Escolher Agência

Como saber se a agência de marketing está mesmo trabalhando na minha clínica todo mês?

Agência que trabalha é a que você consegue conferir, não a que você precisa confiar no escuro. Veja os 7 sinais verificáveis (relatório de negócio, funil rastreável ponta a ponta, acesso independente aos dados, speed-to-lead, conformidade com o CFO) e o checklist da reunião mensal pra cobrar a sua.

Vinícius Ragazzi
Por Vinícius RagazziAtualizado em 14 de junho de 2026 · 18 min de leitura
TL;DR

Você confirma que a agência trabalha quando o relatório mostra paciente na cadeira (lead, agendado, comparecimento), você acessa os dados sozinho em tempo real, e o lead é respondido em segundos. Métrica de vaidade e relatório que você só consegue ver pela agência são sinal de alerta.

Pontos-chave
  • Velocidade de resposta é o sinal mais objetivo de operação ativa. Um estudo do Dr. James Oldroyd (MIT Sloan) com mais de 15 mil leads e 100 mil tentativas de ligação mostrou que a chance de qualificar um lead cai 21 vezes quando a resposta passa de 5 para 30 minutos.
  • A publicidade odontológica tem regra. O Conselho Federal de Odontologia (CFO) proíbe promessa de resultado, sensacionalismo e mercantilização, e exige nome do profissional e número do CRO em toda imagem e vídeo. Agência que ignora isso te expõe a infração ética.
  • Trabalho de agência se prova no funil, não na curtida. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, a IA responde o lead em mediana 4,4 segundos, 43,8% dos leads chegam fora do horário comercial e quem responde tem 23% de chance de virar agendamento contra 12% no total, dados internos da Odonto Results.

Faz parte do guia: Como escolher uma agência de marketing odontológico?

Nesta página
  1. TL;DR
  2. Pontos-chave
  3. A pergunta certa não é quanto você posta, é quanto disso vira paciente na cadeira
  4. Sinal 1: o relatório mostra resultado de negócio, não métrica de vaidade
  5. Sinal 2: o funil é rastreável ponta a ponta (clique > lead > agendado > compareceu > fechou)
  6. Sinal 3: você tem acesso independente aos dados em tempo real
  7. Sinal 4: o lead é respondido rápido (speed-to-lead) e isso aparece nos números
  8. Sinal 5: transparência e auditoria reais, sem planilha mágica nem lead inflado
  9. Sinal 6: a comunicação respeita as regras do CFO
  10. Sinal 7: a agência conhece o nicho odontológico (não é genérica)
  11. KPIs que o dono de clínica de R$100k+/mês deve cobrar todo mês
  12. Como auditar você mesmo: o que olhar em 15 minutos
  13. Checklist de perguntas pra reunião mensal com a agência
  14. Sinais de alerta de uma agência que não está trabalhando
  15. Mas a parte da clínica também conta
  16. O que fazer quando os números não vêm
  17. Seu próximo passo
  18. Perguntas frequentes

"Como saber se a agência de marketing está mesmo trabalhando na minha clínica todo mês?"

Você paga a mensalidade, vê uns posts subirem, recebe um relatório bonito e mesmo assim a agenda não enche. A dúvida bate: estão trabalhando de verdade ou só me mostrando movimento?

A boa notícia é que isso tem resposta objetiva. Trabalho de agência deixa rastro: número de negócio, funil rastreável, acesso aos dados, velocidade de resposta.

A má notícia é que a maioria dos donos de clínica nunca foi ensinado a pedir o rastro certo. Aí julga pelo que dá pra ver (post, curtida, alcance), e é exatamente o que esconde a falta de trabalho.

Agência que trabalha é a que você consegue conferir. Não a que você precisa confiar no escuro.

Neste guia você vai ver:

  • Os 7 sinais verificáveis de que a agência está mesmo trabalhando
  • A diferença entre métrica de vaidade e métrica de resultado
  • Os KPIs que o dono de clínica que fatura R$100k+/mês deve cobrar todo mês
  • Como auditar você mesmo, em 15 minutos, dentro da conta de anúncio e do CRM
  • O checklist de perguntas pra reunião mensal e o que fazer quando os números não vêm

A pergunta certa não é quanto você posta, é quanto disso vira paciente na cadeira

Antes dos sinais, troque a régua. A pergunta que a maioria faz é "a agência está ativa?". Postou, anunciou, mandou relatório: parece que sim.

Mas atividade não é resultado. Dá pra postar todo dia, rodar anúncio o mês inteiro e não colocar um único paciente a mais na cadeira.

A pergunta que importa é outra: do que entrou esse mês, quanto virou paciente que compareceu e fechou?

Essa pergunta muda tudo. Ela tira o foco do que é fácil de mostrar (volume de post) e coloca no que é difícil de fingir (paciente na agenda). E é justamente o que separa a agência que trabalha da que enrola.

Os 7 sinais abaixo são, no fundo, sete jeitos de responder essa única pergunta com evidência.

Sinal 1: o relatório mostra resultado de negócio, não métrica de vaidade

Comece pelo relatório, porque é o documento que a agência te entrega como prova de trabalho. O conteúdo dele já denuncia se há trabalho ou maquiagem.

Existe uma linha divisória clara entre dois tipos de número.

Métrica de vaidade sobe sem virar paciente:

  • Curtidas e comentários
  • Alcance e impressões
  • Seguidores novos
  • "Visualizações" de vídeo

Métrica de resultado mede o negócio:

  • Leads gerados (e a que custo)
  • Agendamentos marcados
  • Comparecimentos (quem apareceu na cadeira)
  • Fechamentos e faturamento atribuído

Curtida não paga conta. Você pode ter um post com mil curtidas e zero avaliação marcada naquela semana.

Lembre: alcance e seguidor não são errados, são incompletos. Eles só viram prova de trabalho quando o relatório mostra o que aconteceu DEPOIS: quantos viraram lead, agendamento e paciente na cadeira.

O que um relatório de agência ativa entrega todo mês, com periodicidade clara:

Item O que mostra Periodicidade
Funil do mês (lead → agendado → comparecido → fechado) Resultado de negócio Mensal, comparado com o mês anterior
Investimento e custo por etapa (CPL, custo por agendamento) Eficiência da verba Mensal
Campanhas ativas e o que mudou Que houve gestão, não piloto automático Mensal
Próximos passos / hipóteses de teste Que existe estratégia, não inércia Mensal
Acompanhamento mais frequente em campanha nova Que estão olhando, não só fechando o mês Semanal no início

Se o relatório é um print de "alcance" e "engajamento" sem nenhuma linha de paciente, você não tem relatório de resultado. Tem boletim de vaidade. Veja como medir se a agência traz paciente ou só lead.

Sinal 2: o funil é rastreável ponta a ponta (clique > lead > agendado > compareceu > fechou)

Agora aprofunde no funil, porque é aqui que mora a prova mais forte. Trabalho de verdade é rastreável do clique no anúncio até o paciente na cadeira.

A cadeia completa tem cinco elos:

  1. Clique no anúncio
  2. Lead (mensagem ou formulário)
  3. Agendamento (avaliação marcada)
  4. Comparecimento (apareceu na clínica)
  5. Fechamento (aceitou o tratamento)

Cada elo precisa ter número. Quando algum buraco aparece, é aí que a agência tem que agir, e é aí que você descobre se ela age ou só entrega lead e some.

Repare numa distinção que muito contrato esconde de propósito: lead, agendamento e paciente que comparece não são a mesma coisa.

Gerar lead é o degrau mais fácil e mais barato. Encher a agenda de gente que aparece e fecha é o trabalho de verdade. Uma agência que entrega "200 leads" e lava as mãos do que acontece depois está te vendendo o degrau fácil como se fosse o resultado.

Por isso o contrato precisa deixar explícito o que está sendo entregue: lead bruto, agendamento, ou paciente na cadeira. São compromissos diferentes, com preços diferentes.

Lembre: lead barato é a coisa mais cara que existe. Cem leads frios que não comparecem custam mais (em tempo da equipe e em verba) do que dez leads prontos que comparecem na cadeira. Cobre o funil até o fim, não o topo.

A referência de como esse funil se comporta quando é bem rodado: nas clínicas atendidas pela Odonto Results, no funil completo (IA mais atendimento humano com ligação), o lead é respondido em 30% a 60% dos casos, de 20% a 40% dos leads viram agendamento e de 20% a 50% dos agendados comparecem, dados internos da Odonto Results. Você não precisa cravar esses números, mas precisa ter os SEUS, mês a mês. Veja o funil da clínica em números.

Sinal 3: você tem acesso independente aos dados em tempo real

Este é o sinal mais subestimado e o mais poderoso. Agência que trabalha não tem nada a esconder, então te dá acesso direto aos dados, sem depender do relatório que ela monta.

O que deve estar no SEU nome, com você acessando quando quiser:

  • Conta de anúncio (Business Manager do Meta, conta do Google Ads): você vê o que está rodando, quanto gasta e quanto entra, em tempo real.
  • Pixel e tags de rastreamento: ficam na sua conta, não somem se você trocar de agência.
  • CRM ou painel de leads: você vê os leads chegando, sendo respondidos e virando agendamento.

Por que isso importa tanto? Porque relatório é uma versão curada da realidade. Acesso direto é a realidade.

Pensa assim: se você só consegue saber como vão as campanhas perguntando pra agência, você não tem dados, tem boatos. Quem controla o acesso controla a narrativa.

A regra é simples: a conta de anúncio, o pixel e o CRM são da clínica. A agência opera, mas a posse é sua. Veja se a conta de anúncios e o pixel ficam com você ou com a agência.

Quando o acesso é seu, a checagem de tudo que está neste guia leva 15 minutos (mostro como mais abaixo). Quando o acesso é da agência, você fica refém do relatório dela.

Sinal 4: o lead é respondido rápido (speed-to-lead) e isso aparece nos números

Aqui está o critério mais objetivo de operação ativa, e quase ninguém cobra. Trabalho de marketing não acaba no anúncio. Acaba no lead respondido. E a velocidade dessa resposta é mensurável.

Chama-se speed-to-lead: o tempo entre o lead chegar e alguém responder.

Por que é o sinal mais honesto? Porque você não consegue fingir velocidade. Ou o lead foi respondido em segundos, ou ficou horas no vácuo. O carimbo de tempo não mente.

E a janela é estreita. Um estudo conduzido pelo Dr. James Oldroyd, da MIT Sloan, analisou três anos de dados de seis empresas, mais de 15 mil leads e mais de 100 mil tentativas de ligação. O resultado: a chance de qualificar um lead cai 21 vezes quando o tempo de resposta passa de 5 para 30 minutos. Os dados completos estão no Lead Response Management Study.

Vinte e uma vezes. Não é margem, é abismo.

Agora cruze isso com como o paciente de clínica se comporta. Nos dados internos da Odonto Results, 43,8% dos leads chegam fora do horário comercial e 19,8% no fim de semana, dados internos da Odonto Results. O paciente pesquisa dentista à noite, depois do trabalho. Se ninguém responde, o lead esfria até segunda.

Por isso, nas clínicas atendidas pela Odonto Results, a IA de atendimento responde em mediana 4,4 segundos, com 98,5% das respostas em até 60 segundos, dados internos da Odonto Results. E o efeito aparece no funil: quem responde tem 23% de chance de virar agendamento, contra 12% no total dos leads, dados internos da Odonto Results.

Lembre: velocidade de resposta não é detalhe de eficiência. É o que decide se o lead que você pagou vira paciente ou vira conversa do concorrente que respondeu primeiro. Peça pra ver o tempo médio de primeira resposta no relatório.

Se a agência não consegue te mostrar quanto tempo o lead demora pra ser respondido, ou esse número está em horas, você achou um vazamento grande. Veja quanto tempo o lead leva pra agendar.

Sinal 5: transparência e auditoria reais, sem planilha mágica nem lead inflado

Confiança se constrói na transparência, e transparência se prova na auditoria. Agência que trabalha mostra dado bruto. Agência que enrola mostra dado tratado.

Sinais de transparência real:

  • Os números do relatório batem com o que você vê na conta de anúncio (Sinal 3).
  • Você consegue abrir um lead e ver a conversa real, não só uma contagem.
  • O custo por lead e por agendamento vem com a fonte (qual campanha, qual canal).
  • A agência admite o que não deu certo, não só o que deu.

Sinais de dado maquiado:

  • Planilha mágica: números redondos, sempre subindo, que nunca batem com a conta real.
  • Lead inflado: contagem de "contatos" que mistura curioso, número errado e a mesma pessoa duas vezes.
  • Métrica que troca de mês: quando o resultado some, o relatório passa a destacar outra coisa (alcance no mês que o lead caiu).
  • Resistência a dar acesso: "deixa que a gente te manda tudo no relatório".

Pensa assim: se o número é real, ele aguenta ser auditado. Se ele só existe no PDF que a agência te manda, desconfie.

A auditoria não precisa ser hostil. É higiene. Um dono que confere é um dono que a agência respeita. Veja como cobrar e responsabilizar a agência.

Sinal 6: a comunicação respeita as regras do CFO

Trabalho de qualidade respeita a norma do seu conselho. E isso é verificável, porque as regras são públicas. Uma agência que não conhece (ou ignora) as regras de publicidade odontológica não está te protegendo, está te expondo.

A responsabilidade ética é do cirurgião-dentista, não da agência. Se sai um anúncio irregular, quem responde no CRO é você.

O que o Conselho Federal de Odontologia (CFO) determina, e que toda peça precisa respeitar:

  • Proibido o que caracterize sensacionalismo, autopromoção, mercantilização da odontologia ou promessa de resultado.
  • Obrigatório que em toda imagem e vídeo conste o nome do profissional e o número de inscrição no CRO do estado.
  • O antes e depois tem regra própria: a Resolução CFO-196/2019 regulamenta a divulgação da imagem de diagnóstico (o antes) e da conclusão do tratamento (o depois), feitas pelo próprio cirurgião-dentista, com nome e CRO. O Código de Ética Odontológica (Art. 44, item 12) trata como infração ética a publicação de imagens durante o procedimento.

Repare como isso conversa com o resto da lista: uma agência que promete "agenda cheia garantida" no anúncio quebra a norma do CFO e te vende uma régua errada de resultado. Os dois problemas andam juntos.

Lembre: se a agência te oferece "promessa de resultado" como argumento de venda, ela está te oferecendo justamente o que o CFO proíbe. Boa comunicação odontológica vende método e prova, não milagre. Veja o que o marketing odontológico permite pelo CFO.

Ressalva: este guia orienta, não substitui consultoria jurídica. Em caso de dúvida sobre uma peça específica, consulte seu CRO ou o jurídico.

Sinal 7: a agência conhece o nicho odontológico (não é genérica)

O último sinal é mais sutil, mas aparece na qualidade dos outros seis. Marketing de clínica odontológica tem particularidades que a agência genérica não domina: as regras do CFO, o vocabulário do paciente, o comportamento do lead de saúde, a diferença entre atrair convênio e particular.

A agência genérica trata sua clínica como uma loja qualquer. Otimiza pra "mais leads" e CPL baixo, sem entender que lead de convênio ou curioso não enche a agenda de alto ticket.

A agência especializada fala a sua língua: paciente na cadeira, comparecimento, ticket, CRC, qualificação. E mede o que importa pra clínica, não vaidade de marca.

Você reconhece a especialização nas perguntas que ela faz. A genérica pergunta seu orçamento. A especializada pergunta seu ticket médio, sua taxa de comparecimento e quem responde o lead hoje. Veja a diferença entre agência especializada em odontologia ou generalista.

KPIs que o dono de clínica de R$100k+/mês deve cobrar todo mês

Você não precisa virar analista de marketing. Precisa entender quatro siglas e cobrá-las. Esses são os números que separam relatório de negócio de relatório de vaidade.

KPI O que significa Como cobrar
CPL (Custo Por Lead) Quanto custa gerar um lead Útil pra comparar canais, mas nunca isolado: CPL baixo com lead frio é armadilha
CAC (Custo de Aquisição de Cliente) Quanto custa conquistar um paciente que fechou É o número real. Some toda a verba e divida pelos pacientes fechados
ROAS (Retorno Sobre o Investimento em Anúncio) Quanto de receita cada real de anúncio gerou Mede a campanha. Use a receita de tratamento fechado, não o "valor do lead"
ROI (Retorno Sobre o Investimento) O retorno considerando todo o custo (anúncio + mensalidade + equipe) Mede o negócio inteiro. É o que diz se vale a pena continuar

A diferença que mais engana: CPL baixo não é vitória. Otimizar pra lead barato premia o lead frio. O número que decide a verba é o CAC (custo por paciente que fechou) e o ROI.

Pensa assim: prefira pagar mais caro por um lead que vira paciente de R$8 mil do que de graça por um curioso que nunca aparece.

Cobre os quatro com a mesma base de cálculo todo mês. Quando a base muda de um mês pro outro, o número virou narrativa. Veja os KPIs e metas pra acordar com a agência e ROAS e ROI no marketing odontológico.

Como auditar você mesmo: o que olhar em 15 minutos

Com acesso aos dados (Sinal 3), você confirma se há trabalho sem depender de ninguém. Faça este passo a passo uma vez por mês.

No Gerenciador de Anúncios (Meta) ou no Google Ads:

  1. Veja se há campanha ativa. Status "ativo", com gasto registrado nos últimos dias. Conta parada com mensalidade correndo é o flagrante mais simples.
  2. Confira a data da última alteração. Campanha que ninguém toca há semanas é piloto automático, não gestão.
  3. Olhe o gasto x os resultados. Quanto saiu de verba e quantos leads entraram. Bate com o relatório?

No CRM ou painel de leads:

  1. Abra três leads recentes. Veja a conversa real: foram respondidos? Em quanto tempo? Viraram agendamento?
  2. Cheque o tempo de primeira resposta. Minutos é bom. Horas é vazamento (lembre do Sinal 4).
  3. Some lead, agendado e comparecido do mês. Você acabou de montar seu funil, sozinho.

Quinze minutos e você sabe mais sobre o trabalho da sua agência do que o relatório inteiro te conta. Se os números não batem ou a conta está parada, você tem dado pra cobrar, não achismo.

Checklist de perguntas pra reunião mensal com a agência

Leve estas perguntas pra reunião mensal. As respostas (e a postura ao responder) dizem tudo.

  • Quantos leads, agendamentos e comparecimentos tivemos este mês? E em relação ao mês passado?
  • Qual o custo por paciente que compareceu (não só por lead)?
  • Qual foi o tempo médio de primeira resposta ao lead?
  • O que mudou nas campanhas este mês e por quê?
  • O que não funcionou e o que vamos testar a seguir?
  • Posso acessar a conta de anúncio e o CRM agora, com você, pra conferir?
  • Toda peça está dentro das regras do CFO (CRO, sem promessa de resultado)?

Uma agência que trabalha responde isso de cabeça ou abre os dados na hora. Uma que enrola desconversa, promete mandar depois ou puxa o assunto pra alcance. Veja a lista completa de perguntas pra fazer à agência.

Lembre: a melhor pergunta da reunião é "posso conferir agora?". Quem trabalha abre a tela. Quem não trabalha pede pra mandar por relatório depois.

Sinais de alerta de uma agência que não está trabalhando

Junte tudo e o padrão da agência que não trabalha fica óbvio. Se você marcar três ou mais destes, acenda o alerta:

  • Só posta, não mede. Entrega conteúdo, mas nenhum número de lead, agendamento ou paciente.
  • Relatório de vaidade. Alcance, curtida e seguidor no destaque, paciente em lugar nenhum.
  • Esconde o acesso. "Deixa que a gente te manda tudo." Você não entra na conta de anúncio nem no CRM.
  • Lead some no vácuo. Os leads chegam e ficam horas sem resposta (ou você nem sabe se foram respondidos).
  • Some quando cobrado. Reunião remarcada, mensagem sem resposta, número que nunca vem.
  • Terceiriza tudo sem te contar e ninguém assume o resultado.
  • Promete o que o CFO proíbe ("agenda cheia garantida") como argumento de venda.
  • Muda a métrica de destaque todo mês conforme o que está bom.

Nenhum desses sozinho condena. Juntos, formam o retrato da agência que cobra pra parecer ativa, não pra entregar paciente. Veja os red flags na proposta da agência.

Mas a parte da clínica também conta

Antes de culpar a agência, faça uma pergunta honesta: você está fazendo a sua parte? Porque o melhor anúncio do mundo morre na recepção.

A agência entrega o lead na porta. Quem fecha é a sua operação.

Cheque a sua metade do funil:

  • O lead é respondido rápido pela clínica? Se a agência traz o lead e a sua equipe demora horas, o vazamento é seu, não dela (lembre do estudo do MIT: 21 vezes menos chance).
  • Tem alguém ligando de volta? Muito agendamento se fecha no telefone, não só no WhatsApp. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, as ligações da equipe somam de 10 a 15 pontos percentuais ao lead que vira agendamento, em cima do que a IA fecha sozinha no canal, dados internos da Odonto Results.
  • A equipe de atendimento sabe converter avaliação em tratamento? Lead respondido e paciente que comparece ainda precisam de uma equipe que feche.
  • O comparecimento está sendo cuidado? Confirmação, lembrete e acolhimento seguram quem marcou.

Pensa assim: a agência enche o topo do funil. Você cuida do meio e do fundo. Cobrar a agência por um buraco que está na sua recepção é cobrar a pessoa errada. Veja como reduzir o no-show.

O que fazer quando os números não vêm

Constatou que a agência não entrega? Não saia trocando no impulso, nem deixe rolar mais um mês no escuro. Siga uma ordem que protege a sua verba.

  1. Reúna a evidência. Use sua auditoria de 15 minutos. Leve funil, tempo de resposta e gasto x resultado pra mesa. Cobre com dado, não com sensação.
  2. Marque uma reunião de alinhamento. Apresente o que viu e peça um plano de ação com prazo: o que vai mudar, em quanto tempo, com qual número de meta.
  3. Confirme que a sua parte está em dia. Responder lead, ligar de volta, equipe de atendimento. Se o buraco é seu, trocar de agência não resolve.
  4. Peça mudança de estratégia, não só esforço. Se o funil trava num elo específico (lead esfria, agendamento não comparece), o ajuste é nesse elo.
  5. Dê um prazo de verificação. Combine quando vão olhar de novo e com qual critério.
  6. Se não andar, troque, sem queimar a verba do mês. Antes de sair, garanta que a conta de anúncio, o pixel e o CRM são seus (Sinal 3). Assim você troca de operador sem perder o histórico nem recomeçar do zero.

Trocar de agência só vale a pena se você muda a régua junto, senão repete a frustração com outro nome. Veja se vale a pena trocar de agência.

Seu próximo passo

  1. Faça a auditoria de 15 minutos esta semana. Entre na conta de anúncio e no CRM, monte seu funil (lead, agendado, comparecido) e cheque o tempo de resposta. Você vai saber, com dado, se há trabalho.
  2. Leve o checklist pra próxima reunião mensal. Cobre resultado de negócio, custo por paciente e acesso aos dados na hora. A postura da agência ao responder já te diz muito.
  3. Defina a régua antes de decidir. Métrica = paciente na cadeira, não curtida. Acesso é seu, não da agência. Resposta em segundos, não em horas. Com essa régua, você para de confiar no escuro e passa a conferir.

Quer ver como é um funil rastreado ponta a ponta, com resposta em segundos e número de paciente na cadeira, não de curtida? Agende uma apresentação.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre lead, agendamento e paciente que comparece?

Lead é quem demonstrou interesse (mandou mensagem ou preencheu formulário). Agendamento é o lead que marcou uma avaliação. Comparecimento é quem apareceu na cadeira. São três estágios diferentes, e o contrato precisa deixar claro o que a agência entrega: gerar lead não é o mesmo que encher a agenda de gente que comparece e fecha.

Curtidas e seguidores provam que a agência está trabalhando?

Não. Curtida, alcance e seguidor são métricas de vaidade: sobem sem virar paciente. O que prova trabalho é o funil de negócio (lead, agendado, comparecimento, fechamento) e o custo por paciente que comparece. Se o relatório só mostra engajamento, a agência está medindo a coisa errada.

Posso ter acesso direto à conta de anúncio e ao CRM?

Sim, e deveria. A conta de anúncio (Business Manager), o pixel e o CRM são da clínica, não da agência. Acesso independente em tempo real te deixa conferir os números sem depender do relatório mensal. Agência que esconde o acesso é o maior sinal de alerta da lista.

O que é speed-to-lead e por que importa tanto?

Speed-to-lead é o tempo entre o lead chegar e ser respondido. Importa porque a chance de qualificar despenca com a demora: o estudo do MIT Sloan mostrou queda de 21 vezes entre responder em 5 e em 30 minutos. É um número verificável, que mostra se existe operação ativa por trás dos anúncios.

A agência precisa seguir as regras do CFO na publicidade?

Sim. O Conselho Federal de Odontologia exige nome do profissional e número do CRO em imagens e vídeos, regula o antes e depois (Resolução CFO-196/2019) e proíbe promessa de resultado e sensacionalismo. A responsabilidade ética é sua, então a agência precisa conhecer e respeitar a norma.

O que fazer quando a agência não entrega os números?

Primeiro, marque uma reunião de alinhamento com dados na mão e peça um plano de ação com prazo. Confira se a sua parte está em dia (responder o lead, equipe de atendimento, retorno por telefone). Se depois disso o funil não anda e a transparência não vem, é hora de trocar, sem queimar a verba do mês no escuro.