Como ler o portfólio e os cases de uma agência de marketing odontológico para saber se são reais?
Todo portfólio de agência parece impecável. O problema é que print bonito não prova nada. Veja como ler case por case, separar resultado real de métrica de vaidade, falar com cliente vivo, checar certificação oficial e fechar contrato que te protege.
Um case é real quando mostra o funil ponta a ponta (lead, custo por agendamento, comparecimento e contrato fechado), não curtida e alcance, e quando você consegue ligar para um cliente atual da agência e checar a certificação dela no diretório oficial do Google e da Meta.
- A prova social pesa muito. Segundo a pesquisa da BrightLocal com mais de mil consumidores, 97% leem avaliações antes de escolher um negócio local e 41% dizem que sempre leem (contra 29% no ano anterior), então a reputação independente da agência é tão checável quanto a da sua clínica.
- Certificação é verificável em segundos. Para ser Google Partner a empresa precisa manter US$10.000 de investimento em 90 dias, score de otimização de pelo menos 70% e metade dos estrategistas certificados, e o selo exibido online tem que linkar para o perfil público oficial, segundo a Central de Ajuda do Google Ads.
- Antes e depois no case tem regra. Segundo a Resolução CFO-196/2019, imagem de antes e depois só pode ser publicada pelo cirurgião-dentista que fez o procedimento (com nome e CRO), e a clínica como pessoa jurídica não pode fazer essa divulgação, então case cheio de antes e depois solto é sinal de alerta.
Faz parte do guia: Como escolher uma agência de marketing odontológico?
Nesta página
- TL;DR
- Pontos-chave
- Por que o portfólio bonito não prova quase nada
- Métrica de vaidade x prova de resultado: o número que você exige
- Como separar case real de case de fachada (e cliente fantasma)
- Verifique se o portfólio tem clínicas do seu porte, nicho e região
- Fale com um cliente vivo da agência antes de assinar
- Cheque a reputação independente da agência
- Verifique as certificações reais: Google Partner e Meta Business Partner
- Desconfie de promessa irrealista e fórmula mágica
- Como o relatório real demonstra resultado (funil ponta a ponta)
- Antes e depois no case: o que o CFO permite (e o que acende alerta)
- Cruze o número do case com o benchmark de mercado
- Exija transparência de acesso aos dados e às contas
- Estrutura contratual: prazo, multa, relatório e propriedade dos dados
- Perguntas-teste para fazer o gestor na call de diagnóstico
- Checklist final antes de assinar
- Seu próximo passo
- Perguntas frequentes
"Como eu leio o portfólio e os cases de uma agência de marketing odontológico para saber se são reais, e não só print bonito?"
Todo portfólio parece impecável. Esse é o problema.
Você já foi queimado antes, então sabe: a apresentação de venda mostra o melhor mês da melhor clínica, com print de curtida, alcance gigante e seguidor crescendo. Nada disso prova que entrou um paciente na cadeira.
O case real tem uma característica que o case de fachada nunca tem: ele aguenta pergunta. Você puxa o fio do número, pede para falar com o cliente, checa a certificação, e ele continua de pé.
A boa notícia é que separar o real do encenado é um processo, não um chute. Quem sabe ler portfólio para de assinar com agência pela embalagem.
Neste guia você vai ver:
- Por que métrica de vaidade engana e qual número exigir no lugar
- Como distinguir case real de case de fachada (e cliente fantasma)
- Como falar com um cliente vivo da agência antes de assinar
- Como checar certificação oficial, reputação e antes e depois à luz do CFO
- O contrato e as perguntas de diagnóstico que blindam a decisão
Por que o portfólio bonito não prova quase nada
Antes de ler qualquer case, entenda o jogo. O portfólio é a peça de venda mais cuidada da agência. Ele existe para impressionar, não para informar.
E impressiona com o que é fácil de mostrar: print de tela, número grande, design caprichado. O difícil de mostrar (e o único que importa para você) é o paciente que chegou, compareceu e fechou tratamento.
Pensa assim: você não compra "anúncio bonito", compra agenda cheia de paciente que paga. O portfólio precisa provar isso, não a estética.
Lembre: print não é prova. Um print de painel pode ser de qualquer conta, de qualquer período, recortado no melhor dia. Prova é número auditável, ligado a um cliente que você pode contatar.
A régua de leitura, então, vira simples. Para cada case, você pergunta três coisas: o número é de paciente ou de vaidade? dá para verificar com quem viveu? a agência te dá acesso para conferir? O resto deste guia é como responder cada uma.
Métrica de vaidade x prova de resultado: o número que você exige
Esse é o filtro número um. A maioria dos cases morre aqui.
Métrica de vaidade é tudo que sobe sem pagar a clínica. Métrica de resultado é tudo que termina em paciente na cadeira. O case real fala a segunda língua.
Métrica de vaidade (ignore como prova):
- Curtidas, comentários e compartilhamentos
- Alcance e impressões ("atingimos 2 milhões de pessoas")
- Seguidores ganhos
- Cliques e visitas ao perfil, isolados
- "Engajamento" sem destino
Prova de resultado (exija isto):
- Leads gerados, com volume e período
- Custo por lead e, melhor ainda, custo por agendamento
- Taxa de comparecimento (quem agendou e apareceu)
- Contratos/tratamentos fechados e ticket
- Retorno sobre o investido, medido em paciente, não em lead
A diferença é brutal. Um case que diz "geramos 500 leads a R$ 8" some quando você pergunta quantos compareceram. Um case que diz "de X leads, Y agendaram, Z compareceram e fecharam R$ W em tratamento" é outro nível de honestidade.
| O que o case mostra | É vaidade ou resultado? | A pergunta que desmonta |
|---|---|---|
| "2 milhões de alcance" | Vaidade | Quantos viraram agendamento? |
| "+12 mil seguidores" | Vaidade | Quantos seguidores viraram paciente? |
| "500 leads a R$ 8" | Meio do caminho | Quantos compareceram e fecharam? |
| "Custo por agendamento de R$ X" | Resultado | Posso ver o comparecimento? |
| "30 contratos fechados no mês" | Resultado | Qual cliente posso confirmar isso? |
Lembre: lead barato é a coisa mais cara que existe. Case que se orgulha do CPL baixo e esconde o comparecimento está vendendo volume de curioso, não paciente que paga. Veja como medir se a agência traz paciente ou só lead.
Como separar case real de case de fachada (e cliente fantasma)
Agora a parte que separa o joio. Mesmo um case com número pode ser de fachada. Veja como ler.
Sinais de case de fachada:
- Cliente sem nome, sem cidade, sem nada que dê para identificar ("uma grande clínica do Sul")
- Número redondo e milagroso, sempre o mesmo padrão em todos os cases
- Resultado sem período ("triplicamos o faturamento") sem dizer em quanto tempo nem de que base
- Logo de marca conhecida no rodapé sem nenhum case por trás (foi um trabalho pontual, ou nunca houve contrato)
- Zero menção a investimento (resultado sem dizer quanto custou não diz nada)
Sinais de case real:
- Cliente identificável, ou ao menos com nicho, porte e região claros
- Número com contexto: período, verba, ponto de partida e ponto de chegada
- Mistura de bons e maus momentos (a agência honesta conta o que ajustou no meio)
- Conexão com a referência viva oferecida sem resistência
O cliente fantasma é o caso mais perigoso. É o logo no portfólio que nunca foi cliente de verdade, ou foi por um mês e saiu insatisfeito. O teste é direto: peça para falar com ele. Logo que ninguém conecta é logo que não sustenta.
Repare neste detalhe de leitura: case real combina com o resto da operação. Se a agência mostra dez cases monstruosos mas tem perfil parado, site genérico e nenhuma avaliação, os cases e a realidade não batem. Quando bate, é coerente. Quando não bate, é cenário.
Verifique se o portfólio tem clínicas do seu porte, nicho e região
Um case real para outra clínica pode ser irrelevante para a sua. Aqui você lê o portfólio com a sua própria régua.
A pergunta certa não é "a agência tem cases bons?". É "a agência tem case de clínica parecida com a minha?".
Três eixos para cruzar:
- Porte: você fatura R$ 100 mil ou mais por mês e quer romper o teto. Case de consultório de uma cadeira começando do zero não prova que a agência sabe escalar a sua operação. São jogos diferentes.
- Nicho/procedimento: captar paciente de implante, protocolo ou lente é diferente de captar para clínica geral. Alto ticket tem jornada longa, objeção de preço e decisão lenta. Veja se o portfólio tem caso do seu tipo de tratamento.
- Região e concorrência: captar numa capital saturada não é igual a captar numa cidade média. Não precisa ser da sua cidade (a execução pesa mais que o CEP), mas o nível de concorrência do case importa.
Por que isso decide tanto? Porque a competência é específica. Uma agência pode ser ótima em clínica de bairro e se perder numa operação com várias unidades, CRC interna e meta de escala.
Dica: peça para a agência te mostrar o case mais parecido com a sua clínica, não o mais bonito do portfólio. A reação a esse pedido já diz muito. Veja se a agência precisa ser da sua cidade.
Fale com um cliente vivo da agência antes de assinar
Este é o teste mais barato e o mais honesto que existe. E quase ninguém faz.
Toda a leitura de portfólio cai por terra na frente de uma conversa de cinco minutos com um dono de clínica que paga a agência hoje. O case é a versão editada. A referência viva é a versão real.
Peça assim: "me conecta com um cliente atual seu, de porte parecido com o meu, que eu possa ligar". E quando estiver na ligação, pergunte o que o portfólio nunca conta:
- A agência entrega o que prometeu na venda?
- Você vê paciente novo chegando, ou só relatório bonito?
- Como é o atendimento no dia a dia, responde rápido?
- Já pensou em sair? Por quê?
- O resultado é estável ou foi um pico que caiu?
A reação ao pedido já é diagnóstico. Agência confiante conecta na hora, às vezes oferece antes de você pedir. Agência que enrola, "vai ver com o cliente", manda um print de depoimento no lugar ou some, está te dizendo algo sem dizer.
Lembre: depoimento gravado é roteirizado; cliente vivo no telefone, não. Um é peça de marketing, o outro é a verdade da operação. Exija o segundo.
Cheque a reputação independente da agência
A agência vive de captar reputação para clínicas. A própria reputação dela, fora do site dela, é o primeiro teste de coerência.
E a reputação independente pesa mais do que nunca. Segundo a pesquisa da BrightLocal com mais de mil consumidores, 97% leem avaliações antes de escolher um negócio local e 41% dizem que sempre leem, contra 29% no ano anterior. O mesmo comportamento que decide o paciente da sua clínica decide a sua escolha de fornecedor.
Onde olhar, fora do portfólio:
- Perfil no Google da própria agência: tem avaliações reais, com nome e texto, ou está zerado? A mesma pesquisa aponta que 31% dos consumidores só usam um negócio com 4,5 estrelas ou mais e 47% não usam quem tem menos de 20 avaliações.
- Reclame Aqui: procure o nome da agência. Não é sobre ter zero reclamação (todo mundo tem), é sobre como ela responde e se resolve.
- Redes sociais da agência: perfil ativo e coerente com os cases, ou parado e genérico?
- Resposta às avaliações: agência que responde sinaliza cuidado. A BrightLocal aponta que 88% dos consumidores usariam um negócio que responde tanto às avaliações positivas quanto às negativas, contra apenas 47% para quem não responde a nenhuma.
Tem um cuidado aqui. Avaliação falsa virou epidemia: segundo a BrightLocal, 82% dos consumidores leram uma avaliação falsa no último ano, número que sobe para 92% entre os mais jovens. Então leia o conteúdo da avaliação, não só a nota. Avaliação real tem detalhe, nome, contexto. Avaliação plantada é genérica e vem em rajada na mesma semana.
Dica: a opinião do mercado sobre avaliação falsa é dura. 97% dos consumidores acham que negócios deveriam ser punidos por avaliações falsas, segundo a BrightLocal. Se a agência maquia a própria reputação, imagine o que faz com os cases. Veja como funciona a gestão de reputação online.
Verifique as certificações reais: Google Partner e Meta Business Partner
Selo no rodapé do site é fácil de colar. Certificação verdadeira é checável em segundos, e essa é a graça.
O selo Google Partner não é decorativo, é um status que tem critério duro. Segundo a Central de Ajuda do Google Ads, para ser Google Partner a empresa precisa:
- Manter US$ 10.000 de investimento nos últimos 90 dias nas contas geridas
- Ter score de otimização de pelo menos 70%
- Ter pelo menos 50% dos estrategistas certificados em Google Ads
E os requisitos são checados diariamente. Ou seja, é um selo que a agência mantém com trabalho contínuo, não um diploma de uma vez só.
O melhor: dá para conferir em um clique. Segundo as diretrizes do selo Google Partners, quando o selo é exibido online ele obrigatoriamente linka para a página de perfil público da empresa no programa de parceiros. Então faça o teste:
- Vá ao site da agência e clique no selo Google Partner.
- Se ele abrir o perfil oficial da empresa no diretório do Google, é real.
- Se for uma imagem que não leva a lugar nenhum, é selo de enfeite.
Para a Meta, a lógica é parecida: o status de Meta Business Partner aparece no diretório oficial da Meta. Procure o nome da agência lá. Estar no diretório é o que vale, não o logo no PowerPoint.
Lembre: certificação não garante que a agência é boa para a sua clínica (porte e nicho continuam decidindo), mas a ausência de certificação verificável, com selo de mentira no site, é red flag pura.
Desconfie de promessa irrealista e fórmula mágica
Quanto mais bonito o número prometido, mais perguntas ele merece. Essa é a regra.
O portfólio e a proposta vão estar cheios de promessa. Sua leitura aqui é caçar o que não tem como ser garantido:
- "Resultado garantido em 30 dias" ou qualquer prazo curto com número cravado
- "Agenda lotada em X semanas"
- "Fórmula/método secreto" que ninguém mais tem
- "Vamos triplicar seu faturamento" sem condição, sem premissa, sem mecânica
- Garantia incondicional de devolução ("pago só se der resultado")
Por que desconfiar? Porque resultado de marketing depende de coisas que não estão só na mão da agência: tamanho da demanda na sua cidade, verba, qualificação do lead e, principalmente, a velocidade e a qualidade do seu atendimento. Quem promete número cravado em prazo está prometendo o que não controla.
A agência séria descreve a mecânica, não o desfecho. Ela diz "o sistema gera agendamento previsível porque qualifica o lead e responde em segundos", não "você vai faturar X". Veja por que tanta agência promete e não entrega e se garantia de resultado existe de verdade.
Lembre: promessa grande sem método é o discurso de quem já te decepcionou antes. Você não quer a promessa mais ousada, quer a explicação mais sólida de como o resultado acontece.
Como o relatório real demonstra resultado (funil ponta a ponta)
O case é o passado. O relatório é o que você vai receber todo mês. Saber ler um modela o outro: se a agência mostra como reporta, você vê se ela pensa em paciente ou em vaidade.
Peça para ver um modelo de relatório antes de assinar. O relatório real tem o funil inteiro, da origem à cadeira:
| Etapa do funil | O que o relatório real mostra | O que o relatório de fachada mostra |
|---|---|---|
| Topo | Investimento, alcance, cliques (contexto, não resultado) | Só isto, em destaque |
| Lead | Volume de leads e custo por lead, por canal | "Geramos muitos contatos" |
| Atendimento | Quantos responderam, tempo de resposta | Nada |
| Agendamento | Quantos agendaram e o custo por agendamento | Nada |
| Comparecimento | Quantos compareceram | Nada |
| Fechamento | Contratos e faturamento gerado | Nada |
Repare: o relatório de fachada para no topo do funil, onde os números são grandes e bonitos. O relatório real desce até o fundo, onde o número é menor mas é dinheiro de verdade.
Um detalhe técnico que separa amadores de profissionais: o relatório precisa de rastreamento configurado para saber o que virou agendamento e comparecimento. Print solto de painel não é relatório, é captura de tela. Veja quais KPIs acordar com a agência e como cobrar resultado.
Antes e depois no case: o que o CFO permite (e o que acende alerta)
Case de odontologia adora antes e depois. Mas em odontologia, antes e depois tem regra, e case que ignora a regra é case que arrisca a sua clínica.
Segundo a Resolução CFO-196/2019 do Conselho Federal de Odontologia, a divulgação de imagens de antes e depois não é liberada indiscriminadamente. Os pontos centrais:
- O antes e depois só pode ser divulgado pelo cirurgião-dentista que realizou o procedimento, identificado com nome e número do CRO.
- A clínica como pessoa jurídica não pode fazer esse tipo de divulgação.
O que isso significa quando você lê o portfólio de uma agência:
- Case recheado de antes e depois sem nenhum critério é sinal de que a agência não conhece a regulação do seu setor. Isso te expõe a problema com o conselho, não a ela.
- Agência que entende odontologia constrói prova social dentro do que o CFO permite: depoimento, autoridade do profissional, explicação de tratamento, bastidores.
- Se a proposta sugere uma estratégia toda baseada em antes e depois agressivo, leia como falta de domínio do nicho, não como criatividade.
A leitura aqui é dupla: você avalia a competência regulatória da agência e protege a sua clínica ao mesmo tempo. Veja o que a publicidade odontológica permite pelo CFO e qual prova social é permitida.
Lembre: quem cuida da imagem de clínicas e não conhece a Resolução do CFO vai cuidar mal da sua. O domínio da regra é parte do serviço, não detalhe jurídico.
Cruze o número do case com o benchmark de mercado
Um número de case só significa algo comparado a uma régua. Sem régua, R$ 8 por lead pode ser ótimo ou péssimo, você não sabe.
Então faça o teste de plausibilidade. Pegue o número do case e pergunte: isso é possível no meu nicho, na minha cidade, com essa verba?
Algumas âncoras de leitura:
- Custo por lead muito abaixo do mercado costuma significar lead frio, de campanha de curioso, não de paciente de tratamento. Barato demais é suspeito, não é vitória.
- Taxa de conversão milagrosa ("80% dos leads agendaram") não bate com a realidade de tráfego pago. Na base de clínicas atendidas pela Odonto Results, o lead responde em uma faixa que fica longe disso, e responder ainda não é agendar. Número perfeito demais é o que mais merece pergunta.
- Comparecimento de 100% não existe em captação de paciente novo. No-show faz parte. Case que esconde isso esconde a parte difícil.
A régua honesta usa o funil inteiro: de cada 100 leads, uma fração responde, uma fração dessa agenda e uma fração dessa comparece. Quando você multiplica essas etapas, o número de paciente final é sempre bem menor que o volume de lead do topo. Case que ignora essa matemática está contando só a parte boa.
Dica: se o case promete um número que parece perfeito, peça a conta de trás para frente. "De quantos leads saíram esses agendamentos?" desmonta o que está inflado e confirma o que é real.
Exija transparência de acesso aos dados e às contas
Esse ponto não está no case, mas decide se o case é verificável daqui para frente. Quem esconde acesso, esconde resultado.
A regra é simples e inegociável: as contas e os dados são da clínica, não da agência. Você precisa ter, no seu nome e com acesso de administrador:
- A conta de anúncios (Google Ads e Meta)
- O Pixel/tag de rastreamento e o Business Manager
- O perfil do Google da clínica
- Os relatórios e os dados brutos, não só o PDF resumido
Por que isso protege você? Porque agência que controla suas contas controla você. Se um dia vocês se separam, o resultado, o histórico e a audiência vão embora com ela. E, mais importante para a leitura do case: se a agência não te dá acesso para conferir os números, você não tem como saber se o relatório é verdadeiro.
"É sigiloso" sem motivo claro é um pedido de explicação, não um detalhe técnico. Padrão de mercado é acesso transparente. Veja por que a conta de anúncios e o Pixel ficam com você.
Lembre: transparência de acesso é o que transforma "confie em mim" em "confira você mesmo". A agência que não tem o que esconder mostra tudo.
Estrutura contratual: prazo, multa, relatório e propriedade dos dados
O contrato é onde a promessa do portfólio vira obrigação, ou não. Leia com a mesma desconfiança que leu os cases.
Pontos para checar antes de assinar:
- Prazo e fidelidade: contrato longo pode ser segurança ou armadilha. O que importa é a multa e a porta de saída. Veja se contrato de 12 meses é segurança ou armadilha.
- Multa de rescisão: existe? é proporcional? Multa abusiva é forma de te prender quando o resultado não vem.
- Cláusula de relatório e SLA: o que a agência se compromete a entregar, com que frequência e em quanto tempo responde. Sem isso, "vamos reportar" não significa nada. Veja SLA e relatórios da agência.
- Propriedade dos dados e das contas: o contrato precisa deixar escrito que conta, Pixel, perfil e dados são da clínica.
- Escopo claro: o que está incluso e o que não está. Escopo vago vira cobrança extra ou serviço que não acontece.
Um contrato bem escrito protege os dois lados e é, por si só, sinal de agência séria. Contrato genérico, sem SLA, sem cláusula de dados, com multa pesada, contradiz qualquer portfólio bonito.
Perguntas-teste para fazer o gestor na call de diagnóstico
A call de diagnóstico é onde você fecha a leitura. O portfólio é estático; a conversa é ao vivo, e ao vivo é mais difícil esconder.
Faça estas perguntas e leia menos a resposta, mais a segurança com que ela vem:
- "Me mostra um case de clínica do meu porte e nicho?"
- "Quantos desses leads viraram paciente na cadeira, não só lead?"
- "Posso falar com um cliente seu atual?"
- "As contas e os dados ficam no meu nome?"
- "Como você mede comparecimento, não só lead?"
- "O que você faz quando o resultado não vem no primeiro mês?"
- "Quem responde meu lead e em quanto tempo?"
Essa última é o pulo do gato e quase nenhuma agência tem boa resposta. Não é só quem gera o lead, é quem responde e em quantos segundos. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, a IA de atendimento responde o lead em segundos, 24 horas por dia, e velocidade é o que decide com quem o paciente marca, dados internos da Odonto Results.
Repare: a agência que vende só "tráfego" trava em comparecimento, atendimento e velocidade. A que pensa em paciente na cadeira responde sem hesitar. Veja a lista completa de perguntas para contratar uma agência e os red flags da proposta.
Checklist final antes de assinar
Junte tudo em uma lista que você roda antes de bater o martelo. Se um item falha feio, pause.
- O case mostra número de paciente (custo por agendamento, comparecimento, fechamento), não só curtida e alcance.
- Tem case de clínica do seu porte, nicho e nível de concorrência.
- A agência te conectou com um cliente vivo e você ligou.
- A reputação independente bate com o portfólio (Google, Reclame Aqui, redes).
- A certificação é verificável: o selo Google Partner linka para o perfil oficial; a agência está no diretório da Meta.
- Nenhuma promessa irrealista ou fórmula mágica com prazo cravado.
- O modelo de relatório mostra o funil ponta a ponta, não print solto.
- O antes e depois respeita o CFO (e a agência demonstra conhecer a regra).
- Os números são plausíveis contra o benchmark de mercado.
- As contas e os dados ficam no seu nome, com acesso transparente.
- O contrato tem SLA, cláusula de dados e multa proporcional.
Lembre: o objetivo não é encontrar a agência com o portfólio mais bonito, é encontrar a que aguenta a sua auditoria. Quem passa nos onze pontos merece a conversa. Quem trava em metade deles te poupou de mais uma frustração.
Seu próximo passo
- Releia o portfólio com a régua de paciente. Em cada case, marque se o número é de vaidade (curtida, alcance) ou de resultado (agendamento, comparecimento, fechamento). Descarte os que só têm vaidade.
- Peça uma referência viva e cheque a certificação. Ligue para um cliente atual da agência e clique no selo Google Partner para confirmar o perfil oficial. Cinco minutos que valem o contrato inteiro.
- Leve as perguntas-teste para a call de diagnóstico. Foque em comparecimento, acesso aos dados e velocidade de resposta. A segurança das respostas vale mais que a beleza dos slides.
Quer ver, na prática, como um funil de captação odontológica se prova do anúncio ao paciente na cadeira? Agende uma apresentação.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre case real e case de fachada?
Case real mostra o funil ponta a ponta (quantos leads, a que custo, quantos agendaram, quantos compareceram e quantos fecharam) e você consegue falar com o cliente vivo daquele case. Case de fachada mostra print de curtida, alcance e seguidor, sem nenhum número de paciente na cadeira e sem cliente que confirme.
Posso pedir para falar com um cliente atual da agência?
Pode e deve. Pedir uma referência viva, um dono de clínica que paga a agência hoje, é o teste mais barato e mais honesto que existe. Agência boa conecta você na hora. Agência que enrola, terceiriza a resposta ou só manda print é o próprio sinal.
Como verifico se a agência é mesmo Google Partner?
O selo Google Partner exibido no site precisa linkar para o perfil público da empresa no programa, segundo a Central de Ajuda do Google Ads. Clique no selo. Se ele não abre o perfil oficial, o selo é decorativo. O mesmo vale para o status de parceiro da Meta no diretório dela.
Curtidas e alcance contam como resultado?
Não para a sua clínica. Curtida, alcance e seguidor são métrica de vaidade: não viram paciente na cadeira sozinhos. O resultado que importa é custo por agendamento, comparecimento e contrato fechado. Case que só fala de engajamento está escondendo a parte que dói.
Promessa de resultado garantido em X dias é confiável?
Quase nunca. Marketing odontológico depende de demanda, verba, qualificação do lead e velocidade de atendimento, então cravar um número garantido em prazo curto é discurso de palco, não método. Desconfie de fórmula mágica e peça a mecânica por trás do número.
O que a agência deve me dar de acesso aos dados?
Tudo. Conta de anúncio, Pixel, perfil do Google e relatórios devem ficar no seu nome, com você como administrador. Dado e conta seu são da clínica, não da agência. Qualquer coisa marcada como sigilosa sem motivo claro é um pedido de explicação, não um detalhe.