de confiança dele disse "procure esse especialista".

Leia também: Como montar uma rede de encaminhamento com outros dentistas e clínicas gerais?

O sistema completo: como encaminhamento, busca direta e resposta rápida se integram

Encaminhamento médico não funciona isolado. Ele é o canal mais qualificado, mas precisa de estrutura para converter. Veja como as peças se encaixam:

Camada O que faz Resultado
Relacionamento com referenciadores Gera o encaminhamento Paciente chega pré-qualificado
Contrarreferência Fecha o ciclo de confiança Médico encaminha de novo
Busca direta (Google/SEO) Capta quem não passou por médico Volume complementar
Resposta imediata (WhatsApp/IA) Converte o contato em agendamento Nenhum lead esfria
Prova social de dor crônica Reduz ceticismo do paciente e do médico Aumenta conversão em ambos os canais

Sem a resposta rápida, o encaminhamento morre na caixa de entrada. Sem a contrarreferência, o relacionamento morre no segundo caso. Sem o posicionamento de especialista, o médico nem começa a encaminhar.

O sistema funciona quando todas as camadas estão ativas ao mesmo tempo.

Leia também: Como construir autoridade no nicho odontológico e virar referência na sua cidade?

Seu próximo passo

  1. Mapeie 10 referenciadores potenciais na sua região (3 neurologistas, 3 otorrinos, 2 fisioterapeutas, 2 médicos da dor) e agende visitas presenciais nas próximas 2 semanas. Leve material técnico de uma página com sinais de encaminhamento, não propaganda.

  2. Implemente a contrarreferência como rotina: para cada paciente que chegar por encaminhamento, envie ao médico um relatório breve (diagnóstico, conduta, evolução) em até 7 dias. Padronize o formato para que leve 5 minutos, não 30.

  3. Garanta resposta imediata fora do horário: se 43,8% dos contatos chegam quando sua equipe não está (dados internos da Odonto Results), você precisa de atendimento automatizado que responde em segundos, agenda e confirma, sem depender de alguém estar no balcão.

Leia também: Como estruturar encaminhamento médico para captar pacientes de odontologia do sono e apneia?

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre DTM e dor orofacial?

DTM (disfunção temporomandibular) é um subconjunto das dores orofaciais, restrito a alterações da ATM e dos músculos da mastigação. Dor orofacial é o campo mais amplo e inclui neuralgias, dores vasculares e dores referidas de outras regiões. Para o médico referenciador, a distinção importa porque define para quem ele encaminha.

Quais médicos mais encaminham pacientes de DTM?

Otorrinolaringologistas, neurologistas, ortopedistas e médicos da dor são os que mais recebem esses pacientes antes do diagnóstico correto. Fisioterapeutas e fonoaudiólogos também detectam sinais precoces. O volume de encaminhamento depende de você ativar esse relacionamento, não de esperar que o médico descubra sozinho que você existe.

Como fazer o médico lembrar de encaminhar para a minha clínica?

Contrarreferência. Devolver ao médico um relatório breve do caso (diagnóstico, conduta, evolução) fecha o ciclo de confiança e faz sua clínica ser a primeira opção no encaminhamento seguinte. Sem retorno, o médico não sabe se deu certo e para de indicar.

O encaminhamento médico substitui o tráfego pago?

Não substitui, complementa. O encaminhamento traz o paciente mais qualificado (já validado por outro profissional), mas o volume depende de quantos referenciadores você ativa. A busca direta por sintomas (dor na mandíbula, estalido na ATM) capta quem ainda não passou por médico nenhum. Os dois canais juntos preenchem a agenda com qualidade.

Quanto tempo leva para um sistema de encaminhamento gerar resultado?

Os primeiros encaminhamentos costumam aparecer em 30 a 60 dias após a ativação do relacionamento (visita, material, primeiro retorno de caso). O volume cresce progressivamente conforme a contrarreferência se torna rotina e o médico comprova que o paciente volta satisfeito.

Preciso ser especialista em DTM para receber encaminhamento médico?

Sim. O médico encaminha para quem se posiciona como especialista, não para o dentista geral que "também atende DTM". Título de especialista, comunicação focada e material técnico específico são o que separa você dos demais na mente do referenciador.