Gestão da Clínica

Glossário de siglas de marketing e vendas para dono de clínica odontológica

CPL, CPA, ROAS, LTV, TOFU, NPS: o relatório da agência vem cheio de siglas e você precisa saber o que cada uma significa para cobrar resultado de verdade. Este glossário traduz cada sigla para a linguagem do dono de clínica, com fórmulas, exemplos práticos e os números que separam relatório bonito de paciente na cadeira.

Vinícius Ragazzi
Por Vinícius RagazziAtualizado em 10 de julho de 2026 · 18 min de leitura
TL;DR

Você não precisa virar gestor de tráfego, mas precisa decodificar o relatório da agência: saber a diferença entre CPL e CPA, entender por que LTV importa mais que desconto, e cobrar a métrica que de fato mede paciente na cadeira, não lead no WhatsApp.

Pontos-chave
  • CTR mede se o anúncio chama atenção, não se ele traz paciente. Segundo a documentação oficial do Google Ads, CTR é cliques dividido por impressões, e um CTR alto com CPL alto significa que o anúncio atrai curioso, não interessado real.
  • A razão LTV para CAC saudável é de pelo menos 3 para 1, ou seja, cada paciente precisa gerar ao menos 3 vezes o que custou para ser adquirido, segundo o HubSpot Blog, referência em métricas de marketing.
  • Velocidade de resposta decide o funil. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, a IA de agendamento responde o lead em mediana 4,4 segundos, e 43,8% dos leads chegam fora do horário comercial, dados internos da Odonto Results (4.951 leads, mar-jun 2026).

Faz parte do guia: Como fazer a gestão da clínica odontológica (agenda, faltas e faturamento)?

Nesta página
  1. TL;DR
  2. Pontos-chave
  3. Por que o dono de clínica precisa entender essas siglas
  4. Aquisição e mídia paga: as siglas do anúncio
  5. Funil e qualificação de leads: da curiosidade ao agendamento
  6. As métricas que decidem o resultado dentro da clínica
  7. CAC e LTV: quanto custa e quanto vale cada paciente
  8. Retenção e reputação: o que mantém a clínica cheia depois do primeiro tratamento
  9. Canais, estratégia e ferramentas de apoio
  10. Modelos de negócio e funil clássico de vendas
  11. Siglas de contexto regulatório e institucional
  12. Tabela-resumo A-Z para consulta rápida
  13. Seu próximo passo
  14. Perguntas frequentes

"O que significam todas essas siglas no relatório de marketing da minha clínica?"

Você abre o relatório mensal da agência e encontra CPL, CPA, CTR, ROAS, ROI, LTV, CAC, NPS. Parece sopa de letrinhas.

O problema não é a sigla em si. É que, sem entender o que cada uma mede, você não consegue separar relatório bonito de resultado real. E agência que sabe disso pode te mostrar um CTR alto enquanto o custo por paciente na cadeira dispara.

Você não precisa virar gestor de tráfego. Precisa falar a mesma língua para cobrar o que importa: paciente na cadeira, não lead no WhatsApp.

Neste guia você vai ver:

  • O que cada sigla de aquisição, funil, retenção e vendas realmente mede
  • Como ler fórmulas simples sem depender de quem te vende o relatório
  • Quais métricas decidem o resultado DENTRO da clínica (e não só no anúncio)
  • Quanto vale e quanto custa cada paciente ao longo do tempo
  • Tabela A-Z para consultar qualquer sigla de relance

Por que o dono de clínica precisa entender essas siglas

Vamos ao ponto: você não precisa dominar o painel de anúncios. Precisa ler o relatório e fazer a pergunta certa.

Quando a agência mostra que o CPL caiu, a pergunta é: "caiu, mas quantos desses leads compareceram?" Quando o relatório destaca o CTR, a pergunta é: "clicaram, mas agendaram?"

Sigla sem contexto vira maquiagem. Sigla com contexto vira ferramenta de cobrança.

O objetivo aqui é que, ao terminar de ler, você saiba exatamente o que cobrar da agência, do time comercial e da CRC, sem depender de ninguém para traduzir.

Aquisição e mídia paga: as siglas do anúncio

Essas são as métricas que aparecem no relatório de campanha. Cada uma mede um pedaço diferente do caminho entre o anúncio e o paciente.

CPL (Custo por Lead)

Quanto você paga, em média, por cada lead que chega. Fórmula: valor investido dividido pelo número de leads.

Exemplo: se você investiu R$3.000 e gerou 200 leads, seu CPL é R$15.

Na base de clínicas atendidas pela Odonto Results (36 meses, campanhas geridas pela agência), o CPL mediano no canal WhatsApp é R$13,35 e no canal formulário é R$11,86, com faixas que se sobrepõem e sem vencedor estrutural entre canais, segundo dados internos da Odonto Results.

O CPL é útil para comparar campanhas entre si, mas perigoso como métrica isolada. Lead barato pode ser lead curioso que nunca agenda.

CPC (Custo por Clique)

Quanto você paga por cada clique no anúncio. Fórmula: valor investido dividido pelo número de cliques.

Mede a eficiência do anúncio em gerar tráfego. CPC alto pode significar concorrência forte na região ou anúncio mal segmentado. CPC baixo com CPL alto significa que muita gente clica, mas pouca vira lead.

CPM (Custo por Mil Impressões)

Quanto custa mostrar o anúncio mil vezes. Fórmula: valor investido dividido por impressões, vezes mil.

Métrica de alcance, não de resultado. Importa mais para campanhas de reconhecimento (quando você quer que o bairro saiba que a clínica existe) do que para captação direta.

CTR (Taxa de Cliques)

Proporção de pessoas que viram o anúncio e clicaram. Segundo a documentação oficial do Google Ads, CTR é cliques dividido por impressões. Exemplo: 5 cliques em 100 impressões = CTR de 5%.

CTR alto indica que o anúncio chama atenção. Mas atenção sem intenção não paga conta. Um anúncio sensacionalista pode ter CTR altíssimo e gerar lead que nunca comparece.

CPA (Custo por Ação/Aquisição)

Quanto custa cada ação desejada: um agendamento, uma avaliação, um comparecimento. Fórmula: valor investido dividido pelo número de ações.

Essa é a sigla que mais importa para a clínica. Enquanto o CPL mede o contato, o CPA mede o resultado. Se a agência te mostra só CPL, pergunte pelo CPA.

ROAS (Retorno sobre Gasto em Anúncios)

Quanto volta para cada real investido em mídia paga. Fórmula: receita gerada pela campanha dividida pelo valor investido em anúncios.

Exemplo: se investiu R$5.000 e os pacientes vindos daquela campanha geraram R$25.000 em tratamentos, o ROAS é 5 (ou 500%).

O ROAS considera só a verba de mídia. Não inclui salário da CRC, comissão, software, tempo do dono.

ROI (Retorno sobre Investimento)

Quanto sobra depois de descontar TUDO que foi investido (verba, equipe, ferramenta, tempo). Fórmula: (receita menos custo total) dividido pelo custo total, vezes 100.

É a métrica mais honesta. O ROAS pode estar positivo enquanto o ROI está negativo, porque os custos operacionais comem o lucro. Sempre que a agência mostrar ROAS, pergunte: "e o ROI considerando a operação toda?"

Lembre: CPL mede lead. CPA mede ação. ROI mede o negócio. Cobrar só CPL é como medir restaurante pelo número de reservas, não pelo faturamento da noite.

Funil e qualificação de leads: da curiosidade ao agendamento

Essas siglas descrevem o caminho que o paciente percorre entre ver o anúncio e comparecer na clínica. Entender o funil é entender onde o resultado vaza.

TOFU, MOFU, BOFU (Topo, Meio e Fundo de Funil)

  • TOFU (Top of Funnel): o paciente ainda não sabe que tem um problema ou que existe uma solução. Exemplo: alguém que vê um post sobre "sinais de que você precisa de implante" e se identifica.
  • MOFU (Middle of Funnel): o paciente já sabe que precisa de tratamento e pesquisa opções. Exemplo: alguém buscando "quanto custa implante dentário em Curitiba".
  • BOFU (Bottom of Funnel): o paciente está pronto para decidir. Exemplo: alguém clicando no botão de WhatsApp da clínica para agendar.

O erro comum é investir só no BOFU (lead quente) e esquecer que o TOFU e o MOFU alimentam a base. Sem topo, o fundo seca.

Se quiser entender a mecânica completa do funil, leia o guia O que é um funil de marketing para clínica odontológica.

MQL (Lead Qualificado pelo Marketing)

Lead que demonstrou interesse real: clicou no anúncio, pediu informação, baixou material. Não é paciente ainda, mas também não é curioso que clicou sem querer.

SQL (Lead Qualificado por Vendas)

Lead que a equipe comercial ou a CRC avaliou e confirmou que tem perfil, intenção e condição de fechar. É o lead que a recepção passa para a agenda.

A diferença entre MQL e SQL é o filtro humano (ou da IA). Muita clínica conta MQL como "lead quente" e depois reclama que ninguém comparece.

Lead Scoring

Sistema de pontuação que classifica leads por probabilidade de fechar. Pode ser manual (a CRC avalia) ou automático (o CRM atribui nota por comportamento). Lead que respondeu rápido, pediu endereço e perguntou valor ganha pontuação mais alta que lead que só visualizou a mensagem.

Nutrição de Leads

Processo de manter contato com leads que ainda não estão prontos para agendar. Sequência de mensagens, conteúdos, lembretes. Funciona especialmente para tratamentos de alto valor (implante, protocolo), onde o paciente pesquisa por semanas antes de decidir.

Lembre: "lead qualificado" e "paciente na cadeira" não são sinônimos. Entre um e outro existe o agendamento, o comparecimento e o fechamento. Cada etapa tem sua taxa de conversão e seu gargalo.

As métricas que decidem o resultado dentro da clínica

Aqui saímos do anúncio e entramos na operação. Essas são as métricas que a agência geralmente não mostra, mas que decidem se o lead vira faturamento.

CRC (Central de Relacionamento com o Cliente)

Não é uma métrica, é a estrutura. A CRC é a equipe (ou pessoa) que atende o lead, agenda, confirma, faz follow-up e reativa paciente antigo. Se quiser entender por que a CRC decide o faturamento, leia O que é CRC e por que ela decide o seu faturamento.

Tempo de resposta

Quanto tempo leva entre o lead mandar mensagem e receber a primeira resposta. É a métrica mais subestimada e uma das mais decisivas.

Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, a IA de agendamento responde em mediana 4,4 segundos (98,5% em até 60 segundos), e 43,8% dos leads chegam fora do horário comercial, segundo dados internos da Odonto Results (4.951 leads, mar-jun 2026).

Se a sua clínica responde em horas (ou no dia seguinte), o lead já agendou com o concorrente que respondeu em segundos. Quem quer entender o custo dessa demora, leia Quanto custa não ter IA de atendimento na clínica.

Taxa de comparecimento

Percentual de pacientes agendados que de fato aparecem na clínica. Fórmula: comparecimentos divididos por agendamentos, vezes 100.

Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, a taxa de comparecimento (agendamento para compareceu) fica entre 20% e 50% no funil completo (IA mais atendimento humano), segundo dados internos da Odonto Results.

Taxa baixa de comparecimento significa que o funil está gerando agenda, mas não paciente na cadeira. O problema costuma estar no tempo de espera entre agendamento e consulta, na falta de confirmação, ou na qualidade do lead.

Taxa de fechamento

Percentual de pacientes que compareceram e fecharam o tratamento. Fórmula: tratamentos fechados divididos por comparecimentos, vezes 100.

Essa taxa depende mais da cadeira do que do marketing: do valor percebido, da apresentação do tratamento, das condições de pagamento.

Ticket médio

Valor médio dos tratamentos fechados num período. Fórmula: faturamento total dividido pelo número de tratamentos fechados.

Métrica essencial para saber se você está atraindo o paciente certo. Ticket médio caindo, com volume de lead subindo, é sinal de que a campanha está trazendo perfil errado.

Taxa de conversão (lead para agendamento)

Percentual de leads que viram agendamento. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, a taxa de lead para agendamento no funil completo (IA mais equipe humana, incluindo ligação) fica entre 20% e 40%, segundo dados internos da Odonto Results.

Métrica da operação O que mede Por que importa
Tempo de resposta Segundos entre lead e 1a resposta Lead esfria rápido: 43,8% chegam fora do horário (dados internos OR)
Taxa de comparecimento Agendados que aparecem Agenda cheia sem comparecimento é custo sem receita
Taxa de fechamento Comparecidos que fecham Depende da cadeira, do valor percebido e do parcelamento
Ticket médio Valor médio por tratamento Mostra se o perfil do paciente está certo
Taxa lead para agendamento Leads que agendam 20% a 40% no funil completo (dados internos OR)

CAC e LTV: quanto custa e quanto vale cada paciente

Essas duas siglas, juntas, respondem a pergunta que o dono de clínica mais precisa responder: "estou ganhando ou perdendo dinheiro com marketing?"

CAC (Custo de Aquisição de Cliente)

Tudo que você gasta para trazer um paciente novo: verba de anúncio, salário da CRC, comissão, software, tempo do dono. Fórmula: soma de todos os custos de marketing e vendas dividida pelo número de pacientes novos no período.

O CAC é mais honesto que o CPL porque inclui a operação inteira, não só o anúncio.

LTV (Lifetime Value, ou Valor Vitalício do Paciente)

Quanto um paciente gera de receita ao longo de todo o relacionamento com a clínica. Fórmula simplificada: ticket médio vezes número médio de retornos por ano, vezes tempo médio de permanência (em anos).

Exemplo: se o ticket médio é R$2.000, o paciente faz 2 tratamentos por ano e fica 5 anos com a clínica, o LTV é R$20.000.

Razão LTV para CAC

Quanto o paciente gera dividido por quanto custou trazer. Segundo o HubSpot Blog, a referência de mercado para essa razão é de pelo menos 3 para 1, ou seja, cada paciente precisa gerar ao menos 3 vezes o que custou para ser adquirido.

Abaixo de 3 para 1: você provavelmente está gastando mais do que deveria ou perdendo paciente cedo demais.

Acima de 5 para 1: pode significar que você está subinvestindo e deixando espaço para o concorrente.

A razão ideal não é um número mágico. Ela depende do procedimento, da recorrência e da capacidade de retenção da clínica. Mas serve como régua inicial para saber se o investimento faz sentido.

Para aprofundar no cálculo e nos desdobramentos, leia Quanto vale um paciente para a clínica odontológica.

Lembre: agência que mostra CPL e nunca menciona CAC está medindo o funil pela metade. O custo real só aparece quando você soma tudo.

Retenção e reputação: o que mantém a clínica cheia depois do primeiro tratamento

Captar é caro. Reter é barato. Essas siglas medem o que acontece depois que o paciente já fechou.

NPS (Net Promoter Score)

Índice que mede a satisfação e a probabilidade de indicação. Criado em 2003 por Fred Reichheld, da Bain & Company, o NPS se baseia em uma pergunta: "de 0 a 10, quanto você indicaria a clínica?"

  • Notas 9 e 10: promotores (indicam ativamente).
  • Notas 7 e 8: neutros.
  • Notas 0 a 6: detratores (falam mal ou simplesmente somem).

Fórmula: percentual de promotores menos percentual de detratores.

NPS alto significa boca a boca funcionando. NPS baixo é sinal de que o paciente está saindo insatisfeito, e isso pesa no Google Reviews, no Instagram e na indicação informal.

Churn (Taxa de Cancelamento/Evasão)

Percentual de pacientes que param de voltar num período. Fórmula: pacientes perdidos divididos pelo total de pacientes no início do período, vezes 100.

Churn alto com captação forte é como encher balde furado: o marketing traz, mas a operação não segura.

Customer Success (Sucesso do Cliente)

Processo de garantir que o paciente tenha uma experiência positiva do agendamento ao pós-tratamento. Não é uma sigla de relatório, é uma mentalidade operacional: acompanhar, confirmar, seguir.

Reativação de pacientes

Processo de reconectar pacientes antigos que pararam de voltar. Mensagem no WhatsApp, campanha de remarketing, ligação da CRC. Paciente antigo já conhece a clínica, já confia: o custo para trazê-lo de volta é uma fração do CAC de um paciente novo.

Canais, estratégia e ferramentas de apoio

Essas siglas descrevem onde e como o marketing acontece. Você não precisa operar nenhuma delas, mas precisa entender o que a agência quer dizer quando menciona cada uma.

SEO (Search Engine Optimization, Otimização para Mecanismos de Busca)

Conjunto de técnicas para a clínica aparecer nos resultados orgânicos (não pagos) do Google. Inclui site, blog, perfil no Google Meu Negócio, avaliações. Resultado de médio a longo prazo, mas com custo por lead tendendo a zero ao longo do tempo.

SEM (Search Engine Marketing, Marketing em Mecanismos de Busca)

Abrange tudo que envolve aparecer no Google: tanto o orgânico (SEO) quanto o pago (Google Ads). Na prática, quando a agência fala SEM, quase sempre está falando de Google Ads.

CRM (Customer Relationship Management, Gestão de Relacionamento com o Cliente)

Software que organiza e acompanha todos os contatos com leads e pacientes. Registra quem ligou, quem agendou, quem faltou, quem precisa de follow-up. Sem CRM, a informação fica na cabeça da CRC (e se perde quando ela sai).

Remarketing (ou Retargeting)

Campanha que mostra anúncios para quem já interagiu com a clínica: visitou o site, clicou no WhatsApp mas não agendou, assistiu a um vídeo. O remarketing não busca lead novo: recupera quem já demonstrou interesse e não converteu. Para entender a mecânica completa, leia Remarketing para clínica odontológica.

Landing Page (Página de Destino)

Página criada exclusivamente para receber o tráfego de uma campanha. Sem menu, sem distração: o único objetivo é converter o visitante em lead (WhatsApp, formulário, ligação). Uma landing page bem feita melhora a taxa de conversão sem aumentar a verba.

CTA (Call to Action, Chamada para Ação)

O botão ou frase que diz ao visitante o que fazer: "Agende sua consulta", "Fale no WhatsApp", "Peça seu orçamento". CTA fraco ou genérico ("Saiba mais") desperdiça o clique que já custou dinheiro.

Inbound Marketing

Estratégia de atrair o paciente com conteúdo útil (blog, vídeo, post educativo) em vez de empurrar anúncio. O paciente vem até a clínica porque encontrou resposta para a dúvida dele. Funciona especialmente bem para tratamentos de alto valor, onde o paciente pesquisa antes de decidir.

Outbound Marketing

Estratégia de ir atrás do paciente ativamente: anúncio pago, ligação, mensagem direta. Resultado mais rápido, custo mais direto. A maioria das clínicas usa uma combinação de inbound e outbound.

Mobile First

Abordagem de design e campanha que prioriza o celular. Na prática, significa que o site, a landing page e o anúncio precisam funcionar perfeitamente no celular, porque a maioria dos leads vai acessar por lá.

Modelos de negócio e funil clássico de vendas

Termos que aparecem em conversas de estratégia, planejamento e análise de concorrência.

B2B (Business to Business)

Venda de empresa para empresa. No caso da clínica, B2B é quando a clínica oferece convênio empresarial ou parceria com operadoras. Também é o modelo da agência que vende para a clínica.

B2C (Business to Consumer)

Venda direta para o consumidor final. É o modelo principal da clínica: o paciente busca, agenda e paga pelo tratamento.

AIDA (Atenção, Interesse, Desejo, Ação)

Modelo clássico de funil de vendas. O anúncio gera atenção, o conteúdo desperta interesse, a oferta cria desejo, o CTA leva à ação (agendamento). É a lógica por trás de qualquer campanha bem construída.

Cross-selling

Oferecer tratamento complementar ao que o paciente já fez. Exemplo: paciente que fez clareamento e recebe proposta de lente. Aumenta o ticket sem aumentar o custo de aquisição.

Upselling

Oferecer uma versão superior do tratamento escolhido. Exemplo: paciente que veio para resina e recebe proposta de faceta de porcelana. Mesmo conceito: mais valor por paciente, sem gastar mais em mídia.

Inside Sales (Vendas Internas)

Modelo de vendas feito de dentro da clínica (telefone, WhatsApp), sem o paciente precisar comparecer antes. A CRC que liga, qualifica e agenda está fazendo inside sales.

Siglas de contexto regulatório e institucional

Estas siglas aparecem menos no relatório de marketing e mais no contexto institucional. Menção rápida para você não confundir quando surgirem.

  • CFO (Conselho Federal de Odontologia): órgão que regulamenta o exercício da odontologia e a publicidade dos dentistas no Brasil.
  • CRO (Conselho Regional de Odontologia): representação estadual do CFO. Todo dentista precisa de CRO ativo para exercer.
  • ABO (Associação Brasileira de Odontologia): associação profissional e científica.
  • SUS (Sistema Único de Saúde): sistema público de saúde brasileiro.
  • MS (Ministério da Saúde): órgão federal responsável pela política de saúde.

Essas siglas importam para o marketing porque o CFO e o CRO regulam o que pode e o que não pode ser veiculado em anúncio odontológico. Descumprir essas regras gera notificação, multa e dor de cabeça.

Tabela-resumo A-Z para consulta rápida

Sigla Nome completo O que mede / significa
ABO Associação Brasileira de Odontologia Associação profissional e científica
AIDA Atenção, Interesse, Desejo, Ação Modelo clássico de funil de vendas
B2B Business to Business Venda entre empresas
B2C Business to Consumer Venda para o consumidor final
BOFU Bottom of Funnel Fundo do funil (lead pronto para decidir)
CAC Custo de Aquisição de Cliente Gasto total para trazer um paciente novo
CFO Conselho Federal de Odontologia Órgão regulador da odontologia
CPA Custo por Ação/Aquisição Custo por ação desejada (agendamento, comparecimento)
CPC Custo por Clique Custo por cada clique no anúncio
CPL Custo por Lead Custo por cada contato gerado
CPM Custo por Mil Impressões Custo para mostrar o anúncio mil vezes
CRC Central de Relacionamento com o Cliente Equipe que atende, agenda e faz follow-up
CRM Customer Relationship Management Software de gestão de contatos e relacionamento
CRO Conselho Regional de Odontologia Representação estadual do CFO
CTA Call to Action Botão ou frase que direciona a ação do visitante
CTR Click-Through Rate (Taxa de Cliques) Cliques divididos por impressões
LTV Lifetime Value Valor total que o paciente gera ao longo do tempo
MOFU Middle of Funnel Meio do funil (lead pesquisando opções)
MQL Marketing Qualified Lead Lead qualificado pelo marketing
MS Ministério da Saúde Órgão federal de política de saúde
NPS Net Promoter Score Índice de satisfação e probabilidade de indicação
ROAS Return on Ad Spend Retorno sobre gasto em anúncios
ROI Return on Investment Retorno sobre investimento total
SEM Search Engine Marketing Marketing em mecanismos de busca (pago e orgânico)
SEO Search Engine Optimization Otimização para resultados orgânicos
SQL Sales Qualified Lead Lead qualificado pela equipe comercial
SUS Sistema Único de Saúde Sistema público de saúde brasileiro
TOFU Top of Funnel Topo do funil (público que ainda não sabe que precisa)

Seu próximo passo

  1. Pegue o último relatório da agência e identifique quais dessas siglas aparecem. Se faltam CPA, taxa de comparecimento e CAC, pergunte por elas no próximo ciclo.

  2. Calcule o LTV médio dos seus pacientes (ticket vezes retornos vezes anos). Compare com o CAC. Se a razão for menor que 3 para 1, o problema pode estar na retenção, não na captação.

  3. Meça o tempo de resposta do seu WhatsApp. Se passa de 5 minutos, você está perdendo lead que chegou quente e esfriou esperando. Agende uma apresentação para conhecer como resolver isso com IA de agendamento.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre CPL, CPA e CAC?

CPL é o custo por lead (contato que chegou). CPA é o custo por ação desejada, como um agendamento. CAC é o custo de aquisição do cliente, que soma tudo que você gastou (verba, equipe, ferramenta) até o paciente fechar o tratamento. O CPL é a métrica mais fácil de inflar, o CAC é a mais difícil de esconder.

Preciso entender todas essas siglas para cobrar minha agência?

Não todas, mas precisa dominar as que aparecem no seu relatório mensal. CPL, CPA, taxa de comparecimento e CAC são o mínimo para saber se o dinheiro investido está virando paciente na cadeira ou só engordando planilha.

O que é mais importante: CTR alto ou CPL baixo?

Nenhum dos dois isolado. CTR alto mostra que o anúncio chama atenção, mas se o lead não agenda, é vaidade. CPL baixo parece economia, mas se o lead é curioso que não comparece, o barato sai caro. A métrica que importa é o custo por paciente que comparece e fecha.

ROAS e ROI são a mesma coisa?

Não. ROAS (retorno sobre gasto em anúncios) considera só a verba de mídia. ROI (retorno sobre investimento) inclui tudo: verba, equipe, ferramentas, tempo. O ROAS pode estar positivo enquanto o ROI está negativo, porque os custos operacionais comem o lucro. Para clínica, o ROI é a métrica mais honesta.

NPS funciona para clínica odontológica?

Funciona e é simples de aplicar. O NPS foi criado em 2003 por Fred Reichheld, da Bain & Company, e mede a probabilidade de o paciente indicar você. Uma pergunta após o tratamento já basta para mapear promotores e detratores, e agir antes que o detrator vire avaliação negativa no Google.

O que significa funil TOFU, MOFU e BOFU na prática da clínica?

TOFU (topo) é quem ainda não sabe que precisa de tratamento, MOFU (meio) é quem pesquisa opções, BOFU (fundo) é quem está pronto para agendar. O erro comum é jogar verba só no BOFU e ignorar que boa parte do público precisa ser educado antes de decidir.