Como trocar de agência de marketing sem perder os dados das campanhas e sem deixar a captação parada no meio?
Trocar de agência mal feito zera o aprendizado das campanhas e infla o custo por paciente no recomeço. Para não passar por isso, você transfere os ativos (não recria), é dono da conta, define um baseline e roda a campanha nova em paralelo à antiga até ela converter. Veja o passo a passo, com prazos oficiais e fontes.
Você troca de agência sem parar a captação quando transfere as contas (Google, Meta, pixel, GA4) em vez de deixar a nova recriar tudo, mantém os ativos no seu nome, e roda a campanha nova em paralelo à antiga até ela converter: corte seco zera a fase de aprendizado e dispara o custo por paciente no recomeço.
- Transferência tem prazo. Na transferência externa de faturamento do Google Ads, a nova agência tem 7 dias para aprovar ou recusar o pedido, ou ele é cancelado; e a conta precisa ser vinculada ao novo administrador em até 7 dias após a transferência, senão a veiculação dos anúncios é interrompida (Ajuda do Google Ads).
- Recriar do zero custa caro. O Smart Bidding do Google pode levar cerca de 50 conversões ou 3 ciclos de conversão para calibrar a um novo objetivo, e os dados de conversão das campanhas anteriores aceleram esse aprendizado inicial (Ajuda do Google Ads): jogar o histórico fora reinicia o relógio.
- Não troque no corte seco. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, 43,8% dos leads chegam fora do horário comercial e o pico de busca é à tarde (dados internos da Odonto Results): um dia de campanha desligada é um dia de paciente indo para o concorrente.
Faz parte do guia: Como escolher uma agência de marketing odontológico?
Nesta página
- TL;DR
- Pontos-chave
- Por que trocar de agência mal feito derruba a captação
- TROCAR de conta x TRANSFERIR a conta: a decisão que define tudo
- De quem deve ser cada ativo: a clínica, nunca a agência
- Checklist: mapeie os ativos ANTES de avisar a agência atual
- Passo a passo oficial: transferência no Google Ads
- Passo a passo: transferência no Meta Business
- O que reseta a fase de aprendizado (e como não cair nisso)
- Defina o baseline ANTES de trocar (ou você nunca vai saber se melhorou)
- Como manter a captação rodando: paralelo, nunca corte seco
- Plano de transição por fases
- Documentação e handoff: o que pedir formalmente da agência que sai
- Cláusulas de propriedade que deveriam estar no contrato com qualquer agência
- Quando trocar de agência de verdade (sem virar troca por troca)
- Riscos específicos da clínica odontológica na troca
- Erros comuns que custam caro
- Seu próximo passo
- Perguntas frequentes
"Como eu troco de agência de marketing sem perder os dados das campanhas e sem ficar com a captação parada no meio?"
Você não tem medo de trocar de agência. Tem medo do buraco no meio.
O buraco é real: campanha desligada no dia errado, conta recriada do zero, histórico de conversão jogado fora, pixel novo sem aprendizado e o custo por paciente disparando justo no mês em que a nova agência precisava provar valor.
Quem troca bem não recria nada. Transfere os ativos, mantém a conta no próprio nome, roda a nova em paralelo à antiga e só corta a anterior quando a nova já está convertendo.
A boa notícia: a relação cliente-agência hoje dura mais, não menos. Segundo o relatório 4As e ANA de 2025, o tempo médio dessa relação mais que dobrou desde 2016 e está em uma média de 7 anos. Trocar com método não é virar refém de ninguém, é escolher quem fica.
Neste guia você vai ver:
- Por que troca mal feita derruba a captação (e como o algoritmo reseta)
- A diferença entre TROCAR de conta e TRANSFERIR a conta
- De quem deve ser cada ativo (conta, pixel, GA4, domínio, WhatsApp)
- O passo a passo oficial de transferência no Google e no Meta, com prazos
- Como definir um baseline e rodar a nova em paralelo, sem corte seco
- O que pedir por escrito da agência que sai e o que blindar no contrato
Por que trocar de agência mal feito derruba a captação
Antes do passo a passo, entenda o que de fato quebra. Não é a troca em si. É o RECOMEÇO do zero que vem junto quando ninguém planeja.
O motor de toda campanha de tráfego é o aprendizado do algoritmo. Google e Meta otimizam com base no histórico de conversões: quem clicou, quem virou lead, quem agendou. Esse histórico é o ativo invisível mais valioso da conta.
Quando a agência nova recria tudo do zero, ela apaga esse histórico.
E aí o relógio do aprendizado reinicia. Segundo a Ajuda do Google Ads, o Smart Bidding pode levar cerca de 50 eventos de conversão ou 3 ciclos de conversão para calibrar a um novo objetivo, e os dados de conversão de campanhas anteriores aceleram esse período de aprendizado inicial. Ou seja: jogar o histórico fora não é neutro, é voltar para a estaca zero.
O resultado prático é um vale de performance no pior momento possível. CPL inflado, lead mais frio, custo por paciente lá em cima, justo no mês em que a nova agência ainda nem provou que entrega. Você troca por causa de resultado e começa com resultado pior.
Lembre: o problema quase nunca é a agência nova ser ruim. É a transição ter resetado o que já estava funcionando. Você não está contratando um recomeço, está contratando uma continuidade melhor.
TROCAR de conta x TRANSFERIR a conta: a decisão que define tudo
Aqui está a bifurcação que separa a troca tranquila da troca traumática. São dois caminhos completamente diferentes, e a maioria das clínicas nem sabe que existe escolha.
Caminho errado (trocar de conta): a agência nova cria uma conta de anúncios nova, um pixel novo, um GA4 novo, e começa do zero. Tudo o que a antiga construiu fica para trás. É rápido para a agência e caro para você.
Caminho certo (transferir a conta): as contas que já existem passam para o seu controle (ou para o controle da nova agência como parceira), com o histórico preservado. O aprendizado continua, as listas de público continuam, o pixel continua maduro.
A diferença em uma frase: na transferência, você leva o ativo com você; na recriação, você abandona o ativo e compra um novo, mais caro.
Veja o que acontece em cada caminho:
| Item | Trocar de conta (recriar) | Transferir a conta |
|---|---|---|
| Histórico de conversão | Perdido | Preservado |
| Aprendizado do algoritmo | Reinicia do zero | Continua |
| Maturidade do pixel/dataset | Pixel novo, "cru" | Pixel maduro mantido |
| Listas de público | Refeitas do zero | Mantidas |
| Custo por paciente no recomeço | Sobe | Estável |
| Quem ganha com a pressa | A agência | A clínica não ganha |
A regra de ouro: nunca deixe a agência nova recriar o que dá para transferir. Recriar é, quase sempre, a saída preguiçosa que custa o seu dinheiro, não o dela.
De quem deve ser cada ativo: a clínica, nunca a agência
Esse é o ponto que decide se você pode trocar de agência com tranquilidade ou se vai ficar refém. A pergunta é simples: quando a agência sair, o que sai com ela?
A resposta certa é: nada do que importa. Porque os ativos são da clínica.
Veja quem deve ser o dono de cada peça:
- Conta Google Ads: da clínica. A agência gerencia via conta de administrador (MCC), não como proprietária.
- Business Manager (Meta): da clínica. A agência entra como parceira, com acesso, não como dona do BM.
- Conta de anúncios (Meta): da clínica, dentro do BM da clínica.
- Pixel / dataset: da clínica. É o ativo de aprendizado de mais longo prazo que você tem.
- GA4 e GTM: da clínica. É onde mora o dado de conversão e rastreamento.
- Domínio e site: da clínica. Perder o domínio é perder a casa.
- Número de WhatsApp: da clínica. É a linha de vida da captação e do CRC.
Pensa assim: a agência é inquilina, não dona. Ela mobília a casa, gerencia, otimiza. Mas a escritura fica no seu nome.
Lembre: se a agência é dona do Business Manager ou da conta de anúncios, você não tem um fornecedor, tem um sequestrador de ativos. Trocar de agência vira recomeçar do zero, e é exatamente isso que prende você. Aprofunde em a conta de anúncios e o pixel ficam comigo?.
Checklist: mapeie os ativos ANTES de avisar a agência atual
Não conte que vai trocar antes de saber o que você tem. O momento de mapear os acessos é enquanto a relação ainda está boa, não no calor da saída.
Faça esse inventário primeiro, em silêncio:
- Acessos administrativos. Você consegue entrar na conta Google Ads, no Business Manager e no GA4 como administrador, sem depender da agência? Se a resposta é não, esse é o seu primeiro problema a resolver.
- Histórico de conversão. As conversões estão registradas na sua conta GA4/Google Ads e no seu pixel, ou em uma estrutura da agência?
- Listas de público. Públicos personalizados, listas de remarketing e audiências semelhantes estão dentro do seu BM e da sua conta?
- Landing pages e domínio. As páginas de captura estão hospedadas no seu domínio? Quem tem acesso ao provedor de domínio e ao site?
- Criativos. Você tem os arquivos originais dos vídeos, imagens e textos que performaram?
- Relatórios e contexto. Existe um registro do que foi testado, do que funcionou e do que foi descartado?
Dica: tire um print de cada painel mostrando você como administrador antes de qualquer conversa de saída. Acesso documentado é a sua melhor garantia de handoff limpo.
Esse mapa muda a sua posição na negociação de saída. Quem chega sabendo o que tem pede transferência. Quem chega no escuro aceita o que a agência decidir entregar.
Passo a passo oficial: transferência no Google Ads
O Google tem um processo formal para isso, com prazos definidos. Conhecer os prazos é o que evita o anúncio parar no meio da troca.
Existem dois movimentos diferentes, e os dois têm relógio:
1. Transferência de faturamento (externa). Quando o faturamento da conta passa de uma gestora para outra. Segundo a Ajuda do Google Ads, depois que o pedido de transferência é enviado, a nova agência tem 7 dias para aprovar ou recusar. Se nada for feito nesse período, o pedido é cancelado e você precisa fazer outro.
2. Vinculação ao novo administrador. A conta de cliente precisa ser vinculada à nova conta de administrador. Segundo a Ajuda do Google Ads, essa vinculação tem que acontecer em até sete dias após a transferência. Caso contrário, a veiculação dos seus anúncios é interrompida.
Repare no risco: são dois prazos de 7 dias e o segundo, se estourado, para o anúncio. É exatamente o buraco de captação que você quer evitar. Coordene as duas pontas antes de iniciar.
Um detalhe que pega muita clínica de surpresa: crédito promocional não viaja livre. Segundo a Ajuda do Google Ads, créditos não usados e não aplicados só podem ser transferidos para outra conta de pagamentos do mesmo produto, moeda e entidade legal do Google. Nem todo bônus sobrevive a uma troca, então confirme antes de assumir que o saldo vai junto.
A sequência segura:
- Confirme que você é administrador da conta (não a agência).
- Alinhe com a nova agência a data exata da transferência e da vinculação.
- Dispare a transferência de faturamento e acompanhe o aceite dentro dos 7 dias.
- Garanta a vinculação ao novo MCC dentro dos 7 dias seguintes, antes que o anúncio pare.
- Mantenha as campanhas vencedoras rodando o tempo todo (não pause para "organizar").
Passo a passo: transferência no Meta Business
No Meta a lógica é a mesma do Google, com nomes diferentes. E é aqui que mora um dos erros mais caros: deixar a agência ser dona do Business Manager.
Tem uma distinção que você precisa fixar:
Transferir propriedade x conceder acesso de parceiro. Não são a mesma coisa.
- Propriedade do BM e da conta de anúncios: deve ser da clínica. O Business Manager é registrado no nome da clínica, e a conta de anúncios mora dentro dele.
- Acesso de parceiro: é o que você dá à agência. Ela entra como parceira no SEU BM, gerencia as campanhas e, quando sai, você só revoga o acesso. Nada some.
A diferença prática na hora da troca:
- Se o BM é da clínica e a agência tinha acesso de parceiro: você remove a agência antiga, adiciona a nova, e o pixel, o histórico e as listas continuam intactos. Captação não para.
- Se o BM é da agência: você não troca de agência, você recomeça do zero. Pixel novo, dataset novo, aprendizado novo.
Lembre: o pixel/dataset do Meta é o ativo de aprendizado mais valioso que a clínica acumula ao longo dos meses. Manter o MESMO pixel na troca preserva todo o sinal de conversão que ele já aprendeu. Recriar o pixel é apagar memória cara.
Sobre a fase de aprendizado do Meta: assim como no Google, mudanças estruturais grandes (trocar evento de otimização, público ou criativo, ou pausar o conjunto) reabrem o aprendizado do algoritmo. A regra na transição é não fazer tudo de uma vez nem mexer no que está convertendo só para "deixar do nosso jeito".
O que reseta a fase de aprendizado (e como não cair nisso)
Esse é o conhecimento técnico que separa a transição cirúrgica da bagunça. Saber o que dispara o reaprendizado é saber o que NÃO tocar na troca.
No Google, segundo a Ajuda do Google Ads, o status de aprendizado é disparado quando:
- A estratégia de lance é criada ou reativada.
- Uma configuração da estratégia muda.
- Campanhas, grupos de anúncios ou palavras-chave são adicionados ou removidos da estratégia.
Traduzindo para a transição: cada um desses movimentos é uma decisão que você adia ou agrupa, em vez de fazer no susto. As regras práticas:
- Não pause as campanhas vencedoras para "reorganizar". Pausar e reativar reinicia o aprendizado.
- Não troque o evento de conversão sem necessidade. O evento que o algoritmo aprendeu a otimizar é parte do ativo.
- Não mexa no orçamento acima do limite de uma vez. Saltos bruscos de verba também jogam a campanha de volta ao aprendizado.
- Faça as mudanças necessárias de uma vez, não em pinga-pinga. Cada alteração isolada é um novo reset; agrupar limita o estrago a um período só.
A nova agência vai querer "colocar a casa em ordem". Tudo bem. Mas ordem se faz preservando o que converte, não zerando para começar bonito no relatório.
Defina o baseline ANTES de trocar (ou você nunca vai saber se melhorou)
Aqui está o passo que quase ninguém dá e que custa caro depois. Se você não mede o ponto de partida, não tem como cobrar a agência nova com justiça.
O baseline é a foto da clínica no dia anterior à troca. Sem ele, qualquer discussão de resultado vira "achismo contra achismo".
Registre estes números dos últimos 60 a 90 dias, por escrito:
| Métrica | O que registrar | Por que importa |
|---|---|---|
| CPL por canal | Custo médio por lead no Google e no Meta | Base para comparar o custo de captação |
| Volume de leads/mês | Quantos leads entram por mês | Mede se a nova mantém ou aumenta o fluxo |
| Lead → agendamento | % que vira agendamento | Onde o lead esfria ou avança |
| Comparecimento | % de agendados que comparecem | Avaliação que não acontece é zero |
| Custo por paciente | Quanto custa cada paciente que fechou | A única métrica que decide a verba |
Repare: o baseline não é só CPL. Lead barato com agenda vazia engana. O que importa é o caminho inteiro, do anúncio ao paciente na cadeira. Veja como medir se a agência traz paciente ou só lead.
Com o baseline na mão, a conversa com a nova agência muda de tom. Você não pergunta "está indo bem?". Você compara contra um número que existe.
Como manter a captação rodando: paralelo, nunca corte seco
Esse é o coração da transição sem buraco. A regra é uma só: a campanha antiga só morre quando a nova já está viva e convertendo.
Corte seco é o erro clássico. A clínica desliga tudo da agência antiga no último dia do contrato e espera a nova "subir as campanhas". Entre uma coisa e outra, ficam dias (às vezes semanas) com zero captação ativa.
E esses dias custam pacientes de verdade.
Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, 43,8% dos leads chegam fora do horário comercial e o pico de busca é à tarde, com a tarde concentrando boa parte do volume (dados internos da Odonto Results). O paciente de implante pesquisa à noite, no fim de semana, quando dá. Se não tem campanha rodando naquela hora, ele encontra o concorrente, não você.
O modelo certo é rodar em paralelo:
- A campanha legada segue ativa enquanto a nova é montada.
- A nova sobe ao lado da antiga, não no lugar dela.
- Você acompanha a nova convergir (lead entrando, CPL competitivo, agendamento acontecendo).
- Só quando a nova prova que converte, a antiga é pausada (não apagada).
O gatilho da troca é convergência, não calendário. Não se pausa a velha porque o contrato venceu; pausa-se porque a nova está entregando. Veja como funciona a transição para uma agência nova nos primeiros 90 dias.
Lembre: transição não é uma chave que vira de um dia para o outro. É uma sobreposição planejada. A clínica nunca pode ficar um único dia sem nenhuma fonte de captação ligada.
Plano de transição por fases
Em vez de uma data de virada, pense em fases que se sobrepõem. Cada uma tem um objetivo claro, e nenhuma exige desligar a captação.
Fase 1: diagnóstico e segurança dos ativos. Mapeie os acessos, confirme que a clínica é dona de tudo, registre o baseline e planeje a transferência. A campanha antiga continua rodando o tempo todo. Nada se mexe nas contas ainda.
Fase 2: onboarding e primeiras entregas. A nova agência recebe acesso (de parceira), entende a estrutura, sobe as primeiras campanhas em paralelo e começa a alimentar o mesmo pixel e o mesmo histórico. A antiga ainda está ativa. Veja o que a agência precisa para um onboarding bem feito.
Fase 3: escala. Com a nova convertendo de forma estável, a campanha legada é pausada e a verba migra de vez. A partir daqui é otimização, não recomeço.
Repare no que NÃO está aqui: prazo cravado em dias. A velocidade de cada fase depende do volume de conversão da clínica e da maturidade das contas, não de um calendário decorado. Quem promete "migro tudo em 48 horas" está priorizando a própria agenda, não a sua captação.
Documentação e handoff: o que pedir formalmente da agência que sai
A saída precisa ser por escrito. Conversa de WhatsApp não transfere ativo, e agência ressentida não devolve o que não foi formalizado.
Peça formalmente, antes de encerrar o contrato:
- Acessos de administrador de todas as contas (Google Ads, Business Manager, conta de anúncios, GA4, GTM), no nome da clínica.
- Domínio e WhatsApp confirmadamente sob controle da clínica.
- Estrutura das campanhas: o que está rodando, com que segmentação, orçamento e lance.
- Histórico de conversão e listas de público, preservados na sua conta.
- Criativos e landing pages: os arquivos originais e as páginas no seu domínio.
- Contexto estratégico: o que foi testado, o que funcionou, o que foi descartado e por quê.
Dica: trate o handoff como uma entrega com checklist, não como um favor. Confirme item por item que o acesso funciona DA SUA conta antes de assinar a rescisão. Acesso que "vou passar depois" costuma não vir.
A clínica que pede tudo por escrito e confirma o acesso antes de encerrar tem uma transição limpa. A que confia na boa vontade descobre o que faltou só quando já é tarde.
Cláusulas de propriedade que deveriam estar no contrato com qualquer agência
A melhor hora de garantir a saída tranquila é na entrada, antes de assinar. O contrato é o que evita virar refém lá na frente.
Cláusulas que protegem a clínica:
- Propriedade dos ativos: conta Google Ads, Business Manager, conta de anúncios, pixel/dataset, GA4, GTM, domínio e WhatsApp são da clínica. A agência atua como gestora/parceira.
- Devolução de acessos na saída: ao encerrar, a agência devolve todos os acessos administrativos em prazo definido, sem reter nada.
- Preservação de dados: histórico de conversão, listas de público e relatórios ficam com a clínica.
- Sem recriação forçada: a agência não pode condicionar a saída à recriação de contas do zero.
Definir isso no papel custa uma conversa antes de assinar. Não definir custa um recomeço inteiro depois. Veja o que deve constar no contrato com a agência de marketing.
Quando trocar de agência de verdade (sem virar troca por troca)
Trocar de agência toda hora também é problema. A própria relação cliente-agência hoje dura mais: o relatório 4As e ANA de 2025 aponta média de 7 anos, mais que o dobro de 2016. O bom resultado vem da continuidade com método, não de pular de fornecedor.
Então troque por sinal, não por impulso. Sinais legítimos de que é hora:
- Resultado estagnado sem hipótese nova. A agência repete o mesmo sem testar nada diferente há meses.
- Falta de transparência. Você não sabe quanto custa o paciente, não tem acesso às contas, não entende o que está sendo feito.
- Relatório sem decisão. Toda reunião é um show de gráficos, mas nada vira ação nem cobra responsabilidade pelo resultado.
Se o seu caso é frustração com promessa não cumprida, vale entender o padrão antes de decidir. Veja se vale a pena trocar de agência ou se você vai repetir a frustração.
Riscos específicos da clínica odontológica na troca
A clínica tem riscos que uma loja de e-commerce não tem. Aqui a captação não termina no lead: termina no paciente na cadeira. E a troca pode quebrar essa ponte em pontos que ninguém percebe na hora.
Os três riscos que mais doem na odontologia:
- Perder o histórico de leads e pacientes no CRM. O lead que pediu orçamento mês passado e não fechou é dinheiro em aberto. Se a base de contatos some na troca, você perde o follow-up que reabriria esses orçamentos.
- Quebrar o rastreamento de agendamento e comparecimento. Se o GTM e as conversões são recriados errado, você volta a otimizar por lead solto, não por paciente que compareceu. A campanha passa a perseguir o número errado.
- Parar o WhatsApp e o CRC no meio. O número de WhatsApp é a linha de vida da captação. Se ele estiver no nome da agência, ou se o atendimento ficar sem cobertura durante a virada, o lead chega e ninguém responde.
Esse último ponto é o mais perigoso. O paciente que pesquisa à noite e manda mensagem não espera horário comercial. Nas clínicas atendidas pela Odonto Results, a IA de atendimento responde o lead em mediana de poucos segundos, 24 horas por dia (dados internos da Odonto Results). Na transição, garanta que o atendimento não fica órfão um único dia, ou o lead que você pagou para gerar evapora na recepção.
Erros comuns que custam caro
Esses são os tropeços que transformam uma troca de rotina em um trimestre perdido. Cada um tem um custo concreto.
- Deixar a agência ser dona do BM. Você não troca de fornecedor, recomeça do zero. É o erro raiz de quase todos os outros.
- Recriar o pixel do zero. Apaga meses de aprendizado de conversão e devolve a conta à estaca inicial.
- Apagar campanhas em vez de pausar. O que está apagado não pode ser retomado nem analisado. Pause, não delete.
- Cortar a verba antes de a nova subir. Deixa a clínica sem captação ativa no pior momento, com o concorrente capturando o seu paciente.
- Não registrar baseline. Sem ponto de partida, você nunca prova se a agência nova melhorou ou piorou.
- Confiar no handoff verbal. Acesso que "vem depois" tende a não vir. Formalize tudo.
Lembre: todo erro caro da transição tem a mesma raiz: pressa em desligar a antiga antes de a nova estar pronta. Sobreposição planejada resolve quase tudo.
Seu próximo passo
- Confirme que a clínica é dona de tudo. Entre nas contas Google, Meta e GA4 como administrador e tire print. Se algum ativo estiver no nome da agência, resolver isso é a prioridade zero.
- Registre o baseline e planeje o paralelo. Anote CPL, leads, agendamento, comparecimento e custo por paciente dos últimos 60 a 90 dias. Combine com a nova agência rodar ao lado da antiga até converter, sem corte seco.
- Formalize o handoff e blinde o contrato. Peça acessos, histórico, listas e criativos por escrito da agência que sai, e garanta cláusula de propriedade dos ativos com quem entra.
Quer trocar de agência sem deixar a captação parar um único dia e sem perder o aprendizado que você já pagou para construir? Agende uma apresentação.
Perguntas frequentes
Trocar de agência reseta o aprendizado das campanhas?
Reseta se você recriar tudo do zero. Quando a conta é transferida e o histórico de conversão fica preservado, o aprendizado continua. Segundo a Ajuda do Google Ads, os dados de conversão de campanhas anteriores aceleram o período de aprendizado inicial do Smart Bidding, então transferir vale mais que recomeçar.
A conta de anúncios e o pixel devem ficar no nome da clínica ou da agência?
No nome da clínica, sempre. A conta Google Ads, o Business Manager, a conta de anúncios, o pixel/dataset, o GA4, o GTM, o domínio e o número de WhatsApp são ativos da clínica. A agência recebe acesso de parceiro e devolve quando sai. Se a agência for dona, você troca de fornecedor e perde tudo junto.
Quanto tempo leva para transferir a conta do Google Ads?
A transferência externa de faturamento tem prazos definidos. Segundo a Ajuda do Google Ads, a nova agência tem 7 dias para aprovar ou recusar o pedido (senão ele é cancelado), e a conta precisa ser vinculada ao novo administrador em até 7 dias após a transferência, ou a veiculação dos anúncios é interrompida.
Posso desligar a campanha antiga assim que a nova subir?
Não. Rode as duas em paralelo até a campanha nova estar convertendo de forma estável. Corte seco deixa a clínica sem nenhuma fonte ativa durante o ramp-up da nova, e cada dia parado é lead que vai para o concorrente, ainda mais porque boa parte dos pacientes busca fora do horário comercial.
O que eu peço formalmente da agência que está saindo?
Acessos de administrador de todas as contas (Google Ads, Meta, GA4, GTM), o domínio e o WhatsApp no seu nome, a estrutura das campanhas, o histórico de conversão e as listas de público, mais os criativos e as landing pages. Peça por escrito e confirme o handoff antes de encerrar o contrato.
O que evita ficar refém da agência no futuro?
Cláusula de propriedade no contrato: as contas, o pixel, o domínio e os dados são da clínica, com devolução de acessos garantida na saída. Defina isso antes de assinar, não na hora da briga. É a diferença entre trocar de fornecedor e recomeçar do zero.